The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Mon, 01 Jun 2026 18:01:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/ 32 32 Anthropic toma a frente na corrida das IAs: em fevereiro valia US$380 bi, agora vale US$965 bi https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/valuation-anthropic-supera-openai/ Fri, 29 May 2026 17:39:38 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3776 Anthropic fecha Série H de US$65 bi a valuation de US$965 bi, supera a OpenAI e se torna a startup de IA mais valiosa do mundo.

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A Anthropic, criadora do Claude, fechou uma rodada Série H de US$65 bilhões que avalia a empresa em US$965 bilhões. O aporte foi liderado por Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital, com participação de nomes como Blackstone, Brookfield, Fidelity, General Catalyst, Jane Street, GIC (fundo soberano de Singapura), Temasek e MGX. A rodada inclui US$15 bilhões de investimentos previamente anunciados, entre eles US$5 bilhões da Amazon.

Com esse valuation, a Anthropic ultrapassou a OpenAI (avaliada em US$852 bilhões após sua rodada de US$122 bilhões em março) e se tornou a startup de IA mais valiosa do mundo. Em fevereiro, quando fechou a Série G de US$30 bilhões, o valuation era de US$380 bilhões. Em março de 2025, na Série E, era de US$61,5 bilhões. Quase triplicou em três meses e multiplicou por 15 em pouco mais de um ano.

A receita que sustenta a tese

O que justifica a velocidade do valuation é a receita. A Anthropic reportou receita anualizada de US$47 bilhões no início de maio de 2026. Para dimensionar o ritmo: eram US$10 bilhões anualizados no final de 2025, US$14 bilhões em fevereiro e US$30 bilhões em abril. A receita mais que triplicou em cinco meses.

O motor principal continua sendo o Claude Code, o agente de codificação que em fevereiro já tinha receita anualizada superior a US$2,5 bilhões, com assinaturas empresariais quadruplicando desde o início do ano. Enterprise representa mais da metade da receita do Claude Code. O lançamento do Cowork (interface para não-desenvolvedores usarem agentes de IA) e do Mythos Preview (modelo frontier de cibersegurança) ampliaram a superfície de produtos.

A base de clientes enterprise continua crescendo. A Anthropic não divulga o número exato, mas em abril reportava mais de 1.000 empresas gastando mais de US$1 milhão por ano com o Claude, o dobro de dois meses antes.

Infraestrutura e o caminho para IPO

Os recursos da Série H serão direcionados para pesquisa em segurança e interpretabilidade de modelos, expansão de capacidade computacional e escala de produtos e parcerias. A Anthropic também fechou acordos de infraestrutura com Google, Broadcom, Amazon e SpaceX para mais de 10 gigawatts de capacidade computacional combinada, um volume que reflete a escala de demanda que a empresa projeta atender.

A Forge Global reportou, citando fontes próximas, que a Anthropic considera abrir capital já em outubro de 2026. A empresa não confirmou o timing, mas a Série H pode ser a última rodada privada antes de um eventual IPO. Tanto a Anthropic quanto a OpenAI e a SpaceX/xAI devem se tornar empresas de capital aberto nos próximos meses.

O que o movimento sinaliza

A velocidade da Anthropic é inédita mesmo para os padrões do setor de IA. Uma empresa fundada em 2021 por ex-líderes da OpenAI (Dario e Daniela Amodei) atingir quase US$1 trilhão de valuation em cinco anos, com receita real de US$47 bilhões, redefine o que significa crescimento em tecnologia.

Mas o que torna o caso mais relevante do que o número em si é a inversão competitiva que ele representa. A OpenAI criou o mercado de IA generativa consumer com o ChatGPT e dominou o mindshare público por três anos. A Anthropic construiu tração enterprise de forma consistente, ganhou o desenvolvedor e o CIO, e agora lidera em valuation e receita reportada. Nesse momento, o placar mudou, mas com certeza a corrida ainda está longe de terminar.

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OpenAI fecha primeiro acordo de mídia no Brasil com Folha e UOL para alimentar o ChatGPT https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/openai-acordo-folha-uol-chatgpt-brasil/ Thu, 28 May 2026 17:49:16 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3782 OpenAI fecha primeiro acordo de mídia no Brasil com Folha e UOL. ChatGPT passa a exibir conteúdo dos veículos com atribuição e links.

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A OpenAI anunciou em 25 de maio seu primeiro acordo de conteúdo com veículos brasileiros. A parceria com o Grupo Folha e o Grupo UOL permite que reportagens dos dois veículos alimentem o ChatGPT em tempo real, com resumos atribuídos e links para as matérias originais. Os valores não foram divulgados.

O Brasil é um dos maiores mercados do ChatGPT no mundo, com mais de 50 milhões de usuários ativos mensais e cerca de 140 milhões de mensagens trocadas por dia. Até agora, esses usuários recebiam respostas sem fontes jornalísticas brasileiras verificadas por trás. Isso muda com o acordo.

Além da distribuição de conteúdo, Folha e UOL ganham acesso a ferramentas corporativas da OpenAI, como ChatGPT Enterprise, API e Codex (assistente de desenvolvimento de software). Na prática, o acordo não é apenas de licenciamento de conteúdo, é uma parceria operacional: os veículos fornecem jornalismo, a OpenAI fornece infraestrutura de IA para as redações.

O acordo também encerra a ação judicial que a Folha movia contra a OpenAI desde 2025, quando o jornal questionou o uso de conteúdos publicados sem autorização e sem compensação financeira. O processo foi selado, mas o desfecho é claro: saiu de litígio para parceria comercial.

O contexto competitivo por trás do movimento

O timing do acordo não é acidental. A OpenAI vem fechando parcerias de conteúdo com publishers em ritmo acelerado ao redor do mundo (EUA, Reino Unido, França, Alemanha) e o Brasil era uma lacuna evidente dado o tamanho do mercado.

Mas há uma camada adicional. A OpenAI chega a esse acordo num momento em que o ChatGPT enfrenta, pela primeira vez, uma concorrência real no mercado enterprise e de desenvolvedores. O Claude, da Anthropic, dominou a narrativa no HumanX 2026, triplicou a receita para US$30 bilhões e vem ganhando espaço entre equipes técnicas e executivos. A corrida por diferenciação deixou de ser apenas sobre modelo e passou a incluir ecossistema: quem tem as melhores fontes de dados, as melhores parcerias e a melhor experiência local.

Fechar acordos com publishers brasileiros de peso é uma forma de consolidar relevância num mercado onde o ChatGPT ainda lidera em base de usuários, mas onde a percepção de qualidade e confiabilidade das respostas pode definir quem retém esses usuários nos próximos anos.

Para o ecossistema de mídia, o movimento sinaliza que a relação entre publishers e plataformas de IA está saindo da fase de litígio para a fase de negociação comercial. A pergunta que fica é se esse modelo (conteúdo em troca de distribuição e ferramentas) vai se provar sustentável para os veículos ou se, como em ciclos anteriores com plataformas digitais, o valor capturado vai se concentrar em quem controla a interface.

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Robbin capta US$108 mi e aposta em Pix e IA para destravar crédito entre indústria e varejo https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/robbin-capta-108-mil-credito-varejo/ Wed, 27 May 2026 17:54:12 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3784 Robbin capta US$108 mi em seed e FIDC para digitalizar crédito B2B com Pix e IA. Estrutura combina equity e dívida em estágio inicial.

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A Robbin, fintech paulistana de crédito B2B fundada por ex-executivos do Itaú, anunciou uma captação total de US$108 milhões dividida em duas frentes: uma rodada seed de US$8 milhões em equity, co-liderada por Canary, Atlântico e Caravela (com participação de AB Seed, Norte Ventures, Clocktower e Tomorrow Capital), e a estruturação de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) de US$100 milhões em parceria com a Augme, gestora da XP Investimentos.

As duas frentes têm funções distintas. O equity financia o crescimento da plataforma de pagamentos e crédito com arquitetura nativa em IA, além do desenvolvimento de novos agentes inteligentes para a operação. O FIDC alimenta exclusivamente a operação de crédito, financiando as compras dos varejistas junto às indústrias parceiras.

O que a Robbin faz

A fintech conecta grandes indústrias às suas redes de varejistas por meio de um cartão virtual co-branded que roda sobre o Pix, não sobre bandeiras tradicionais como Visa ou Mastercard. A indústria oferece crédito, prazo e benefícios ao lojista sob sua própria marca, com liquidação em tempo real e custo operacional menor do que os arranjos convencionais de cartão.

O resultado para cada ponta é direto: o varejista ganha mais crédito e melhores condições de compra, a indústria amplia vendas e frequência de recompra, e a operação de crédito fica fora do balanço da empresa, financiada pelo FIDC. É uma estrutura em que o risco de inadimplência não recai sobre a indústria.

Recentemente, a Robbin lançou o Robbinson, um assistente de IA integrado ao WhatsApp voltado à força de vendas da indústria. O agente aprova limites de crédito em tempo real durante a negociação comercial, eliminando o atrito entre o representante, o varejista e a área financeira. Na prática, o vendedor consegue oferecer crédito ao lojista no momento da visita, sem esperar dias por uma análise manual.

Por que esta captação chama atenção

Combinar seed com FIDC numa mesma operação não é comum em estágio inicial. A estrutura sinaliza que os investidores já enxergam o motor de crédito da Robbin como validado o suficiente para receber dívida estruturada, algo que normalmente acontece em rodadas mais avançadas.

Os US$8 milhões constroem o produto. Os US$100 milhões escalam a operação sem diluir os fundadores. Para uma fintech de crédito B2B num mercado que, segundo o próprio CEO Leonardo Moura, “ficou parado no tempo” enquanto o consumidor final teve uma revolução em pagamentos, a configuração indica confiança na tese antes mesmo de uma Série A.

A aposta da Robbin é que a combinação de IA com a agenda regulatória do Banco Central (especialmente o Pix e suas evoluções) vai acelerar a digitalização de um elo de pagamentos que ainda opera de forma analógica e fragmentada no Brasil. Se a tese se confirmar, o FIDC de US$100 milhões é só o começo da escala.

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290 demissões, 3 mil agentes e salários de US$1 mi: o caso ClickUp é o futuro do trabalho? https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/clickup-demissao-em-massa-agentes-de-ia/ Tue, 26 May 2026 17:58:06 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3786 ClickUp demite 22% do time, opera com 3 mil agentes de IA e oferece salários de US$1 mi para quem gera impacto com tecnologia.

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A ClickUp, startup americana de software de produtividade avaliada em US$4 bilhões, demitiu 22% da sua força de trabalho (aproximadamente 290 pessoas de um quadro de 1.300) em 22 de maio de 2026. O CEO Zeb Evans anunciou a decisão no X e fez questão de separar o movimento de um corte de custos convencional: segundo ele, a economia gerada com os desligamentos será redirecionada para faixas salariais que podem chegar a US$1 milhão por ano em cash para os funcionários que ficarem e demonstrarem o que ele chama de “impacto 100x” usando IA.

O detalhe que torna o caso da ClickUp diferente de outros layoffs é o número que acompanha os cortes: a empresa opera hoje com aproximadamente 3 mil agentes de IA internos, criando uma proporção de 3 agentes para cada funcionário. Nenhuma outra grande empresa de SaaS havia divulgado publicamente um número assim.

Evans reorganizou os cargos restantes em três categorias: Builders (quem constrói os sistemas), System Managers (quem gerencia os agentes de IA) e Front-liners (quem atua na linha de frente com clientes). A tese é que a ClickUp não precisa de mais pessoas, precisa de menos pessoas que saibam operar e extrair resultado de sistemas autônomos.

O padrão que se forma

A ClickUp não está sozinha. O setor de tecnologia já eliminou mais de 100 mil posições em cerca de 250 eventos de layoff em 2026 até agora. Na mesma semana em que a ClickUp anunciou seus cortes, a Meta demitiu 8 mil pessoas apesar de receita recorde. A Oracle cortou até 30 mil para financiar infraestrutura de IA. A Klarna reduziu 22% do quadro e se rebatizou como empresa AI-first. A Salesforce redirecionou aproximadamente 4 mil posições de atendimento ao cliente para agentes de IA. O Shopify instituiu uma política explícita de “IA antes de contratação”.

O que conecta todos esses casos é uma inversão na lógica de crescimento. Durante a última década, escalar significava contratar. Agora, para um número crescente de empresas de tecnologia, escalar significa automatizar e reter apenas quem sabe multiplicar resultado via IA.

O que a pesquisa diz (e o que ainda não diz)

Uma pesquisa recente do Gartner aponta que cerca de 80% das empresas que adotaram tecnologia autônoma já cortaram posições. Ao mesmo tempo, o estudo indica que essas reduções não estão necessariamente se traduzindo em retornos financeiros significativos. É uma ressalva importante: o discurso de “mais produtividade com menos gente” ainda não tem comprovação em escala.

A ClickUp afirma que seus ganhos de produtividade com agentes de IA são reais. Evans citou ao TechCrunch que funções que antes exigiam equipes inteiras (análise de dados, monitoramento operacional, revisão de transcrições) agora são coordenadas por poucas pessoas com auxílio dos agentes. Mas a empresa tem US$300 milhões em receita recorrente anual e planeja um IPO, o que significa que a pressão por eficiência operacional também responde a uma lógica de mercado de capitais, não apenas de convicção tecnológica.

O que isso muda para quem trabalha com tecnologia

O caso da ClickUp cristaliza algo que vem se desenhando ao longo de 2026: saber usar ferramentas de IA deixou de ser diferencial e se tornou pré-requisito. Não no sentido genérico de “usar o ChatGPT para escrever e-mails”, mas no sentido operacional de transformar objetivos em workflows automatizados, gerenciar agentes de IA e medir o impacto dessas automações no resultado do negócio.

O mercado está se dividindo em dois perfis: profissionais que sabem operar com IA e profissionais que competem contra ela. A ClickUp está oferecendo US$1 milhão para o primeiro grupo. Para o segundo, está oferecendo a porta de saída.

É cedo para dizer se o modelo “100x” da ClickUp vai se provar sustentável ou se é, em parte, narrativa de pré-IPO embalada em linguagem de IA. Mas o sinal que o mercado está emitindo é consistente: empresas estão dispostas a pagar significativamente mais por menos pessoas que sabem fazer mais com tecnologia. E esse movimento não está restrito ao Vale do Silício. A pergunta para qualquer profissional do ecossistema é se está se preparando para estar no grupo que fica ou no que é substituído.

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    Série B de R$500 milhões e valuation de US$1,2 bi: a Enter é o primeiro unicórnio de IA da América Latina https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/enter-vira-primeiro-unicornio-ia-america-latina/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/enter-vira-primeiro-unicornio-ia-america-latina/#respond Wed, 06 May 2026 09:44:36 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3666 Enter capta R$500 mi liderada pelo Founders Fund e atinge US$1,2 bi em valuation, tornando-se o primeiro unicórnio de IA da América Latina.

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    A Enter, startup brasileira que aplica IA ao setor jurídico de grandes empresas, fechou uma Série B de mais de US$100 milhões (~R$500 milhões) liderada pelo Founders Fund, com participação de Sequoia Capital, Ribbit Capital, Kaszek, Atlantico e ONEVC

    O aporte projeta a empresa para um valuation de US$1,2 bilhão, mais que o triplo da avaliação registrada há um ano, tornando-a o primeiro unicórnio de IA da América Latina e o primeiro unicórnio brasileiro desde 2024.

    A composição do cap table não é casual. Founders Fund já havia liderado a Série A de US$35 milhões. Kaszek e Ribbit Capital entram agora, dois investidores que estiveram nas fases iniciais de Mercado Livre e Nubank. Sequoia, ONEVC e Atlantico acompanharam. Os fundos que investiram na Enter têm no portfólio nomes como SpaceX, OpenAI, Anthropic, Facebook, Apple e Google.

    A Enter é apenas a terceira legaltech no mundo a ultrapassar US$1 bilhão em valuation. A Harvey, também investida pela Sequoia, foi avaliada em US$11 bilhões na Série G em março deste ano. A sueca Legora atingiu US$5,6 bilhões após uma Série D recente.

    O que a Enter faz na prática

    A empresa desenvolveu o EnterOS, um sistema operacional que roda dentro dos departamentos jurídicos de grandes corporações. Cada etapa do processo, da negociação de acordos à redação de peças de defesa, é conduzida por agentes de IA, com auditoria e revisão de escritórios de advocacia parceiros. A plataforma processa mais de 300 mil casos por ano e cerca de 20 bilhões de tokens por dia.

    O modelo de receita combina pagamento antecipado pelo uso da tecnologia com uma parcela variável atrelada ao desempenho: aproximadamente 30% da receita depende do sucesso nas ações. Em muitos casos, os processos são resolvidos em poucos meses. Os resultados reportados incluem aumento na taxa de êxito, redução do ticket médio dos processos e bilhões de reais em economia para os clientes.

    A Enter atende cerca de 40 grandes empresas, entre elas Latam Airlines, Azul, Santander, Bradesco, Nubank, C6 Bank, Vivo, SulAmérica, Mercado Livre e Airbnb. A meta é dobrar essa base até o final de 2026.

    Os números por trás do valuation

    Desde a Série A, a receita da Enter cresceu mais de 10 vezes e a base de clientes triplicou. A empresa foi fundada em 2023 por ex-executivos da Wildlife Studios, entre eles o CEO Mateus Costa Ribeiro, e em pouco mais de dois anos construiu uma operação que já processa volume equivalente ao de escritórios de advocacia com décadas de existência.

    O capital será direcionado para contratação e infraestrutura. A startup planeja adicionar 80 engenheiros, chegando a aproximadamente 200 funcionários, com mais de 85% do quadro em áreas técnicas. Parte do investimento vai para pesquisa e desenvolvimento, incluindo um acordo com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para construir uma base histórica de processos judiciais no país.

    A área trabalhista, onde a empresa começou a operar recentemente com cinco clientes, é a próxima frente de expansão. A internacionalização também está no radar, embora os mercados-alvo ainda não tenham sido divulgados.


    De maneira geral, a Enter reforça duas tendências que o ecossistema de venture capital vem priorizando: startups AI-first que já entregam resultado operacional e empresas que constroem sobre dados proprietários difíceis de replicar. No caso da Enter, o acordo com o CNJ para montar uma base histórica de processos judiciais pode ser exatamente esse tipo de ativo.

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    Inovação fora dos grandes centros: o que está acontecendo em Santa Catarina além de Floripa https://the.beatstrap.com.br/historias-e-inspiracoes/inovacao-fora-dos-grandes-centros-santa-catarina/ https://the.beatstrap.com.br/historias-e-inspiracoes/inovacao-fora-dos-grandes-centros-santa-catarina/#respond Tue, 05 May 2026 13:49:18 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3654 Timbó, Bombinhas e Criciúma mostram como os ecossistemas de startups nascem fora do eixo e o que isso indica para o resto do Brasil.

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    Quando alguém fala em ecossistema de startups em Santa Catarina, a primeira imagem que vem é Florianópolis. Talvez Joinville e Blumenau, para quem acompanha mais de perto.

    Mas existe um movimento crescendo em cidades que ninguém colocaria no mapa da inovação e que começa a mudar a lógica de como startups nascem, crescem e encontram capital no estado.

    Vale Europeu, litoral centro-norte, extremo sul… São regiões com perfis completamente diferentes, mas com um padrão em comum: alguém decidiu começar, e o ecossistema foi se formando a partir disso.

    Essa não é uma história isolada. Santa Catarina é o estado que mais realiza edições do Startup Weekend no Brasil e o Brasil é o país que mais realiza este evento no mundo.

    Em 2023, o SW chegou a 30 municípios catarinenses com 36 edições e, em 2026, a previsão é de 39 edições.

    Mais de 30 equipes organizadoras voluntárias movimentam mais de R$1 milhão em patrocínios revertidos em educação empreendedora, impactando diretamente mais de 2 mil pessoas por ano.

    Esses números importam porque revelam algo que vai além de um evento: existe uma infraestrutura informal de formação empreendedora que está capilarizando inovação por Santa Catarina de um jeito que nenhum programa governamental conseguiria sozinho. É voluntário, descentralizado e orgânico (e esse é um dos fortes motivos porque isso funciona).

    Vale Europeu: de um chopp informal a um ecossistema em formação

    Timbó fica no coração do Vale Europeu catarinense, uma região historicamente conhecida pela indústria metalmecânica, pela cultura germânica e por cidades pequenas com forte vocação industrial. Não exatamente o cenário que você imaginaria para um ecossistema de startups, mas é aí que a história fica interessante.

    Reginaldo Schollemberg é catarinense e passou 40 anos fora de Santa Catarina, por último estava morando em São Paulo. Chegou a Timbó há 3 anos e 4 meses. Já tinha vendido duas empresas de tecnologia, uma das quais operou por 18 anos e foi adquirida por um player americano. A segunda, uma distribuidora de inovação no Brasil, também foi vendida. Hoje é investidor, com cinco startups no portfólio e atuação como conselheiro em outras sete, também fazendo parte da Anjos do Brasil.

    Quando chegou a Timbó, encontrou um movimento de inovação iniciante estimulado pelo centro de inovação Blumenau, e em abril de 2023, na primeira reunião com mais sete pessoas, eles fizeram o que muitos talvez não fariam: começaram um.

    Ainda em 2023, ele e outros agentes locais criaram o “Conecta Chopp”, um encontro simples, sem pretensão, para reunir gente que pensava em inovação na região. Conversas, debates, trocas. Com isso, alcançaram neste primeiro momento cerca de 500 pessoas ao longo do ano, em uma cidade com pouco mais de 40 mil habitantes.

    Apenas alguns anos depois, e com dinâmicas de eventos,como o “Dia Mundial da Criatividade”, “Timbó Inovadora” e o Startup Weekend, o cenário é outro. Agora, o jogo virou e ilustra um padrão que se repete em vários ecossistemas emergentes. Nos dois anos seguintes, alcançaram mais de 2.500 pessoas por ano.

    Grupos importantes da cidade, como o Rotary Club, a Associação Comercial e Empresarial e a CDL, além da Câmara de Vereadores e Prefeitura, ficaram interessados e querendo entender o que estava acontecendo, que movimento era esse.

    Os embaixadores de inovação, incluindo Reginaldo, passaram de “outsiders interessantes” para interlocutores do ecossistema local. Existe um ciclo clássico aqui: a iniciativa começa na informalidade, ganha tração por mérito próprio e, quando as entidades e o poder público percebe que é real, entra para apoiar.

    Não é o governo que cria o movimento, é o movimento que atrai o governo. E quando isso acontece, o acesso a espaços, patrocínios e infraestrutura destrava.

    Grande parte dessa facilidade de acesso tem a ver com uma característica local: a forte influência do Rotary, Associação Empresarial e dos meios de comunicação locais da cidade. Muitos membros são donos dos espaços utilizados ou atuam diretamente nas esferas de CDL, associação comercial e poder público. É uma rede que já existia e só precisava de um motivo para se mobilizar em torno de inovação.

    Em cidades como Timbó, o talento, o interesse e a vontade podem até existir, mas acabam ficando invisíveis ou migrando para as grandes áreas. O início do movimento lá em 2023 e a chegada de diferentes eventos de inovação e startup funcionou como um radar e termômetro. E quando o ponto de partida é a comunidade, o engajamento vem de um lugar diferente, de uma identificação.

    Atualmente, oito startups estão em andamento na região (cinco já com faturamento e duas começando a faturar). O Startup Garage, programa do Sebrae que está rodando agora, gerou 18 novas ideias de startups e deve colocar pelo menos mais seis em operação no próximo ciclo.

    Uma coisa curiosa é que o perfil dos founders vai de 17 a 60 anos, uma diversidade etária que dificilmente se vê em hubs tradicionais, onde o estereótipo do founder jovem e técnico ainda domina.

    Para 2026, o plano é realizar um desafio de inovação aberta, conectando startups da região a problemas reais de empresas locais. E esse é, talvez, o ponto mais revelador do estágio atual do Vale Europeu: nenhuma das oito startups em andamento resolve problemas da indústria ou da demanda local. Todas as 18 ideias do Garage seguem o mesmo padrão.

    E isso não é um problema, mas sim um sintoma natural de ecossistemas em fase inicial. No começo, as pessoas constroem o que conhecem, o que as inspira, o que viram funcionar em outro lugar.

    A conexão com a economia local vem depois, quando o ecossistema amadurece o suficiente para que a indústria enxergue as startups como parceiras, e não como curiosidade. O desafio de inovação aberta é exatamente essa ponte.

    Timbó não está sozinha nesse movimento. Indaial e Pomerode, também cidades do Vale Europeu, começam a se conectar. Existe apoio da Blusoft-ACATE de Blumenau, Sebrae Regional Alto e Médio Vale, Centro de Inovação Blumenau / Instituto Gene e da comunidade Euro Valley, é uma junção de atores que promovem a movimentação no Vale Europeu.

    Mas o esforço deliberado é por construir um hub regional sem ser satélite de ninguém. É uma distinção importante: buscar conexão com os centros maiores sem abrir mão de identidade própria.

    Litoral centro-norte: quando o turismo é zona de conforto e obstáculo ao mesmo tempo

    Bombinhas é uma cidade que sempre viveu do turismo, com toda a sua estrutura girando em torno da sazonalidade. Quando a temporada acaba, a cidade esvazia, o comércio desacelera e a economia entra em modo de espera até o próximo verão.

    É nesse cenário que aparece Andressa Ferreira. Conectada à área do marketing, ela reside em Bombinhas e preside a Casa do Empresário (AEMB + CDL) da cidade. Mas foi ao se conectar ao mundo das startups que sua atuação na cidade ganhou outro peso. O ponto de virada tem data e endereço: um Startup Weekend em Itapema, em 2023.

    Itapema foi uma das sete cidades novas no calendário catarinense do SW naquele ano, no mesmo movimento de expansão que levou o evento a Timbó. Andressa entrou como participante e saiu com uma startup. Sua equipe ficou em segundo lugar, entrou no Projeto Nascer (programa gratuito de pré-incubação em SC que transforma ideias em startups reais) e chegou em primeiro na etapa regional.

    O que aconteceu com Andressa é, provavelmente, o melhor exemplo do efeito cascata que um movimento de inovação  gera em cidades pequenas. É a primeira vez que alguém tem contato com uma metodologia, uma rede e uma linguagem que, naquele contexto, simplesmente não existia. E quando essa pessoa volta pra casa, volta diferente e, na maioria das vezes, volta querendo replicar.

    Foi exatamente o que aconteceu. Andressa não se limitou à própria startup e decidiu levar a cultura de inovação para Bombinhas, uma cidade que nunca tinha pensado nisso. Mas não está sozinha nessa missão.

    São três agentes puxando esse movimento, cada uma por uma frente diferente: Andressa pela iniciativa privada, como presidente da associação empresarial; Laurina, pela Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, representando o poder público; e Solana Domingues, que fez toda a articulação para trazer o Startup Weekend para a cidade via Techstars.

    Pela Casa do Empresário, Andressa leva pautas de inovação com palestras e capacitações. Solana articulou a vinda de um Startup Weekend focado em turismo (turistech), com apoio do Sebrae, uma aposta temática que faz sentido para a vocação econômica da região. E com a mudança da prefeitura no último ano, a atuação de Laurina na Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico abriu mais espaço do poder público para viabilizar iniciativas como essa. As três frentes se complementam.

    O grupo também mantém conexão com referências regionais: a ACIT em Tijucas, através do Inova Tijucas, e o Elume em Itajaí, liderado pela Manu, que tem sido uma referência importante em inovação para a região. Aprendem com o que já funciona ali e adaptam para a realidade de Bombinhas. Esse tipo de rede entre cidades próximas é outro padrão que aparece com frequência fora dos grandes centros: nenhuma cidade pequena tem massa crítica sozinha, mas a conexão regional cria volume.

    O maior desafio? Cultural. E aqui é diferente de Timbó. Em Timbó, o desafio é conectar startups à indústria local. Em Bombinhas, o desafio é anterior: convencer as pessoas de que inovação é um assunto que diz respeito a elas. Quando a economia funciona (na temporada), ninguém sente urgência de mudar. Quando não funciona (fora da temporada), falta energia para começar algo novo. É uma armadilha de zona de conforto sazonal.

    A escolha de focar o SW local em turistech é estratégica justamente por isso: em vez de tentar importar um modelo genérico de inovação, parte da vocação econômica local para introduzir uma nova forma de pensar sobre o mesmo mercado.

    Existe também um projeto voltado para crianças e adolescentes, levando inovação para dentro das escolas. Jovens da cidade já participaram de bancas estaduais, ganhando visibilidade. A visão é de longo prazo: preparar a geração que vai assumir o mercado para pensar diferente.

    O caso de Bombinhas levanta uma pergunta que vale para qualquer cidade com economia concentrada, seja turismo, agro ou indústria de base: como você introduz inovação em um lugar onde o modelo atual “funciona bem o suficiente”?

    A resposta que está se desenhando aqui é: você não tenta substituir o modelo. Você usa ele como ponto de partida. E precisa de um grupo de pessoas dispostas a dar o primeiro passo sem esperar retorno imediato — o que Andressa reforça ser praticado com uma mentalidade de “give first” (dar antes de pedir).

    Sul catarinense: o que acontece quando capital e estrutura chegam antes da cultura

    Se o Vale Europeu e o litoral centro-norte mostram ecossistemas nascendo do zero, o sul de Santa Catarina mostra o que acontece quando capital e estrutura institucional se somam a esse tipo de movimento. É também a região do estado com maior proximidade geográfica e cultural com Porto Alegre e o ecossistema gaúcho, uma conexão que, à medida que esses polos amadurecem, tende a se fortalecer.

    A NextFit, de Criciúma, é o caso mais visível. Fundada em 2018 por Douglas Waltricke, Guilherme Waltricke e Luiz Otávio Gava, a startup de tecnologia para o mercado fitness seguiu uma trajetória que desafia o senso comum sobre onde é possível construir uma empresa de alto crescimento. Em 2021, tinha R$3 milhões de receita recorrente anual.

    Em 2022, captou R$4 milhões com a Domo Invest e a Parceiro Ventures (os mesmos investidores de Gympass, Hotmart e Loggi). Em 2025, fechou uma Série A de R$50 milhões liderada pela Cloud9 Capital, com ARR acima de R$50 milhões e mais de 13 mil academias atendidas.

    A trajetória importa mais que o número da rodada. O sócio da Cloud9 comentou publicamente que a NextFit construiu tudo isso “a partir de Criciúma, com um time técnico de alto desempenho“. Essa frase carrega uma mensagem que vai além do elogio: quando um fundo de São Paulo aposta R$50 milhões em uma startup do interior de SC e faz questão de mencionar de onde ela vem, está dizendo que a geografia deixou de ser variável decisiva. O que conta é produto, receita e execução.

    Mas a NextFit não surgiu no vácuo. Criciúma tem a incubadora Itec.In, da Unesc, que integra a rede MIDIHUB, a mesma rede que conecta incubadoras em 11 cidades catarinenses. A presença de uma universidade com programa de incubação e a proximidade com o ecossistema estadual criaram condições mínimas de infraestrutura que ajudaram. Não é a mesma coisa que Timbó, onde a primeira infraestrutura de inovação foi um chopp.

    Araranguá, pouco mais ao sul, tem um perfil diferente e talvez ainda mais revelador. A FEBA Capital é uma venture capital fundada em 2015 com sede nos Estados Unidos, mas com raízes profundamente araranguaenses. O CEO e fundador Fábio Espindula nasceu ali. E em um movimento que diz muito sobre o modelo descentralizado que está se formando em SC, abriu uma operação da holding em sua cidade natal.

    A decisão não é trivial. Levar uma VC americana para uma cidade de 70 mil habitantes no extremo sul de Santa Catarina é uma aposta de convicção. E o portfólio mostra que a aposta fez sentido: 14 empresas investidas, incluindo Abrahão (antiga OiMenu), Cobre Fácil, Coalize, Consolide e Credoro, várias delas nascidas na própria região.

    A venture não apenas investiu em startups locais: ao trazer a sede para Araranguá, criou um efeito gravitacional que atrai talento, gera empregos qualificados e posiciona a cidade no radar do ecossistema nacional.

    Em outubro de 2024, outra peça se encaixou: a inauguração da ARATEC, incubadora de base tecnológica que opera com a metodologia MIDITEC/ACATE e conta com apoio da UFSC (que tem campus na cidade). A incubadora já abriga startups de segmentos variados como esportes, criptomoedas, psicologia, agro e engenharia.

    Quando uma cidade passa a ter, ao mesmo tempo, um fundo de venture capital com portfólio relevante, uma incubadora conectada a uma rede estadual e uma universidade federal com programa de inovação, a conversa muda de “potencial” para “infraestrutura real”. Araranguá está nesse ponto.

    O sul catarinense, na prática, está formando um corredor de inovação que vai de Criciúma a Araranguá. E a proximidade geográfica e cultural com Porto Alegre e o ecossistema gaúcho adiciona uma camada interessante: à medida que esses polos amadurecem, a tendência é que a conexão entre os dois estados se fortaleça, criando uma dinâmica que não existia antes de startups, capital e talento circulando entre o extremo sul de SC e o norte do RS.

    O que conecta tudo isso

    Os padrões estão claros: alguém começa, o Startup Weekend catalisa, o poder público vem depois, redes regionais criam volume, escolas entram cedo na conversa. A pergunta mais interessante é outra: o que está acontecendo em Santa Catarina é exceção ou tendência?

    A resposta curta é que SC tem características que facilitaram esse modelo descentralizado, como uma cultura associativista forte (Rotary, CDLs e associações comerciais que funcionam de verdade), um Sebrae estadual que priorizou a capilarização do Startup Weekend, a presença da ACATE e da rede MIDIHUB conectando incubadoras pelo interior, e um histórico de cidades médias com economia própria que não dependem da capital.

    Mas nenhuma dessas condições é exclusiva de Santa Catarina. O que é exclusivo (até agora) é a combinação delas com pessoas que decidiram agir. Reginaldo em Timbó, Andressa em Bombinhas, Fábio Espindula em Araranguá… Sem essas pessoas, as condições favoráveis não teriam significado algum.

    A implicação prática para quem lê isso de outra cidade ou outro estado é simples: as condições ajudam, mas não são pré-requisito. O pré-requisito é alguém decidir começar, seja em um encontro informal, um Startup Weekend ou trazendo uma pauta de inovação dentro de uma associação empresarial.

    Santa Catarina está construindo, sem muito barulho, um modelo descentralizado de inovação que o resto do Brasil vai querer entender em breve. Não é sobre criar “a nova Floripa” em cada cidade. É sobre cada região encontrar seu caminho, com seus recursos, seus agentes e suas particularidades.

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    Os nomes menos óbvios do Gramado Summit 2026 que você não pode perder https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-palestrantes-para-acompanhar/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-palestrantes-para-acompanhar/#respond Thu, 23 Apr 2026 10:55:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3605 7 palestrantes do Gramado Summit 2026 que founders devem acompanhar que são menos óbvios, mas super aplicáveis para quem constrói negócio.

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    O Gramado Summit tem seus headliners. Luiza Trajano no palco principal, Miguel Falabella encerrando o evento, Harry Kirton de Peaky Blinders para quem quiser uma pausa mais leve. 

    Esses nomes fazem o trabalho de atrair e vão lotar o Serra Park, mas alguns dos conteúdos mais densos do evento costumam vir de quem não está nos banners. Executivos com cases concretos, especialistas com leituras originais de mercado, founders que construíram algo relevante sem necessariamente ter milhões de seguidores. 

    Confira a seleção que o The.Beatstrap montou:

    Breno Masi — ex-VP de Produto e Inovação do iFood

    Dia 6 | 13h00 | Palco Principal — “Tecnologia é meio. O que a IA não consegue fazer por você”

    Masi passou anos dentro de uma das plataformas de tecnologia mais complexas do Brasil, tomando decisões de produto em escala. O título da palestra já entrega o ângulo: não é sobre como usar IA, é sobre onde ela para e o que sobra para o humano decidir.

    Para founders e product managers, é provavelmente uma das sessões mais práticas do evento.

    Michel Alcoforado — antropólogo e autor de “Coisa de Rico”

    Dia 8 | 10h00 | Palco Principal — “A economia da atenção pelas lentes antropológicas”

    Alcoforado é uma das vozes mais originais do Brasil quando o assunto é comportamento do consumidor. Diferente da maioria dos especialistas em marketing, ele não parte de dados de plataforma, e sim parte de etnografia, cultura e padrões de comportamento que a maioria dos negócios ignora.

    “Coisa de Rico” virou referência porque revelou lógicas de consumo que contrariavam o senso comum. A palestra promete a mesma abordagem aplicada à disputa por atenção.

    Ricardo de Almeida — especialista em IA do Google Cloud

    Dia 7 | 14h40 | Palco Principal — “A tecnologia invisível: IA, hiper-personalização e o fator humano”

    Não faltam palestras sobre inteligência artificial em eventos de inovação. O que diferencia essa é o ponto de partida: Ricardo de Almeida trabalha na infraestrutura que alimenta boa parte das aplicações de IA no mercado corporativo.

    A perspectiva de quem está do lado da oferta (e não apenas do consumo) tende a ser mais honesta sobre o que a tecnologia realmente entrega hoje e o que ainda é promessa.

    Maíra Matta — diretora de marca da L’Oréal Paris no Brasil

    Dia 7 | 12h55 | Palco Principal — “Como a maior marca de beleza do mundo constrói imagem e relevância cultural no Brasil”

    Construir marca em escala global com consistência local é um dos desafios mais difíceis do marketing. Maíra Matta está no centro dessa operação no Brasil, um mercado que a L’Oréal Paris trata como estratégico e culturalmente complexo.

    Para quem pensa em posicionamento, expansão de marca ou entrada em novos mercados, essa conversa tem muito mais a oferecer do que parece pelo segmento de atuação.

    Vivianne Vilela — sócia e diretora de conteúdo do E-Commerce Brasil

    Dia 8 | 11h45 | Palco Principal — “Made in China — arquitetura global da inovação no e-commerce”

    Vilela acompanha o mercado de comércio digital brasileiro há mais de duas décadas e tem uma leitura rara sobre como as transformações globais chegam (e se adaptam) ao contexto local.

    O tema da palestra é o movimento chinês no e-commerce mundial: como Shein, Shopee e Temu estão redesenhando as regras de logística, precificação e experiência de compra. Um contexto essencial para qualquer negócio que venda online ou dispute o mesmo consumidor.

    Lásaro do Carmo Jr. — ex-vice-presidente do Grupo Silvio Santos

    Dia 7 | 15h20 | Palco Principal — “Empreendedorismo e construção de negócio”

    Poucos executivos brasileiros têm a experiência de operar dentro de um conglomerado da escala do Grupo Silvio Santos com televisão, varejo, seguros e entretenimento funcionando ao mesmo tempo.

    Lásaro do Carmo Jr. esteve no centro dessa operação por anos. O título da palestra é amplo, mas a perspectiva de quem tomou decisões em um ecossistema desse tamanho costuma render aprendizados que livros de gestão não cobrem.

    Diogo Gandra — Head of Business Development da FURIA

    Dia 8 | 11h15 | Palco Geek — “Case FURIA: de R$60 mil a US$100 milhões. Como atenção virou negócio”

    A FURIA é um dos cases mais expressivos do empreendedorismo brasileiro recente e um dos menos discutidos fora do ecossistema de games. A organização saiu de um investimento inicial de R$60 mil para uma valuation de US$100 milhões construindo audiência antes de construir receita e Diogo Gandra vai detalhar como esse caminho foi feito.

    Para qualquer founder pensando em comunidade, marca e crescimento orgânico como estratégia, essa é uma das sessões mais valiosas do evento, independentemente de ter qualquer relação com games.

    Os sete nomes acima são, cada um à sua maneira, uma aposta de curadoria: menos óbvios, mais aplicáveis e com boa chance de ser o conteúdo que você vai lembrar quando voltar para o escritório.

    Os ingressos para o Gramado Summit 2026 partem de aproximadamente R$1.490 e podem ser adquiridos pelo site oficial do evento.

    No fim, eventos como esse valem menos pelo que acontece nos palcos e mais pelo que você faz com o que ouve e com quem encontra pelo caminho.

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    O que assistir no Gramado Summit 2026 conforme os seus interesses de negócio https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-agenda-por-interesse/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-agenda-por-interesse/#respond Wed, 22 Apr 2026 09:52:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3603 Gramado Summit 2026: 4 agendas por interesse para founders em marketing, IA, liderança e creator economy. Veja o que não perder.

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    Com três dias de programação simultânea em múltiplos palcos, o Gramado Summit 2026 exige um mínimo de planejamento para quem quer aproveitar além das palestras do palco principal. 

    Para ajudar, mapeamos quatro agendas por interesse, com dias, horários e o que esperar de cada sessão. Vale lembrar que alguns palestrantes ainda têm os títulos das suas apresentações a confirmar, mas você já pode ir se preparando e não deixar para a última hora:

    Marketing, branding e vendas

    Para quem quer sair de Gramado com repertório novo em posicionamento, comunicação e estratégia comercial, a grade é densa e especialmente no dia 7.

    Dia 6

    • 12h30 | Palco Principal: Giovanna Ferrarezi e Nathalie Billio debatem “Ideias insubstituíveis”, com foco em criatividade e diferenciação de conteúdo.
    • 13h00 | Palco Share: Beatriz Wyatt (Rational 360) fala sobre como engajar públicos estratégicos e construir influência que gera resultados.
    • 18h00 | Palco Share: Thais Reali aborda a jornada invisível do cliente e por que boas empresas perdem vendas todos os dias.

    Dia 7

    • 11h10 | Palco Principal: João Branco apresenta “3 razões pra tirar o seu cliente do alvo”. Um dos profissionais de marketing mais seguidos do Brasil, João é conhecido por desafiar convenções sobre como marcas se relacionam com consumidores.
    • 12h55 | Palco Principal: Maíra Matta, diretora de marca da L’Oréal Paris no Brasil, revela como a maior marca de beleza do mundo constrói imagem e relevância cultural.
    • 13h25 | Palco Principal: André Fatala, vice-presidente da Luizalabs e Magalu Cloud, sobe ao palco em sessão a confirmar. Fatala está no centro de uma das apostas mais relevantes do varejo brasileiro em tecnologia e infraestrutura digital e vale a presença independentemente do título.
    • 18h45 | Palco Principal: Dado Schneider, criador da marca Claro e doutor em comunicação, encerra o dia com “A Palestra Dura”.

    Dia 8

    • 10h00 | Palco Principal: Michel Alcoforado, antropólogo e autor de “Coisa de Rico”, fala sobre a economia da atenção pelas lentes antropológicas, uma das perspectivas mais originais sobre comportamento do consumidor no Brasil hoje.
    • 13h10 | Palco Principal: Painel com Gabriel Sukita (Social Marketing Manager da Netflix), Raquel Stein (Creative Strategist da Meta) e Rafael Martins (CEO da Share) em conteúdo ainda a confirmar, mas com a combinação de plataforma, marca e agência, promete uma conversa direta sobre o que realmente funciona em comunicação digital.
    • 13h40 | Palco Principal: Renan Kfouri (Head of Industry Latam do Kwai) e Gabriela Comazzetto (CEO da Play2Shop) em painel sobre live commerce e social selling em conteúdo a confirmar.
    • 18h30 | Palco Principal: Samantha Almeida, CMO da Rede Globo: “Do capítulo ao trending topic: quando o conteúdo vira cultura”.

    IA, tecnologia e futuro

    A Gramado Summit 2026 não é um evento de tecnologia no sentido tradicional, mas a IA atravessa boa parte da programação, às vezes como tema central e às vezes como pano de fundo da discussão.

    Dia 6

    • 11h25 | Palco Principal: Emanuel Aragão (psicanalista, escritor e filósofo): “Você não é uma IA e isso é uma boa notícia”, uma provocação direta sobre o que diferencia raciocínio humano de processamento automatizado.
    • 13h00 | Palco Principal: Breno Masi, sócio e ex-VP de Produto e Inovação do iFood: “Tecnologia é meio. O que a IA não consegue fazer por você”. Masi viveu na prática os limites e as possibilidades da automação em uma das maiores plataformas de tecnologia do país.

    Dia 7

    • 10h30 | Palco Geek: Painel “A crise da criatividade: estilo e identidade na era da IA”, com Luiz Carlos Gomes (direito digital), Fabio Haag (tipografia e design) e Ali Silveira em uma discussão sobre o que acontece com autoria e originalidade quando a IA passa a gerar conteúdo em escala.
    • 14h40 | Palco Principal: Ricardo de Almeida, especialista em IA do Google Cloud: “A tecnologia invisível: IA, hiper-personalização e o fator humano”, perspectiva de quem está na infraestrutura que alimenta boa parte das aplicações de IA no mercado corporativo.

    Dia 8

    • 9h30 | Palco Principal: Grazi Mendes (executiva tech, professora e pesquisadora de futuros): “Quando a morte chegar, que ela te encontre viva”, sobre como empresas e pessoas se preparam para cenários de ruptura tecnológica.
    • 11h45 | Palco Principal: Vivianne Vilela (E-Commerce Brasil): “Made in China — arquitetura global da inovação no e-commerce”, um olhar sobre como a China está redesenhando as regras de tecnologia, logística e consumo em escala global.
    • 15h55 | Palco Principal: Felipe Suhre: “A ferramenta humana na era IA”, sobre o que permanece insubstituível quando a automação avança sobre o operacional.

    Liderança, comportamento e desenvolvimento pessoal

    A linha “Make It Human” do evento se materializa com mais força nessa trilha — que reúne psicanalistas, pesquisadores e executivos falando sobre o que não se automatiza.

    Dia 6

    • 10h55 | Palco Principal: Maria Homem (psicanalista, pesquisadora e professora): “Um novo líder para um novo tempo”, uma das vozes mais relevantes do Brasil sobre comportamento humano, inteligência emocional e liderança em contextos de transformação.
    • 19h00 | Palco Principal: Gustavo Zerbino, empresário e sobrevivente dos Andes em conteúdo a confirmar. A história de Zerbino é um caso real e extremo sobre tomada de decisão sob pressão, resiliência e liderança em situações limite.

    Dia 7

    • 9h30 | Palco Principal: Gustavo Cerbasi (consultor de finanças e autor) com conteúdo a confirmar. Um dos maiores especialistas em educação financeira do Brasil, Cerbasi costuma conectar finanças pessoais com escolhas de vida e carreira, sendo relevante para founders em qualquer fase.
    • 15h20 | Palco Principal: Lásaro do Carmo Jr., ex-vice-presidente do Grupo Silvio Santos: “Empreendedorismo e construção de negócio”. Uma perspectiva de quem operou dentro de um dos maiores conglomerados de comunicação e entretenimento do país.
    • 15h50 | Palco Principal: Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza. O nome dispensa apresentação: Trajano é uma das empresárias mais influentes do Brasil e referência em liderança, propósito e transformação organizacional.
    • 18h25 | Palco Principal: Flavio Canto (ex-judoca e apresentador): “Os 3 C’s da cultura do legado: construir, conquistar e compartilhar”.

    Dia 8

    • 11h05 | Palco Principal: Leila Ferreira (escritora e jornalista): “O nome disso é vida”, sobre narrativa, sentido e o que sustenta decisões de longo prazo.
    • 14h10 | Palco Principal: José Felipe Carneiro (co-fundador da Wäls Cervejaria): “Performance Consciente”, sobre como construir negócios e rotinas de alta performance sem abrir mão de saúde e equilíbrio.
    • 16h55 | Palco Principal: Marcos Rossi: “O que é impossível para você?”. Um encerramento motivacional com foco em mentalidade e superação de limites.

    Creator economy, games e cultura pop como negócio

    O Palco Geek tem programação própria nos três dias e merece atenção especial de quem quer entender como entretenimento, cultura e audiência se tornaram categorias econômicas relevantes.

    Dia 6

    • 10h30 | Palco Geek: Felipe Funari (Fluxo W7M): “De comunidade a campeão mundial: como construímos uma das maiores plataformas de games do Brasil”, um case concreto de como nicho vira escala.
    • 11h15 | Palco Geek: Thales de Barros Moura (CapCut): “Por que executivos estão escolhendo TikTokers como sócios”, sobre a mudança de lógica na construção de marcas quando distribuição e audiência se tornam ativos estratégicos.
    • 15h45 | Palco Geek: Hugo Guilherme Corrêa Grillo (POV Creators): “De 0 a R$15 milhões aos 23 anos e as decisões que tornaram isso possível”, um caso de crescimento acelerado dentro da economia de criadores.

    Dia 7

    • 11h15 | Palco Geek: Juarez Fraga (Riot Games): “Além da audiência: como vender patrocínios relevantes em e-sports”, sobre como marcas entram de forma genuína em ecossistemas de nicho.
    • 12h00 | Palco Geek: Maicol Ximenes (Ubisoft): “Criando campanhas pro mercado Gamer”.
    • 14h15 | Palco Geek: Lucas Poletti Siqueira (Player1): “As ferramentas de engajamento mudam. A natureza humana não”, sobre os princípios que sustentam engajamento de audiência independentemente da plataforma.

    Dia 8

    • 11h15 | Palco Geek: Diogo Gandra (FURIA): “Case FURIA: de R$60 mil a US$100 milhões. Como atenção virou negócio”, provavelmente uma das sessões mais densas do Palco Geek, com um dos cases mais expressivos do esporte eletrônico brasileiro.
    • 13h30 | Palco Geek: Bruna Soares (Ubisoft): “Desbravando marcas em videogames: uma poderosa mídia para marcas”.
    • 14h15 | Palco Geek: Gaveta (Gaveta Filmes): conteúdo a confirmar, mas sem dúvidas um nome referência em como construir audiência qualificada e transformar conteúdo em negócio sustentável.
    • 17h15 | Palco Geek: Painel “O negócio bilionário e as oportunidades do mercado de games”, com Ananda Leonel, Isadora Basile e Bruna Soares (Ubisoft), uma conversa sobre o tamanho real do mercado de games e onde estão as oportunidades ainda subexploradas.

    A programação está sujeita a alterações e o site oficial do evento é a melhor fonte para acompanhar atualizações de horários e confirmações de conteúdo.

    O Gramado Summit raramente decepciona em volume de conteúdo. O desafio, como em qualquer evento dessa escala, é a curadoria: saber o que pular é tão importante quanto saber o que priorizar. Escolher uma ou duas trilhas como fio condutor (e deixar espaço para as conversas que acontecem fora dos palcos) costuma ser a estratégia que separa quem volta com insights de quem volta apenas com crachá de lembrança.

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    O que esperar da Gramado Summit 2026: programação, palestrantes e o manifesto “Make It Human” https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-o-que-esperar/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-o-que-esperar/#respond Mon, 20 Apr 2026 09:47:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3598 Gramado Summit 2026 acontece de 6 a 8 de maio com o tema "Make It Human". Veja programação, palestrantes e como participar.

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    A Gramado Summit 2026 acontece entre os dias 6 e 8 de maio no Serra Park, em Gramado (RS), com expectativa de reunir 23 mil participantes e mais de 500 empresas. A 9ª edição do evento, que se autodenomina “o maior brainstorming da América Latina”, traz como tema central o manifesto “Make It Human”, uma provocação direta sobre o papel da inteligência humana em um mercado cada vez mais automatizado.

    Inclusive, este não é um movimento isolado, já que o South Summit Brazil, realizado semanas antes, também adotou a linha “Human By Design” como fio condutor da sua programação. Depois de dois anos de corrida por automação e inteligência artificial, os eventos de inovação no Brasil começam a recalibrar o discurso e trazer à discussão o papel humano no meio de tantas IAs. Ou seja, a pergunta deixou de ser “como usar IA” e passou a ser “o que sobra para o humano quando a IA assume o operacional”.

    Palco principal e destaques da programação

    Luiza Helena Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza, é o principal nome confirmado para o palco central. Pelo segundo ano consecutivo, a Magalu Cloud atua como apresentadora oficial do evento, reforçando a estratégia da varejista em se posicionar como player de infraestrutura digital e serviços de nuvem.

    A programação se distribui por palcos temáticos simultâneos. O Palco Principal reúne nomes como:

    • Michel Alcoforado, antropólogo e autor de “Coisa de Rico”, que fala sobre economia da atenção;
    • Breno Masi, sócio e ex-VP de produto e inovação do iFood;
    • Ricardo de Almeida, especialista em IA do Google Cloud;
    • Samantha Almeida, CMO da Rede Globo; 
    • e André Fatala, vice-presidente da Luizalabs e Magalu Cloud.

    Gustavo Cerbasi, consultor de finanças, e o ator Miguel Falabella, que encerra o evento, também compõem a grade.

    O Palco Geek, curado por Rodrigo Selback (apresentador e roteirista do programa “Games e Profissões”), concentra discussões sobre creator economy, games, esports e cultura pop como negócio. Nomes como Juarez Fraga, da Riot Games, Bruna Soares, da Ubisoft, e Diogo Gandra, da FURIA, trazem a perspectiva de um mercado que movimenta bilhões globalmente e ainda é subexplorado no Brasil. O Palco Share, por sua vez, aborda branding, vendas, e-commerce e estratégias de marketing com painéis voltados à operação e ao posicionamento de marca.

    Batalha de startups e ambiente de negócios

    A batalha de startups segue como uma das atrações mais dinâmicas do evento. Em 2026, conta com reforço do governo do Estado, ampliando a visibilidade tanto para startups gaúchas quanto para empresas de fora do Rio Grande do Sul.

    A presença de patrocinadores como Google for Startups, ApexBrasil e Sicredi sinaliza o interesse de grandes players em se aproximar do ecossistema. Mais do que palco de conteúdo, a Gramado Summit funciona como ponto de encontro para testar soluções, apresentar produtos e negociar parcerias.

    Como participar e se preparar

    Os ingressos partem de aproximadamente R$1.490 e podem ser adquiridos diretamente pelo site oficial do evento. Num cenário onde eventos presenciais voltaram a ser canal estratégico de geração de negócios, a Gramado Summit se mantém como um dos poucos no Brasil que combina escala acima de 20 mil participantes, diversidade de conteúdo e ambiente real de conexão entre founders, executivos e investidores.

    Para quem vai, vale planejar além da programação dos palcos. A edição de 2025 registrou quase 20 mil trocas de contato e 1,1 milhão de interações no app oficial, o que reforça que boa parte do valor do evento está no que acontece fora das palestras. Mapear painéis de interesse, identificar participantes e expositores relevantes e estruturar uma agenda de conversas e networking antes de chegar a Gramado este ano pode fazer a diferença entre voltar com cartões de visita no bolso e voltar com negócios encaminhados.

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    200 satélites contra 10 mil: a Amazon comprou a Globalstar para encurtar a distância da Starlink https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/amazon-compra-globalstar-satelites/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/amazon-compra-globalstar-satelites/#respond Thu, 16 Apr 2026 23:32:23 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3651 Amazon adquire Globalstar por US$11,6 bi para adicionar serviços direct-to-device ao Amazon Leo e competir com a Starlink da SpaceX.

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    A Amazon anunciou em 14 de abril a aquisição da Globalstar por US$11,57 bilhões em dinheiro e ações. O deal de US$90 por ação representa um prêmio de aproximadamente 117% sobre o preço da Globalstar no final de outubro de 2025, quando surgiram os primeiros rumores de que a empresa explorava uma venda.

    A Globalstar é mais conhecida por alimentar o Emergency SOS via satélite do iPhone e do Apple Watch, funcionalidade que permite a usuários enviar pedidos de socorro em áreas sem cobertura celular. A Apple havia investido US$1,5 bilhão na Globalstar e detinha cerca de 20% da empresa. Como parte da transação, Amazon e Apple assinaram um acordo para que o Amazon Leo (divisão de satélites da Amazon) continue operando os serviços de satélite da Apple, incluindo Emergency SOS, Find My e assistência rodoviária.

    A aquisição entrega à Amazon os 24 satélites da Globalstar em órbita baixa, acordos para aquisição de mais de 50 novos satélites, espectro de radiofrequência com autorizações globais (licenças MSS) e a expertise operacional de quem já roda serviços de satélite móvel há anos. A operação é um exemplo clássico de M&A estratégico: quando o tempo é curto e o concorrente já tem 10 mil satélites em órbita, construir do zero não é opção.

    O plano é usar a Globalstar para adicionar serviços direct-to-device (D2D) ao Amazon Leo, permitindo que operadoras de celular estendam voz, texto e dados a clientes que estão fora do alcance de redes terrestres. O deploy está previsto para a partir de 2028. Na prática, a Amazon quer que smartphones comuns continuem conectados mesmo em regiões sem cobertura celular, sem precisar de hardware adicional. Os clientes já anunciados do Amazon Leo incluem Delta Airlines, AT&T, Vodafone, National Broadband Network (Austrália) e NASA.

    A rede atual do Amazon Leo tem cerca de 200 satélites, uma fração dos 10 mil da Starlink, que já atende mais de 9 milhões de usuários, e a meta é chegar a 3.200 satélites até 2029. Existe ainda um deadline regulatório do FCC (julho de 2026) que exige o deploy de aproximadamente 1.600 satélites, prazo para o qual a Amazon já solicitou extensão.

    O concorrente que também é fornecedor

    Um detalhe que ilustra a complexidade dessa disputa: a Globalstar mantém um acordo com a SpaceX para lançar satélites de reposição em foguetes Falcon 9 ainda em 2026. Ou seja, a Amazon vai depender, pelo menos temporariamente, do concorrente direto para colocar em órbita os satélites da empresa que acabou de comprar.

    O presidente do FCC, Brendan Carr, sinalizou abertura ao deal, afirmando que a aquisição tem potencial para criar um concorrente real à SpaceX em serviços direct-to-cell. A transação deve ser concluída em 2027, sujeita a aprovações regulatórias e ao cumprimento de milestones de deploy pela Globalstar.

    A corrida por conectividade via satélite é uma das disputas mais caras e estratégicas da tecnologia atual. A Amazon está tratando internet por satélite e direct-to-device como a próxima camada de infraestrutura essencial, com o mesmo playbook que aplicou na AWS: escala massiva, visão de longo prazo e infraestrutura como serviço.

    A diferença é que, desta vez, o concorrente é a SpaceX de Elon Musk, que tem anos de vantagem, frota incomparavelmente maior e controla os próprios foguetes. A resposta da Amazon foi não tentar construir tudo do zero: foi comprar satélites, espectro, contratos e expertise operacional de uma só vez. US$11,6 bilhões para ganhar tempo num mercado onde o tempo é um dos recursos mais escassos.

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