Inteligência Artificial

IA contra fraudes nas empresas: Onfly tem a solução

De reembolsos indevidos a notas fiscais incompatíveis, as fraudes em viagens corporativas ganham novas formas de controle com a IA da Onfly.
Marcelo Linhares, cofundador da Onfly.
Marcelo Linhares, cofundador da Onfly. | Imagem: Estúdio Ventana.

Diana Lopes

Cofundadora e Editora Chefe The.beatstrap

Cerca de 5% da receita das empresas é prejudicada todos os anos e não é por falta de vendas, má execução ou mercado ruim, mas até pior que isso: por fraudes internas.

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Esse dado é do relatório Occupational Fraud 2024 da ACFE que também mostra que 13% das fraudes corporativas vêm diretamente de despesas de colaboradores. Ou seja, aquela nota de Uber com valor inflado, um jantar sem comprovação real de negócio, ou o reembolso de combustível que nunca aconteceu.

A auditoria, que deveria impedir essas irregularidades, muitas vezes consome mais tempo da equipe financeira do que o necessário. Uma conferência que poderia levar dez minutos acaba ocupando uma hora ou mais e, nesse intervalo, atividades estratégicas para reduzir custos e otimizar recursos ficam em segundo plano.

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E quando essas tarefas estratégicas entram na frente, é a auditoria que deixa de acontecer (deixando as fraudes passarem despercebidas). 

É nesse ponto que soluções baseadas em tecnologia e inteligência artificial começam a mudar o jogo. Startups como a Onfly, maior travel tech B2B da América Latina e referência em gestão de viagens e despesas corporativas, vêm puxando essa transformação com velocidade e escala.

Onde as fraudes mais acontecem e como a tecnologia começa a virar o jogo

Viagens corporativas apresentam desafios únicos de controle financeiro. O colaborador está fora do escritório, com acesso ao cartão da empresa e políticas de reembolso que podem ser interpretadas de forma mais ampla.

Isso abre espaço para irregularidades que vão desde pequenos deslizes não-intencionais até esquemas mais estruturados.

Dentre os usos indevidos, encontra-se combustível para carro pessoal, assinaturas de streaming e compras de supermercado. Depois, reembolsos inflados e notas fiscais incompatíveis também se destacam — ou mesmo notas válidas, mas de gastos que não têm nada a ver com trabalho.

Na sua base de mais de 2.500 clientes na América Latina, a Onfly identificou que os campeões de fraude são bebidas alcoólicas, gastos com entretenimento não autorizado (como streaming pessoal ou apostas online), transferências para contas pessoais via PIX e até compras categorizadas genericamente como “diversos”.

Ao identificar um padrão claro nesses gastos, isso permite que ferramentas baseadas em automação e inteligência artificial consigam rapidamente notar comportamentos fora da política. Isso permite que a gestão intervenha mais rápido e não apenas reaja às fraudes, mas de fato consiga preveni-las.

Até porque o problema não está só no valor individual. O risco é quando isso se transforma em cultura: um colaborador vê o outro “se safando” e pensa: “por que não fazer também?”. A tecnologia se torna fundamental para quebrar esse ciclo e são justamente as startups que estão puxando essa mudança.

Inteligência artificial como game changer — e o Trust Expense, da Onfly

Em vez de transformar o time financeiro em “detetive de nota fiscal”, a tecnologia faz o trabalho pesado: cruza dados, lê recibos, interpreta políticas internas e aponta irregularidades em segundos. Esse é o objetivo do Trust Expense, solução criada pela Onfly.

A ferramenta lê notas fiscais por foto ou QR Code validado direto na base da SEFAZ, aplica análise semântica para verificar se cada despesa respeita os limites e regras da empresa e ainda faz o autopreenchimento de campos como data, valor e categoria.

Resultado: o que antes tomava uma hora da equipe pode ser resolvido em menos de dez minutos.

Os números esperados impressionam. Empresas de médio e grande porte, com base nos clientes atuais da Onfly, já projetam economia de até R$1 milhão por ano com a redução de fraudes e reembolsos indevidos.

Além disso, o tempo gasto com auditoria cai em até 75%, liberando o time financeiro para focar em análises estratégicas em vez de caçar inconsistências linha por linha.

Para Christian Machado, CTO da Onfly, o impacto vai além dos números:

“Estamos usando o que há de mais avançado em IA para que as empresas ganhem tempo e eliminem fraudes, sem abrir mão de um controle rigoroso. Tecnologias como essa garantem que as empresas usem seus recursos de forma inteligente, cumpram suas obrigações e se mantenham saudáveis a longo prazo.”

Na prática, a IA já consegue barrar despesas com bebidas alcoólicas, apostas, assinaturas de streaming, transferências pessoais e outras tentativas de camuflar gastos. Mais que detectar, ela previne — porque o sistema identifica antes mesmo da aprovação.

Em última análise, prevenir fraudes e otimizar auditoria não é apenas proteger o caixa. É também construir confiança com investidores, conselhos, colaboradores e o mercado. 

A nova agenda da auditoria financeira

Globalmente, grandes empresas vêm priorizando a digitalização e automatização de seus processos financeiros como parte de uma agenda mais ampla de eficiência operacional e compliance.

O Gartner, por exemplo, já aponta que até 2026 mais de 60% das empresas de médio e grande porte vão adotar soluções baseadas em inteligência artificial para reduzir riscos de fraude e acelerar tomadas de decisão.

Médias e grandes empresas estão investindo cada vez mais em governança financeira não por burocratização, mas por necessidade estratégica. Quando você tem que explicar para um board ou para investidores porque o burn rate subiu 15% no último trimestre, não dá para dizer que “não conferimos os gastos direito”.

O que definitivamente não funciona é controlar todas as despesas de cada um dos colaboradores e ficar coletando notas para reembolso de forma manual. É justamente por isso que a automação e a inteligência artificial deixam de ser diferencial e passam a ser um novo padrão de mercado.

E o protagonismo está com as startups: são elas que estão trazendo a agilidade, as integrações em tempo real e os modelos de análise que permitem que o time financeiro deixe de ser “detetive de notas” para assumir um papel estratégico dentro da operação.

E, nesse movimento, a Onfly se destaca como uma das startups que mais avançam em integrar tecnologia, eficiência e governança em escala — mostrando que inovação não é só tendência, mas condição para crescer de forma sustentável em um ambiente cada vez mais competitivo.

Diana Lopes

Cofundadora e Editora Chefe The.beatstrap

Mais de 5 anos de experiência em estratégias de geração de demanda para startups com foco em conteúdo SEO e gestão de mídias patrocinadas.

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