O mercado de design digital registrou nas últimas semanas dois movimentos de destaque: a abertura de capital (IPO) do Figma e a valorização da Framer, que alcançou o status de unicórnio.
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O IPO do Figma
A estreia do Figma na bolsa, em 31 de julho, foi marcada por valorização de 250% no primeiro dia, com as ações encerrando a US$115,50 e a empresa alcançando cerca de US$68 bilhões em valor de mercado. Poucos dias depois, houve uma correção: os papéis recuaram 23%, o que representou uma perda de aproximadamente US$11 bilhões em capitalização. Analistas apontam que o movimento foi resultado de realização de lucros, quando investidores vendem ações logo após uma forte alta inicial para garantir os ganhos obtidos.
A trajetória até o IPO também foi marcada por episódios relevantes. Em 2022, a Adobe anunciou a intenção de adquirir a Figma por US$20 bilhões, mas o acordo acabou sendo bloqueado por reguladores, o que levou a uma multa de US$1 bilhão paga pela compradora. O episódio consolidou a Figma como uma das empresas mais observadas do setor até sua estreia em bolsa.
O investimento na Framer
Enquanto isso, a Framer concluiu uma rodada Série D de US$100 milhões, liderada pelos investidores Meritech Capital Partners e Atomico. O aporte elevou sua avaliação de mercado para US$2 bilhões, em meio ao interesse crescente por ferramentas no-code e recursos de inteligência artificial.
O movimento acontece em meio ao aquecimento do mercado de ferramentas no-code e aplicações de inteligência artificial, que têm atraído cada vez mais capital de risco e despertado o interesse de grandes empresas em busca de soluções ágeis para criação e colaboração digital.
A empresa tem hoje cerca de 500 mil usuários ativos por mês, entre eles Scale AI, Perplexity, Miro e Bilt Rewards, além de presença relevante em startups aceleradas pela Y Combinator. Projeta alcançar US$100 milhões em receita recorrente anual (ARR) no próximo ano, partindo de uma base atual de US$50 milhões.
Posicionamento no mercado
A Framer se apresenta como alternativa tanto ao Figma, no campo da colaboração e design digital, quanto a construtores de sites como Squarespace e Wix. Para competir, oferece ferramentas integradas — como A/B testing, analytics e segurança empresarial — que ampliam seu apelo para clientes corporativos.
Juntos, os movimentos relacionados às ferramentas mostram como investidores seguem atentos a soluções que giram em torno de aplicações de inteligência artificial e entregam valor real aos seus usuários.