Rio de Janeiro quer entrar de vez na rota global da inteligência artificial. Durante o Rio Innovation Week, a prefeitura anunciou parcerias com Nvidia, Oracle e Elea Data Centers para consolidar a cidade como a primeira AI City da América Latina. O pacote reúne três frentes principais: instalação de um supercomputador da Nvidia no Porto Maravalley, construção de um hub de data centers na Barra da Tijuca e o lançamento do Rio.IA, em parceria com a PUC-Rio e a ABDI.
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A previsão é de até US$65 bilhões em investimentos até 2032, com o objetivo de transformar o Rio em um dos dez maiores polos globais de IA. O supercomputador da Nvidia, previsto para atender universidades, centros de pesquisa e empresas, deve contribuir também para a criação de até 10 mil empregos em menos de uma década.
Outro eixo do projeto é o Rio AI City, hub de data centers desenvolvido com Oracle Brasil e Elea Data Centers. A estrutura terá capacidade energética inicial de 1,5 GW até 2027, podendo chegar a 3,2 GW em 2032, abastecida por energia limpa e preparada para atender à crescente demanda de aplicações em inteligência artificial.
Já o Rio.IA funcionará como hub de colaboração entre academia, indústria e startups. Com sede física e rede de mentoria, o espaço pretende apoiar projetos ligados à Nova Indústria Brasil, incentivando o desenvolvimento de soluções de IA com identidade local e impacto direto no setor produtivo.
Com essas iniciativas, o Rio se junta ao seleto grupo de cidades reconhecidas pela Nvidia como AI Cities, ao lado de metrópoles como Nova York e Los Angeles. O movimento marca um avanço na ambição da cidade em se tornar referência em inovação tecnológica na América Latina.
Mais do que um anúncio de parcerias, o projeto coloca o Rio em um novo patamar no mapa global da IA. A expectativa é que a combinação de infraestrutura robusta, capital humano e colaboração entre poder público e setor privado defina os próximos passos dessa transformação até 2032.