OpenAI e Oracle fecharam um contrato de US$300 bilhões (cerca de R$1,62 trilhão), o maior já registrado no setor de tecnologia. O acordo só começa a valer em 2027, mas já está redesenhando o tabuleiro competitivo da computação em nuvem e da inteligência artificial.
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Data centers em escala inédita
O plano prevê que a Oracle Cloud Infrastructure (OCI) se torne uma das principais bases para a operação da OpenAI. Isso inclui a construção de novos data centers nos EUA, preparados para sustentar o treinamento de modelos cada vez mais complexos. O consumo energético estimado é de 4,5 gigawatts — equivalente ao gasto de 4 milhões de residências.
Pressão crescente sobre a OpenAI
Para a OpenAI, a parceria garante acesso a uma infraestrutura escalável e otimizada para IA, ao mesmo tempo em que sinaliza um movimento de diversificação em relação à Microsoft Azure, seu parceiro histórico. O contrato, no entanto, também amplia o risco: a companhia segue sem gerar lucro e dificilmente verá caixa positivo antes do fim da década, o que aumenta a pressão sobre Sam Altman e sobre a necessidade de provar a viabilidade de seu modelo de negócio.
Microsoft e SoftBank aparecem como potenciais investidores, enquanto o governo dos EUA pode apoiar a iniciativa via Projeto Stargate, programa que pretende expandir a capacidade nacional de supercomputação. Além disso, a OpenAI já anunciou planos de fabricar chips em parceria com a Broadcom a partir de 2026, numa estratégia para reduzir a dependência da Nvidia e fortalecer sua cadeia de hardware.
Oracle dispara e Ellison ultrapassa Musk
Do lado da Oracle, o impacto é imediato. A empresa dá um salto competitivo no mercado de IA generativa, passando a disputar diretamente com AWS, Microsoft e Google Cloud. O anúncio também impulsionou suas ações, que dispararam quase 40%, e elevou Larry Ellison ao posto de um dos homens mais ricos do mundo, ultrapassando Elon Musk com uma fortuna estimada em US$393 bilhões.
O acordo chega em meio a uma reestruturação interna da Oracle, que substituiu o modelo de CEO único por uma gestão de co-CEOs. A mudança não é apenas simbólica: reflete a necessidade de agilidade para executar contratos de escala inédita e consolidar a empresa como protagonista da corrida da IA.
Mais do que o maior contrato já registrado na tecnologia, o movimento é visto como um divisor de águas para o setor. Ele projeta a Oracle como um dos players centrais no ecossistema global de IA e reforça uma tendência clara no mercado: alianças estratégicas e de longo prazo já estão sendo costuradas hoje para garantir os recursos críticos de amanhã. Se der certo, 2027 pode ser lembrado como o ano em que a Oracle se reposicionou no jogo — e em que a disputa global por infraestrutura de IA ganhou novos contornos.