Colunistas & Opinião Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/categoria/colunistas-e-opiniao/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Fri, 05 Sep 2025 13:47:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp Colunistas & Opinião Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/categoria/colunistas-e-opiniao/ 32 32 5 aprendizados do Startup Summit 2025 para founders e CEOs https://the.beatstrap.com.br/colunistas-e-opiniao/conteudo-startup-summit-2025/ https://the.beatstrap.com.br/colunistas-e-opiniao/conteudo-startup-summit-2025/#respond Fri, 05 Sep 2025 13:47:01 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2672 Insights práticos das palestras e painéis que presenciei no Startup Summit 2025 e que podem ser útil para a sua startup também.

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Se tem uma coisa que todo mundo concordou no Startup Summit deste ano é: founders precisam aprender a ouvir. Principalmente o cliente, mas também o mercado e até os sinais internos da própria empresa. Pode parecer óbvio, mas é justamente no óbvio que muitos negócios derrapam.

É claro que eu não fui a todas as palestras e painéis, mas praticamente todos em que estive passaram essa mensagem.

Além deste, trouxe aqui meus highlights — aqueles pontos que continuam ecoando na cabeça dias depois do evento.

Branding e marketing: mais do que campanha bonita

No painel sobre marketing e branding, Pedro Sampaio, Marketing Manager Senior do Nubank, reforçou que a construção de marca começa muito antes de qualquer campanha de mídia. 

Para ele, o ponto de partida está no social listening: entender de quais termos o público associa à empresa e como conversa sobre ela. Esse processo, disse, não é luxo, mas base e precisa atravessar a organização inteira. “Não adianta ter uma comunicação divertida com o público se, na ponta, o vendedor atende de forma engessada”, provocou.

Além disso, Sampaio defendeu que branding é mensurável, sim. Pode ser por indicadores mais básicos, como NPS e reputação, até análises de funil de marca. O risco, segundo ele, está em se perder no excesso: muitas métricas sem clareza sobre quais realmente importam para o negócio.

Ele também deixou uma frase polêmica no ar: “performance não constrói branding”. Cada empresa pode — e deve — decidir o quanto investir em diferentes frentes, mas não existe uma fórmula mágica que equilibre performance e marca.

Lucas (Yoko) Yokota, COO da Purple Metrics, trouxe uma visão complementar. Para ele, a estratégia de branding parte de uma pergunta simples: “como você quer ser visto e lembrado?”. Não se trata necessariamente de grandes investimentos, mas de clareza sobre qual imagem a empresa quer projetar.

Yoko também lembrou que, em alguns contextos, campanhas de performance fazem sentido, especialmente quando já existe mercado consolidado; em outros, o branding pode ser mais eficiente. Ou seja, não há obrigatoriedade de conexão direta entre os dois mundos.

As falas convergiram em um ponto central: branding não pode ser tratado como acessório. Seja pelo viés mais analítico e provocativo de Sampaio, seja pela abordagem mais pragmática de Yokota, ambos reforçaram que a marca precisa ser pensada como parte da estratégia do negócio desde o início.

Anti-growth playbook: erros que viraram aprendizado

Nessa palestra, Ricardo Gott, cofundador da Conta Simples, abriu o jogo sobre seus principais tropeços na jornada de crescimento.

A primeira lição veio da formação do time de vendas: tentar delegar cedo demais, sem liderança dedicada e sem processo validado, resultou em um time sem força. A virada aconteceu quando o founder assumiu a frente, estruturou um time pequeno e selecionado, e acompanhou de perto a evolução dos processos. O resultado foi um crescimento exponencial, com métricas sólidas e 50% da nova receita vindo do canal de vendas.

O segundo tropeço veio com o cartão de crédito. Um produto com potencial, mas que sofreu com processos complexos, falta de dono claro e desalinhamento entre áreas. A correção veio com simplificação radical (de 17 etapas para 6), definição de um responsável e uma meta corporativa para o produto. Em seis meses, a receita multiplicou por 2,5.

A terceira experiência foi no lançamento de novos produtos. Três chegaram ao mercado, mas dois foram pivotados e um encerrado. O erro, segundo os founders, foi tomar decisões internas sem estrutura dedicada nem validação constante com os clientes. A lição: produtos secundários sempre tendem a ser despriorizados — e sem contato direto com o cliente, a chance de fracasso é alta.

O contraponto veio com o case da conta global, lançada com time 100% dedicado e validação intensa com clientes. Em três meses, a nova frente já superava a receita dos outros produtos. Como resumiu o CEO: “tem que derrapar uma hora ou outra, só não pode quebrar”.

Educação em escala: Alura e G4 Educação

No painel que reuniu a CEO do G4, Misa Antonini, e o cofundador e atual CEO da Alura, Adriano Almeida, o foco foi como construir negócios de educação em escala na América Latina.

Do lado do G4, os pilares foram claros: autoridade, distribuição e audiência. Nos últimos dois anos, a empresa também passou por um processo de desvincular sua marca dos fundadores, criando canais próprios que não dependem da exposição individual dos sócios. O contato próximo com os alunos abriu espaço para novas oportunidades, como a ideia de um marketplace da própria comunidade.

A Alura reforçou seu “código fonte”: ser mission-driven e apostar na força da comunidade. O equilíbrio entre educação, lucro e escala foi descrito quase como um ciclo em que cada elemento alimenta o outro. E, assim como o G4, a empresa demonstrou desapego estratégico: iniciativas que não se conectam ao core são encerradas, mesmo que tragam algum resultado no curto prazo.

Ambos também destacaram o impacto da inteligência artificial na educação. Para o G4, por exemplo, a IA já permite ganhos de produtividade que evitaram a necessidade de ampliar o time desde 2022. O consenso foi de que IA não substitui o aprendizado, mas abre espaço para hiperpersonalização e eficiência em larga escala.

Go-to-market B2B: eficiência e metas realistas

A palestra sobre go-to-market, realizada por Felipe Coelho, da ABSeed, trouxe um ponto que parece óbvio, mas que segue sendo um erro recorrente: metas mal desenhadas. Muitas vezes elas já nascem impossíveis, seja por excesso de otimismo ou por metodologia mal aplicada — seja top-down ou bottom-up.

Outro aprendizado relevante foi sobre onde buscar crescimento. Nem sempre está em trazer novos clientes: vender na base — por meio de upsell, novos produtos, serviços ou até correções de preços — pode gerar impacto tão grande quanto conquistar novos contratos.

Também ficou o alerta: os maiores clientes nem sempre são os melhores. O verdadeiro PMF está na percepção de valor, não apenas no tamanho do contrato. E, para garantir eficiência de capital, a métrica a observar é clara: quanto dinheiro você gasta para gerar um novo ARR. Se esse número for maior que 1, é hora de revisar a estratégia.

De modo geral, o Startup Summit 2025 reforçou algo importante: o crescimento pode vir de várias frentes, mas ele depende sempre de proximidade com o cliente. Seja para validar produto, medir marca, ajustar metas ou lançar novas iniciativas, quem não escuta está sempre a um passo de errar feio.

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VI ACATE Pitch Day: uma discussão sobre IA e startups escaláveis na prática https://the.beatstrap.com.br/colunistas-e-opiniao/vi-acate-pitch-day-visao-geral/ https://the.beatstrap.com.br/colunistas-e-opiniao/vi-acate-pitch-day-visao-geral/#respond Mon, 14 Jul 2025 09:15:02 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=1139 Diana Lopes esteve presente no VI ACATE Pitch Day, em Florianópolis, e mostra suas percepções sobre o que viu e ouviu.

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Ontem, sentei pra ouvir — e anotar — tudo o que rolou em mais um evento que reúne startups, pitches de soluções promissoras e um painel que, dessa vez, trouxe no centro da conversa: como a IA se aplica em startups escaláveis?

A pergunta não dita que paira em torno desse tema é: “A IA é pra hoje. Mas ela, sozinha, escala de fato o seu negócio?”

A discussão, muito bem moderada por Fábio Ferrari, diretor do programa ACATE Invest e investidor anjo, girou em torno de startups escaláveis, o papel real da inteligência artificial, até onde ela empurra o P&D (pesquisa e desenvolvimento) e onde entra a visão de longo prazo, que nenhuma API pronta faz sozinha.

Quem estava no palco? Além de Fábio, como moderador, estavam os convidados Caroline Dallacorte, head de Portfólio da ACE Ventures, e Gabriel Fernandes, diretor da Vertical Varejo na ACATE e CEO da Instivo.

O que foi debatido e as conclusões

Diante de temáticas e questionamentos trazidos pelo moderador, cada um dos convidados trouxe pontos de vista (que, no geral, se complementaram muito bem) e que, no fim, tocavam na mesma ferida: qualquer IA, por mais poderosa que pareça, não é estratégia de crescimento se não estiver amarrada num modelo de negócio claro.

Diante da discussão sobre como essa tecnologia se encaixa (ou não) num modelo de negócio escalável de verdade, algumas conclusões puderam ser tiradas…

Primeiro, algo que se consolidou como um fato: a IA acelera o processo de P&D (pesquisa e desenvolvimento), reduz investimento de tempo e recursos e valida MVPs mais rápido. Os agentes de IA (bem construídos) conseguem encurtar a distância da ideia à concepção de um protótipo funcional.

Mas aí vem a virada da segunda conclusão: a IA não substitui a visão de escalabilidade real. Ela valida mais rápido, sim, mas quem faz crescer é o que vem depois. Ou seja, a estratégia de negócios, time comercial e um modelo de receita sustentável.

No meio disso tudo, apareceu a frase que define uma terceira conclusão: feature sozinha não é produto. E a realidade da qual estamos diante é que, se você pensar em um produto a base de integração com o GPT, por exemplo, seis meses depois (ou até menos) o próprio modelo do ChatGPT solta uma versão que faz exatamente o que a sua solução promete e, muitas vezes, com acessos gratuitos. Ou seja, o seu futuro morre muito rápido.

Outro ponto que se repetiu: o cliente não quer mais saber como usar, ele quer falar pra solução o que ele precisa e ela que dê seu jeito de resolver. Chegamos num estágio em que as soluções de IA também estão virando tendência plug-and-play. 

No painel, ficou claro também que IA não precisa ser modelo de negócio. Pode (e deve) ser auxiliadora de processos internos: otimiza tempo, reduz tarefas repetitivas, deixa a equipe enxuta e abre espaço no caixa para investir em áreas mais estratégicas.

E por conta disso também, as equipes enxutas são cada vez mais uma realidade, e a IA passa a ser um aspecto normal do dia a dia.

Inclusive, um dos questionamentos da audiência, mais tarde, foi sobre a possibilidade e viabilidade da “empresa de 1 milhão realizada por 1 pessoa”. Ao qual Fábio respondeu que acredita ser complicado e, do ponto de vista de investidor anjo, ele dificilmente apostaria em uma empresa de uma pessoa só ainda mais se for um primeiro empreendimento.

No encerramento do painel, Fábio comentou sobre sua animação com possibilidades ainda não exploradas a partir de inteligências artificiais — as que são, de fato, inovadoras. Nesses casos, a IA precisa nascer a partir de dados proprietários, para garantir um roadmap de escalabilidade real e uma diferenciação de mercado.

Esse ponto foi reforçado pela fala da Caroline, que também trouxe, no fechamento, uma pergunta prática que pouca gente faz, mas é fundamental: “Como a IA pode matar o meu negócio?”

E ela ainda exemplificou com um caso prático do aparelho invisível Invisalign: eles possuem um tipo de scanner que o cliente, em casa, consegue utilizar rapidamente para o processo de análise da arcada dentária, que então é enviado via sistema online e indica qual a evolução e próximos passos de uso dos aparelhos — e já atualizando diretamente o dentista responsável também. 100% automatizado e integrado à inteligência artificial própria para facilitar a vida de ambos cliente e dentista.

É o tipo de uso de IA que pode passar despercebido, mas mostra como ela pode existir para resolver questões práticas e de maneira bastante acessível.

Para amarrar, Gabriel completou com uma fala que eu achei deveras curiosa, mas foi bem esclarecida: “Andar devagar, sem ser lento.” É uma visão de quem enxerga o futuro e como a evolução da IA pode tanto atrapalhar quanto ajudar as startups.

Você precisa andar devagar para não desperdiçar tempo, recurso e investimento em algo que vai “morrer” em poucos meses, mas não pode ser lento a ponto de deixar que a concorrência faça, antes de você, uma inovação que sua startup tinha total capacidade de lançar primeiro.

Startups que fizeram pitch e vencedores

Após o painel, veio o momento mais esperado, a apresentação dos pitches. Dessa vez, quem esteve diante dos jurados foram:

  • Multiagents: plataforma que permite ter agentes de inteligência artificial trabalhando para os times de empresas, atuando de forma autônoma, 24/7, em canais como WhatsApp, e-mail, Instagram, telefone e outros, realizando tarefas humanas com escalabilidade
  • Coft: plataforma que segmenta clientes para restaurantes de delivery, identificando padrões de comportamento e acionando campanhas personalizadas via WhatsApp com poucos cliques.
  • Beepay: soluções tecnológicas avançadas para autoatendimento (totens de minimercado, por exemplo), eliminando processos manuais e revolucionando a experiência de compra.
  • Ga.ia: solução baseada em inteligência artificial para gerenciar ações e padrões de exigência de sustentabilidade nas empresas.
  • Rauzee: software para construtoras, incorporadoras, imobiliárias, corretores de imóveis e correspondentes bancários que centraliza todas as demandas e informações de gestão.
  • Libber Campers: o airbnb do motor home. Plataforma que conecta proprietários de motorhomes a viajantes para que o aluguel de motorhome seja simples e prático.

Após todas as apresentações, os jurados decidiram pelo top 3 vencedor: em 1º lugar ficou a Ga.ia, em 2º a Beepay e, em 3º, a Rauzee.

Essas, que mais chamaram atenção, não venderam só IA. Trouxeram IA aplicada a algo que resolve uma dor real, seja na forma de processos internos mais eficientes, seja na experiência do cliente, que quer ter a mínima curva de aprendizado e o máximo de resultado.

O que ficou pra mim dessa experiência é que equipes enxutas, processos bem encaixados e um uso inteligente de IA podem abrir muito espaço pra crescer, mas só quando o modelo de negócio fecha a conta.

Sobre o evento

O VI ACATE Pitch Day aconteceu na ACATE Downtown, no centro de Florianópolis no último dia 09 de julho, e é uma iniciativa da ACATE Invest — um programa da ACATE com objetivo de promover a conexão entre startups e investidores anjo, fundos de investimentos e corporações.

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