app Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/app/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Tue, 04 Nov 2025 19:48:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp app Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/app/ 32 32 Como uma simples mudança de botão virou um case milionário de UX no Itaú https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/mudanca-botao-ux-itau/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/mudanca-botao-ux-itau/#respond Tue, 04 Nov 2025 19:48:20 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3159 Uma simples mudança na interface do app do Itaú virou um case milionário de UX e um lembrete de que design também é estratégia.

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Nem toda transformação digital vem de um novo produto. Às vezes, o impacto está em um detalhe de tela. O Itaú Unibanco revelou que uma alteração na interface de seu aplicativo (especificamente na forma como o cliente acessa a opção de parcelar a fatura do cartão) resultou em ganhos financeiros expressivos, na casa de centenas de milhões de reais. O resultado veio após uma série de testes de design e comportamento, realizados para entender onde e como posicionar o botão responsável por essa ação.

O caso virou exemplo interno de como decisões aparentemente pequenas, quando guiadas por dados e metodologia, podem gerar valor real para o negócio e para o usuário. O mesmo raciocínio levou o banco a redesenhar outros fluxos: desde áreas de segurança até transações como o Pix, onde ajustes visuais e de linguagem foram feitos para reduzir erros, aumentar clareza e evitar fraudes.

Mais do que uma mudança de layout, o processo reflete uma cultura de experimentação contínua. O time de design e experiência do banco trabalha com monitoramento massivo de feedbacks e inteligência artificial para identificar padrões e priorizar melhorias. O objetivo é reduzir atritos e transformar cada interação em um ponto de valor, seja este financeiro, operacional ou de satisfação.

Para o Itaú, essa abordagem já se traduz em resultado: cada ponto de avanço nas métricas internas de experiência pode representar bilhões em impacto anual. E o recado para o seu negócio? UX não é detalhe, é estratégia. Cada botão, palavra ou cor tem potencial de influenciar comportamento e receita.

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O app brasileiro que quer mudar a estatística do país mais ansioso do mundo https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/capee-app-de-organizacao/ https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/capee-app-de-organizacao/#respond Tue, 14 Oct 2025 14:12:13 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2926 O app brasileiro que transforma cuidado emocional em tecnologia e propõe uma rotina de trabalho e produtividade mais humana.

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Burnout, ansiedade e depressão se tornaram parte do cotidiano de quem empreende. Entre jornadas longas, pressão por resultados e a constante incerteza do mercado, a linha entre produtividade e esgotamento nunca foi tão tênue.

De acordo com um levantamento da Endeavor (2024), 94% dos founders já enfrentaram algum tipo de condição adversa de saúde mental durante a trajetória empreendedora e 37% afirmam ter sofrido episódios de burnout ao longo da carreira.

A sobrecarga emocional não afeta apenas quem cria e encabeça as startups. Heads e profissionais táticos, igualmente pressionados por metas e entregas rápidas, compõem um cenário em que o negócio avança, mas o bem-estar fica em segundo plano.

Nesse contexto (e geralmente a partir de quem já viveu as dores na própria pele) surgem iniciativas que colocam a saúde mental no centro da inovação.

E é o caso do Capee, app brasileiro que nasceu da experiência pessoal de seu fundador, Thadeu Fayad, com depressão e TDAH. A proposta é criar uma nova lógica para o trabalho e a produtividade: avançar sem se machucar.

Uma solução viável e empática

O Capee nasceu de uma dor comum, mas pouco notada e discutida no universo das startups: a dificuldade de lidar com tarefas simples quando a mente está sobrecarregada. Dificuldade que, normalmente, é atribuída ao excesso de responsabilidades e à falta de foco e raramente à ansiedade, ao estresse ou à exaustão emocional que sustentam esse ciclo.

Foi dessa lacuna que surgiu a percepção de que faltavam ferramentas realmente pensadas para quem vive esse tipo de sobrecarga. E foi a partir dessa constatação que Thadeu, fundador do app, decidiu agir.

Conviver há mais de uma década com depressão e TDAH o fez perceber que as plataformas tradicionais de produtividade e workflow não foram feitas para quem vive nesse estado.

Ao testar os diversos aplicativos existentes, encontrou o oposto do que precisava: interfaces cheias, metas rígidas e lembretes que geravam ainda mais ansiedade. A partir disso, decidiu criar uma solução voltada a quem precisa de acolhimento antes da ação.

Todos me deixavam ainda mais ansioso e frustrado”, relembra. “Resolvi criar um que fosse feito especialmente para o que eu passava de sofrimento.”

O resultado é um aplicativo que propõe uma lógica diferente: transformar o peso das tarefas em pequenas ações possíveis, respeitando o ritmo emocional do usuário. Em vez de listas intermináveis e notificações insistentes, o app oferece leveza e empatia, um espaço digital minimalista onde produtividade e bem-estar andam juntos.

E a proposta tem chamado atenção. Em novembro, o Capee representará o Brasil no Web Summit Lisboa 2025, após ser selecionado pela organização como uma das Startups de Impacto do evento. O reconhecimento reforça o propósito da empresa e sua conexão com o ODS 3 da ONU (Saúde e Bem-Estar), meta global que busca promover saúde mental e qualidade de vida até 2030.

Um app que escuta, não cobra

Em vez de funcionar como uma lista de tarefas, o Capee convida o usuário a conversar para entender o contexto emocional antes de propor qualquer ação.

Nesse fluxo, o usuário não cria suas próprias tarefas, ele compartilha como está se sentindo, e a inteligência artificial, com base nesse estado e nos registros diários de emoção, gera automaticamente as microtarefas possíveis de serem executadas.

São pequenas ações que quebram a paralisia e criam uma sensação de progresso real.

Essa abordagem parte de um princípio simples, mas pouco explorado no universo da produtividade: trabalhar dentro das possibilidades individuais de cada um.

Não há lembretes, notificações insistentes ou metas que muitas vezes são inalcançáveis. O Capee limita o número de tarefas a três, para evitar sobrecarga e reduzir o sentimento de culpa por não dar conta de tudo.

E segundo Thadeu, nem sempre essa culpa vem do acúmulo de tarefas, às vezes, ela aparece antes mesmo de começar.

“Sentimos uma culpa pró-ativa”, explica. “Ela existe porque já pensamos que não iremos conseguir ou que não sabemos como começar.”

É justamente esse tipo de bloqueio que o app busca aliviar, transformando o peso das tarefas em pequenas ações possíveis, respeitando o ritmo e o estado emocional de cada pessoa.

Produtividade saudável é avançar sem se machucar”, diz Thadeu. “No Capee, a ideia é que o usuário consiga progredir respeitando seus limites emocionais, sem pressão e sem listas intermináveis.”

Com isso, o app cria uma experiência que une tecnologia e empatia para organizar sem gerar ansiedade, priorizando o bem-estar emocional como parte fundamental da rotina e reforçando a ideia de que nossos momentos mais produtivos são aqueles em que estamos bem com nós mesmos.

O lado humano da inteligência artificial

A inteligência artificial é o que dá vida ao Capee, mas não com a lógica tradicional de eficiência. Em vez de apenas automatizar tarefas, ela foi projetada para interpretar o estado emocional de quem a utiliza, traduzindo sentimentos e objetivos em microações possíveis, de acordo com o momento e o nível de energia do usuário.

Para Thadeu, o papel da tecnologia precisa ser repensado. Vivemos, segundo ele, em uma sociedade imediatista e acelerada, onde as ferramentas digitais muitas vezes acabam criando novas pressões em vez de aliviar as existentes.

“A tecnologia deve sempre buscar melhorar a vida de todos nós e não impor mais uma barreira. Precisamos de coisas simples, de ferramentas que nos tragam conforto, que nos ajudem a fazer — não importa se mais ou menos”, afirma.

Inclusive, em uma conversa sobre o posicionamento da empresa como app de produtividade, healthtech ou mesmo edtech, o fundador brincou e disse que definitivamente não são um app de produtividade, mas que podem se encaixar sim nessas outras duas definições.

O que realmente chamou atenção, no entanto, foi seu desejo (e objetivo) de que alguém cunhe o termo “EmpathyTech”.

Afinal, a proposta vai além do desempenho ou da otimização, buscando criar uma relação mais humana entre usuário e tecnologia, onde o digital serve como suporte, não como cobrança.

“Não quero que a IA pense por mim para que eu lave mais louça; quero que ela lave mais louça para que eu pense mais”, completa o fundador, citando uma frase que ouviu e adotou como referência.

Essa filosofia guia todo o desenvolvimento do app, colocando a inteligência artificial como aliada do bem-estar, e não como um instrumento de produtividade “cega”. Um contraponto à cultura da aceleração que domina o ambiente de startups e um exemplo de como a inovação pode, de fato, se tornar uma forma de cuidado.

Quando a inovação encontra o burnout

No ambiente de startups, onde velocidade e resiliência são quase sinônimos de sucesso, falar sobre vulnerabilidade ainda é um tabu. Para Thadeu, no entanto, empreender é uma “maratona emocional”, e reconhecer os próprios limites faz parte da sustentabilidade do negócio.

Acredito que manter a saúde mental não é luxo, mas condição de sobrevivência. Sem equilíbrio, o negócio não se sustenta”, afirma.

A reflexão se estende a todo o ecossistema, de founders a profissionais táticos. Por isso, o Capee se posiciona como um lembrete de que tecnologia também pode cuidar, ajudando líderes e equipes a encontrarem equilíbrio entre desempenho e saúde emocional, ainda que na rotina acelerada das startups.

“Produtividade saudável é o que garante continuidade e impacto verdadeiro”, diz o fundador.

Mais do que um aplicativo, o app propõe um novo olhar para a cultura de trabalho: um modelo em que empatia, ritmo e propósito substituem a lógica da pressa.

Minimalista no design e na proposta, o Capee quer ser lembrado não como um app de produtividade, mas como uma tecnologia que acolhe. Criado por quem entende o impacto real da ansiedade e da depressão no cotidiano, o aplicativo traduz em código a ideia de que é possível avançar sem se ferir no processo.

Para Thadeu, o propósito vai além da inovação. Ele acredita que é possível empreender e, ao mesmo tempo, chegar a muitas pessoas — tornando o cuidado acessível e tirando o bem-estar da lógica do privilégio.

“Não adianta ter uma solução dita inovadora se ela só estiver disponível para uma parcela pequena da população. O foco precisa estar nas pessoas, não no lucro primeiro”, afirma. “O Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS. Se conseguirmos ajudar uma parte desses milhões de brasileiros a entrar em um ciclo virtuoso, já teremos cumprido nosso papel.”

A ambição é clara, mas o caminho é feito de leveza. Tornar o bem-estar acessível, derrubar o estigma da vulnerabilidade e mostrar que a inovação também pode nascer do cuidado, que podemos ser fortes, produtivos e humanos ao mesmo tempo.

No fim, o Capee representa uma nova geração de startups brasileiras que transformam dor em propósito e tecnologia em empatia, como define Thadeu: um farol que ilumina o que realmente importa.

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Strava, avaliada em US$2,2 bi, confirma planos de IPO https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/strava-app-de-corrida-planeja-ipo/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/strava-app-de-corrida-planeja-ipo/#respond Tue, 14 Oct 2025 12:24:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2953 O IPO da Strava reforça como comunidade, engajamento e dados se tornaram ativos estratégicos para startups que crescem na nova economia.

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A Strava, aplicativo social de monitoramento de treinos fundado há 16 anos em São Francisco, confirmou que se prepara para abrir capital nos Estados Unidos. O CEO, Michael Martin, afirmou ao Financial Times que a empresa planeja ser listada “em algum momento”, com o objetivo de levantar recursos para novas aquisições e expansão global.

Com apoio de fundos como Sequoia Capital, TCV e Jackson Square Ventures, a Strava foi avaliada pela última vez em US$2,2 bilhões e já iniciou conversas com bancos como Goldman Sachs, JPMorgan e Morgan Stanley para conduzir o IPO.

A Strava ultrapassou a marca de 50 milhões de usuários ativos mensais em 2025, segundo dados da Sensor Tower, o que é quase o dobro do concorrente mais próximo. Esse salto reflete não apenas o avanço da tecnologia fitness, mas uma transformação no comportamento de consumo e socialização.

Comunidades de corrida e “run clubs” vêm ganhando força como novas redes sociais físicas, onde o vínculo se constrói em torno de movimento, propósito e saúde mental, não apenas de tela e algoritmo. No Brasil, o fenômeno é visível: o país é hoje o segundo maior mercado global da Strava, com cerca de 19 milhões de usuários.

As corridas de rua cresceram 29% em 2024, com mais de 2,8 mil provas oficiais realizadas, segundo o site Webrun. E um levantamento do Mundo do Marketing aponta que 1 em cada 4 corredores brasileiros participa de grupos organizados, reforçando o aspecto comunitário do esporte.

O modelo da Strava

A força da Strava está em transformar performance em interação social. A lógica de “elogios”, comparativos e desafios cria uma dinâmica de gamificação que mistura esporte, dados e pertencimento, um flywheel poderoso para retenção.

A Sensor Tower estima que consumidores já gastaram mais de US$180 milhões em assinaturas premium até setembro deste ano, embora a empresa diga que o número subestima sua receita real.

Além do modelo de assinatura, a Strava monetiza com desafios patrocinados, parcerias com marcas esportivas e aquisições estratégicas, como as startups Runna e The Breakaway, que ampliam os recursos de treinamento personalizados.

Riscos e desafios

O IPO ainda não tem data definida e pode ocorrer apenas em 2026, dependendo das condições de mercado.

Entre os desafios, estão:

  • Valuation elevado e expectativas altas de crescimento, exigindo planos sólidos de monetização e expansão;
  • Disputas legais com a Garmin, relacionadas a patentes e integração de dados;
  • Pressões regulatórias sobre uso de dados sensíveis e privacidade;
  • E a competição crescente com plataformas como Apple Fitness e Nike Run Club.

O caso Strava é um retrato de como comunidades digitais evoluem para modelos de negócio escaláveis. A empresa soube transformar engajamento em ativo, comportamento em produto e pertencimento em valor de mercado — três dimensões que definem a nova economia da atenção.

Para o ecossistema de startups, a movimentação sinaliza um caminho onde produtos que constroem comunidade geram vantagem competitiva de longo prazo. E o desafio agora é entender como esse valor (muitas vezes intangível) pode se converter em crescimento sustentável, seja em fitness, tecnologia ou qualquer outro segmento que opere na fronteira entre dados e comportamento humano.

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