aquisição Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/aquisicao/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Wed, 28 Jan 2026 19:27:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp aquisição Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/aquisicao/ 32 32 Brex é adquirida por US$5,15 bilhões pela Capital One https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/venda-brex-capital-one/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/venda-brex-capital-one/#respond Wed, 28 Jan 2026 19:16:30 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3459 Brex é vendida à Capital One por US$ 5,15 bilhões, abaixo do valuation de pico, e sinaliza a nova fase das fintechs B2B.

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A Brex assinou um acordo definitivo para ser adquirida pela Capital One por US$5,15 bilhões, em uma transação anunciada em 22 de janeiro de 2026. O pagamento será dividido igualmente entre dinheiro e ações, e a conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias. Mas uma coisa é certa: o acordo encerra um dos ciclos mais emblemáticos da última geração de fintechs globais.

Fundada por brasileiros, a Brex chegou a ser tratada como símbolo do crescimento acelerado do setor, mas agora se torna um dos casos mais claros da transição entre a era do capital abundante e um mercado mais seletivo, orientado à eficiência, margem e escala sustentável.

Criada em 2017 por Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, a Brex começou como um cartão corporativo voltado a startups e rapidamente evoluiu para uma plataforma completa de gestão de despesas e pagamentos B2B. O modelo encontrou forte adesão durante o boom de startups entre 2018 e 2021, quando acesso a crédito e expansão rápida eram diferenciais competitivos.

Esse contexto levou a empresa a atingir um valuation de US$12,3 bilhões em 2021, no auge do ciclo de venture capital global. A venda agora anunciada, por menos da metade desse valor, evidencia um downshift relevante para investidores que entraram no pico e reforça a reprecificação que atingiu fintechs B2B nos últimos anos.

Para a Capital One, a aquisição tem uma lógica clara. O banco busca acelerar sua presença em serviços financeiros corporativos, incorporando tecnologia, produto e base de clientes que levariam anos para ser construídos internamente. Para a Brex, o acordo representa uma saída estratégica em um cenário onde o IPO deixou de ser uma opção óbvia e a competição no mercado de pagamentos corporativos se intensificou.

O movimento também dialoga com mudanças internas feitas pela própria Brex nos últimos anos. A empresa reduziu exposição a startups early-stage, ajustou políticas de crédito, realizou cortes de custos e passou a focar empresas mais maduras, com receita recorrente e menor risco. A venda consolida esse reposicionamento e indica que, mesmo com produto sólido, a independência deixou de ser o caminho mais eficiente.

A venda da Brex não sinaliza fracasso, mas sim mudança de contexto. Em um mercado menos tolerante ao crescimento subsidiado e mais atento à rentabilidade, aquisições por incumbentes voltam a ser uma rota natural para fintechs que já provaram produto, mas enfrentam limites de escala sozinhas.

Valuations históricos perderam função como referência e decisões estratégicas passaram a ser tomadas com base em eficiência real, não em narrativas de crescimento. Em 2026, liquidez continua existindo, mas ela tende a vir mais por M&A bem posicionado do que por apostas de longo prazo sem margem clara.

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Will Bank: fundos, bancos e governo entram na disputa pela aquisição da fintech https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/will-bank-crise-banco-master-venda-negociacao/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/will-bank-crise-banco-master-venda-negociacao/#respond Tue, 25 Nov 2025 22:31:39 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3325 Will bank volta à negociação após crise do Banco Master; pressão por risco sistêmico acelera disputa entre fundos, bancos e investidores.

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O Will Bank voltou à prateleira apenas um ano após ser comprado pelo Banco Master, agora em meio à crise que levou o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial do grupo. A fintech ficou fora da liquidação, mas a instabilidade reacendeu uma disputa urgente pela sua compra em um movimento que envolve fundos, bancos públicos e grandes players internacionais. A situação expõe um ponto sensível para o mercado: como uma crise bancária pode irradiar risco para estruturas digitais que escalaram sem as proteções adequadas.

Embora o Will Bank siga autorizado a operar, sua vinculação societária ao Master Múltiplo, que entrou em regime de administração especial temporária, colocou a fintech sob atenção máxima. A principal preocupação está nos CDBs (certificados de depósito bancário) conectados ao ecossistema do grupo, responsáveis por movimentar bilhões de reais. Uma eventual desorganização do ativo poderia contaminar o mercado, e por isso a venda rápida ou a separação operacional virou mais que preferência: é um mecanismo de contenção de risco.

Nos bastidores, a movimentação é intensa. O BRB (Banco de Brasília) aparece como potencial comprador, fundos avaliam movimentações e a Mastercard, parceira da fintech, surge como possível apoiadora financeira em uma solução de transição. Antes da intervenção do Banco Central, o Mubadala Capital, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, estava em etapa avançada para adquirir o Will Bank por cerca de R$3 bilhões. A liquidação do Master interrompeu a assinatura do contrato e abriu uma nova rodada de negociações, marcada por pressão regulatória e corrida contra o tempo.

No centro disso tudo está uma fintech que já somava 1.315 funcionários e tinha presença consolidada nas classes C e D, especialmente no Nordeste. A operação nunca deixou de funcionar, mas a crise deixou claro que, no sistema financeiro, a solidez jurídica e a engenharia societária importam tanto quanto produto, marca e número de clientes.

A crise do Master e a disputa pelo Will Bank reforçam uma verdade que o ecossistema insiste em aprender só nos choques: fintechs não são apenas empresas de tecnologia. São infraestruturas críticas. E quem opera produtos financeiros em 2025 precisa olhar para além de CAC, NPS ou aquisição acelerada. O jogo agora envolve governança, capital, compliance e independência estrutural, porque crescimento sem proteção não escala, e proteção sem estratégia não sustenta o crescimento.

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O ciclo completo da Conta Azul: pivot, cultura e uma venda bilionária https://the.beatstrap.com.br/historias-e-inspiracoes/historia-da-conta-azul/ https://the.beatstrap.com.br/historias-e-inspiracoes/historia-da-conta-azul/#respond Fri, 14 Nov 2025 20:47:10 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3185 A história da Conta Azul começa em Joinville e percorre uma década de pivôs, cultura e crescimento até chegar à aquisição pela Visma.

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Pode parecer estranho pensar nisso agora, mas não faz tanto tempo assim que pequenas e médias empresas quase não tinham recursos para gerenciar contas e caixa.

A rotina financeira vivia no caderninho de anotações, às vezes numa planilha com fórmulas prontas, quase sempre com retrabalho e pouca visibilidade do que realmente entrava e saía. 

Emitir nota, conciliar banco, controlar estoque, falar com o contador, tudo acontecia em sistemas diferentes ou no improviso. Era caro, complexo e, para muita gente, inviável.

Esse cenário abriu espaço para uma tese: se simplificar o básico, o pequeno empreendedor passa a entender o próprio negócio.

Foi nessa lacuna que nasceu a ideia por trás da Conta Azul, num momento em que SaaS ainda não fazia parte do vocabulário da maioria e “gestão em nuvem” soava distante da realidade do balcão, do caixa e do dia a dia de quem toca a operação.

Começo em Joinville e a coragem de tentar algo grande

Em 2011, três empreendedores do interior de Santa Catarina decidiram enfrentar um problema que parecia simples, mas que ninguém havia resolvido bem: dar clareza financeira para quem toca um pequeno negócio.

Vinicius Roveda, José Carlos Sardagna e João Zaratine começaram a trabalhar na ideia de um sistema de gestão que fosse fácil, acessível e integrado, visando algo que ajudasse de verdade o empreendedor a entender seu próprio fluxo de caixa sem depender de planilhas ou do contador para tudo.

A proposta era ousada, especialmente para a época. O conceito de software como serviço ainda engatinhava no Brasil, e criar uma solução totalmente em nuvem era um movimento quase contra a lógica dominante dos sistemas instalados localmente.

Mesmo assim, a convicção de que a tecnologia poderia simplificar a vida das PMEs foi o que levou o trio a apostar suas fichas na Conta Azul.

Pouco tempo depois, a startup foi selecionada para o programa 500 Startups, no Vale do Silício, em um período em que ainda eram raras as brasileiras nesse circuito. Foi lá que o grupo aprendeu algo que mudaria sua visão de negócio: uma boa ideia não é suficiente se não resolver o problema certo, para o público certo.

Primeiro choque de realidade e o momento de pivotar

Foi no Vale do Silício que veio o primeiro choque de realidade: o problema estava certo, mas o público estava errado.

O primeiro produto da Conta Azul até fazia sentido no papel. A ideia era oferecer uma ferramenta de gestão simples para microempreendedores individuais (MEIs), com baixo custo e fácil adoção. Mas, na prática, o modelo não se sustentava.

O público era grande, mas difícil de reter. Muitos testavam, poucos pagavam, e quase ninguém permanecia ativo por muito tempo. O ciclo de vendas era curto, o ticket médio era baixo e a escalabilidade parecia cada vez mais distante.

O time entendeu que o maior valor estava nas pequenas empresas, aquelas que já tinham operação rodando, funcionários, contadores e processos que pediam mais organização. Elas tinham urgência e estavam dispostas a pagar por isso.

A partir dessa virada de chave, a Conta Azul pivotou. Saiu do modelo voltado ao microempreendedor e passou a construir um ERP em nuvem, integrando finanças, emissão de notas, estoque e contabilidade em uma única plataforma.

Foi uma mudança estratégica e estrutural. E, como toda boa pivotagem, nasceu mais da escuta do mercado do que de qualquer plano original.

Crescer sem perder o propósito

Com o modelo ajustado e o público certo, a Conta Azul entrou em um novo ciclo. A base de clientes cresceu rápido, os investimentos vieram, e a startup passou a ser reconhecida como uma das principais soluções de gestão financeira para pequenas empresas no Brasil.

Mas o crescimento trouxe um novo tipo de desafio, de manter o propósito original latente. Este é o de tornar o complexo simples. Afinal, quanto maior a operação, mais tentadora é a ideia de adicionar novas funcionalidades, produtos e processos e mais fácil é perder a clareza do que realmente importa.

E esse propósito se tornou o eixo de toda decisão estratégica, da construção do produto à cultura interna. Em vez de expandir desenfreadamente, a empresa reforçou o foco em resolver com excelência o essencial: ajudar o empreendedor a entender o próprio negócio.

A expansão veio acompanhada de parcerias sólidas, principalmente com contadores, que passaram a ser aliados diretos na oferta da plataforma. A criação do Conta Azul Mais, voltado para escritórios contábeis, ampliou o alcance da empresa e consolidou seu ecossistema de gestão.

Crescer, sim, mas sem perder a essência. Essa é a linha que separa a Conta Azul de tantas startups que, ao tentar fazer tudo, acabaram perdendo o que as torna únicas.

Cultura como motor e não como discurso

A trajetória da Conta Azul foi marcada por decisões difíceis, mas também por uma cultura que serviu de base para todas elas. Desde o início, a empresa entendeu que cultura não é um conjunto de frases na parede, mas aquilo que guia as escolhas quando tudo muda.

Nos momentos de crescimento acelerado, nas reestruturações e até nas fases mais delicadas, o time manteve uma convicção clara de que a simplicidade também é um valor de gestão. Essa mentalidade moldou a forma de contratar, de priorizar produtos e de se relacionar com clientes e parceiros.

Autonomia, aprendizado contínuo e propósito compartilhado viraram pilares práticos. Cada colaborador sabia o impacto do próprio trabalho no dia a dia de quem usa a plataforma. Essa conexão direta com o resultado real ajudou a manter a motivação e a coerência mesmo quando o cenário exigia ajustes internos e foi o que manteve a Conta Azul fiel à sua essência, mesmo em constante transformação.

O novo capítulo: a aquisição pela Visma

Em 2025, a Conta Azul entrou em uma nova fase da sua história ao ser adquirida pela Visma, grupo norueguês de tecnologia e software de gestão.

O negócio foi avaliado em cerca de R$1,85 bilhão (US$340 milhões) e marcou a entrada oficial da Visma no mercado brasileiro de SaaS. A operação envolveu a compra de 100% do capital da Conta Azul, com saída de investidores como o BTG Pactual e outros fundos que haviam acompanhado a jornada da startup desde suas primeiras rodadas.

Mais do que uma transação financeira, a aquisição simbolizou o amadurecimento de uma tese que nasceu no interior de Santa Catarina e se consolidou como uma das principais referências em software de gestão para pequenas empresas no Brasil.

A integração à Visma colocou a Conta Azul dentro de um dos maiores ecossistemas globais de tecnologia empresarial, mantendo o time de liderança no país e o propósito original no centro da estratégia: simplificar a gestão e empoderar o empreendedor, só que agora com mais estrutura, investimento e alcance internacional.

O caso da Conta Azul marca uma etapa de maturidade para o ecossistema brasileiro. Startups que nasceram com foco em resolver dores locais começam a ocupar espaço em estratégias globais de consolidação, especialmente em segmentos SaaS voltados a pequenas e médias empresas.

A trajetória da empresa também reflete a transição de um modelo baseado em captação e expansão acelerada para uma lógica mais pautada por eficiência e sustentabilidade. O diferencial competitivo deixou de ser apenas produto e tecnologia, passando a incluir cultura, gestão e consistência operacional.

De ciclo em ciclo, as startups que mantêm clareza sobre o problema que resolvem e disciplina na execução tendem a se tornar as peças mais estáveis dentro de um setor cada vez mais globalizado.

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iFood segue estratégia de M&A e anuncia aquisição da Advolve para acelerar frente de Ads https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/ifood-compra-advolve/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/ifood-compra-advolve/#respond Fri, 14 Nov 2025 20:39:48 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3181 Com a compra da Advolve, o iFood avança em IA e retail media e acelera sua frente de Ads, que já atende mais de 230 empresas.

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O iFood acaba de anunciar a aquisição da Advolve, startup brasileira de inteligência artificial aplicada ao marketing de performance. O movimento reforça a estratégia de M&A da empresa e acelera sua ambição de crescer em até 5x a vertical de Ads até 2030, uma das frentes de receita que mais avança dentro do ecossistema iFood.

Fundada em 2023, a Advolve desenvolveu uma tecnologia capaz de gerar, analisar, testar, refazer e redistribuir milhares de peças publicitárias automaticamente, inclusive em canais externos ao app. A arquitetura proprietária de IA executa testes simultâneos, ajusta criativos em tempo real e aloca investimento de acordo com os elementos que performam melhor.

Desde que entrou no mercado de publicidade em 2021, o iFood tem usado sua base de usuários como um dos ativos mais valiosos para anunciantes. Mais de 230 empresas já anunciaram nas verticais de restaurantes, supermercados, farmácias e pet shops, com os maiores anunciantes registrando incremento de mais de 40% de receita via iFood Ads. Em 2024, a vertical voltada para a indústria cresceu 70%.

A aquisição da Advolve expande esse potencial. Juntas, as empresas poderão segmentar públicos, ajustar criativos e medir resultados em tempo real, em uma escala operacional impossível sem IA, conectando objetivos de marca, dados comportamentais e performance de forma dinâmica.

Startup seguirá atuando de forma independente

Os fundadores João Sobreira, João Paulo Martins e Djary Veiga, junto a todos os funcionários da Advolve, permanecem na operação, que seguirá atendendo clientes externos com foco na indústria de bens de consumo. A startup também continuará avançando em testes fora do aplicativo do iFood, oferecendo uma solução 360º para campanhas publicitárias.

A Advolve já havia sido validada anteriormente pelo braço de venture capital da Prosus, holding dona do iFood, que investiu US$5 milhões em fevereiro, em uma rodada minoritária.

Uma aposta clara em retail media, IA e escalabilidade

A aquisição ocorre em um momento em que o mercado de retail media cresce aceleradamente no Brasil, com plataformas de consumo migrando para o papel de veículos de mídia, monetizando dados, audiência e distribuição. Para o CEO do iFood, Diego Barreto, o movimento marca um novo momento da empresa.

“A Advolve transforma campanhas em sistemas vivos, capazes de aprender, evoluir e se otimizar em tempo real. Com essa união, somamos tecnologia e inteligência artificial a uma grande audiência de usuários. O futuro da publicidade chegou e ele fala a linguagem da inteligência.”

Com a compra, o iFood adiciona mais uma peça à sua estratégia de diversificação e consolida sua posição como um dos principais players de advertising do país, agora com IA nativa, escala massiva e uma operação que conecta marcas ao consumidor dentro e fora do seu ecossistema.

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Starian: spin-off da Softplan levanta R$640 milhões e já anuncia primeiro M&A https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/starian-recebe-aporte-e-faz-primeira-aquisicao/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/starian-recebe-aporte-e-faz-primeira-aquisicao/#respond Mon, 08 Sep 2025 21:49:31 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2687 Aporte milionário e primeira aquisição: Starian, braço privado da Softplan, acelera consolidação no mercado de SaaS.

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A Starian, spin-off da Softplan voltada ao setor privado, mal anunciou a chegada de um dos maiores aportes de SaaS no Brasil em 2025 — R$640 milhões liderados pela General Atlantic, fundo global de private equity e growth equity — e já fez seu primeiro movimento de consolidação. Dias depois da rodada, a empresa confirmou a aquisição da Anapro, plataforma de soluções para o setor imobiliário que pertencia ao Grupo OLX.

Sobre a rodada

Avaliada em R$640 milhões, a captação foi estruturada com participação primária e secundária, garantindo entrada da General Atlantic como sócia minoritária. Apesar do movimento, o controle da operação segue nas mãos dos fundadores da Softplan. O novo capital chega com missão clara: financiar aquisições em série, dar robustez ao modelo de SaaS focado em nichos específicos e preparar a expansão para áreas ainda não exploradas pela empresa.

Para a General Atlantic, a Starian nasce pronta para ser uma consolidadora no mercado de software vertical no Brasil. O fundo destaca a gestão profissionalizada e a experiência prévia em integrar empresas — herança da trajetória da Softplan — como diferenciais para sustentar um ciclo de M&As bem-sucedido. Mais do que adquirir novas companhias, a proposta é integrar produtos e equipes de forma disciplinada, criando um ecossistema de SaaS capaz de atender setores inteiros com soluções complementares.

Sobre a Starian

A Starian já nasce com porte de scale-up. São mais de 16 mil clientes ativos e três frentes consolidadas: o Ecossistema Sienge, voltado à construção civil; a Projuris, especializada em inteligência legal; e as soluções de eficiência operacional, que reúnem plataformas como Checklist Fácil e Runrun.it. Enquanto isso, a Softplan segue sua atuação de forma independente, focada exclusivamente no setor público. Essa divisão de papéis permite que cada organização mantenha clareza estratégica e acelere em seus respectivos mercados.

Primeira aquisição

Poucos dias após o anúncio da rodada, a Starian mostrou a que veio ao incorporar a Anapro, plataforma de soluções para o mercado imobiliário que estava sob o controle do Grupo OLX. A operação foi conduzida pelo braço CV CRM, que passa a ampliar sua base para mais de 1.500 clientes, com presença relevante em São Paulo. Além de reforçar o portfólio, o movimento posiciona o CV CRM como um hub completo de marketing, vendas e pós-venda para construtoras, fortalecendo o Ecossistema Sienge — já utilizado por 74 das 100 maiores construtoras do país.

Do spin-off ao aporte milionário e à primeira aquisição, tudo em questão de semanas, a Starian deixa claro que pretende acelerar o jogo. Ao unir capital de longo prazo, governança sólida e experiência em SaaS vertical, a companhia se posiciona como candidata natural a liderar a consolidação de software especializado no Brasil. A velocidade dos primeiros passos indica que a disputa nesse mercado deve ganhar novos capítulos em ritmo acelerado.

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Empresa de SC, Conta Azul é comprada por Visma por R$1,7 bilhão https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/conta-azul-adquirida-por-bilhoes-de-reais/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/conta-azul-adquirida-por-bilhoes-de-reais/#respond Wed, 06 Aug 2025 18:35:40 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2013 Conta Azul, de Joinville (SC), é adquirida pela Visma por R$1,7 bilhão em uma das maiores transações do setor no estado.

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Em uma das maiores aquisições já registradas no ecossistema de tecnologia de Santa Catarina, a norueguesa Visma anunciou a compra da Conta Azul por US$300 milhões (aproximadamente R$1,7 bilhão). A operação marca a entrada oficial da Visma no mercado brasileiro e reforça o posicionamento do estado — especialmente Joinville e Florianópolis — como um dos principais polos de software e inovação da América Latina. O negócio também consolida um movimento crescente de interesse de gigantes globais por soluções SaaS voltadas a pequenas e médias empresas no país.

Fundada em 2012 em Joinville (SC), a Conta Azul oferece uma plataforma de gestão financeira baseada em nuvem, com foco em pequenas e médias empresas. Esta que permite que essas empresas organizem suas finanças, emitam notas fiscais e façam conciliações bancárias de forma simples e integrada. A companhia atende cerca de 100 mil clientes e conta com mais de 500 colaboradores. A aquisição pela Visma — fornecedora europeia de softwares empresariais — envolve 100% do capital da empresa e ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores no Brasil.

Com o acordo, todos os investidores da Conta Azul deixaram a sociedade, incluindo nomes como BTG Pactual (com 27% do capital), Tiger Capital, Ribbit Capital e Monashees. Os fundadores Vinícius Roveda e José Sardagna também venderam suas participações, mas seguirão no negócio como executivos da Visma.

Sobre a Visma

A Visma foi fundada em 1996 e atua com soluções para pequenas e médias empresas, com cerca de 2,1 milhões de clientes. Com sede na Noruega, registrou receita de € 2,8 bilhões em 2024 e vem intensificando sua estratégia de M&A. Só em 2024, adquiriu cerca de 50 startups, incluindo empresas na América Latina — como a Rindegastos (Chile) e a Mandú (Peru). A Conta Azul representa sua chegada ao mercado brasileiro, parte de uma movimentação mais ampla que pode culminar em um IPO da companhia na Bolsa de Londres, previsto para o primeiro semestre de 2026.

A negociação vinha sendo especulada desde maio de 2025 e foi conduzida com assessoria do Bank of America. Segundo apuração do portal Fusões & Aquisições, a Visma também avaliou outros players brasileiros de SaaS, como a Omie, mas optou pela Conta Azul por motivos como a agilidade na negociação e uma aderência estratégica ao público-alvo da companhia.

Sobre o ecossistema de inovação em Santa Catarina 

A aquisição da Conta Azul se soma a outros movimentos de destaque envolvendo empresas de tecnologia em Santa Catarina nos últimos anos. A RD Station, também com sede no estado, foi vendida por R$ 2 bilhões em 2021. No mesmo ano, a Neoway foi comprada por R$ 1,8 bilhão. A operação atual, avaliada em R$ 1,7 bilhão, se posiciona como a terceira maior do setor na região.

Esse histórico reforça o papel de Santa Catarina — e especialmente de cidades como Joinville e Florianópolis — no mapa da inovação nacional. Joinville, onde a Conta Azul foi fundada, tem fortalecido sua posição como um dos polos de tecnologia do estado. Já Florianópolis abriga mais de 600 startups e um ecossistema estruturado com entidades como a ACATE, o Sapiens Parque e outras iniciativas de fomento à inovação. A cidade é responsável por cerca de 25% do seu PIB proveniente do setor de tecnologia e, desde 2024, carrega oficialmente o título de Capital Nacional das Startups, conforme a Lei Federal 14.955.

A chegada da Visma ao Brasil, via Conta Azul, marca não só a entrada de uma gigante europeia no mercado nacional, mas também reforça o amadurecimento do ecossistema local, que já provou capacidade de atrair rodadas relevantes e se consolidar como plataforma de inovação em escala. A operação amplia o escopo da Visma na América Latina, ao mesmo tempo em que posiciona a Conta Azul em um novo ciclo de crescimento — agora como parte de um grupo internacional com trajetória sólida em SaaS.

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Totvs compra Linx da Stone por R$3,05 bi e reforça presença no varejo https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/totvs-compra-linx-da-stone/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/totvs-compra-linx-da-stone/#respond Tue, 29 Jul 2025 17:38:07 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=1590 Totvs compra Linx da Stone por R$3,05 bi, reforça presença no varejo e conclui maior aquisição de sua história até o momento.

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Quase quatro anos depois de ter perdido a disputa pela Linx, a Totvs concluiu a aquisição da empresa por R$3,05 bilhões. O movimento não só encerra um dos capítulos mais comentados do setor de tecnologia brasileiro, como também reforça a estratégia da Totvs de consolidar sua presença no varejo com produtos complementares e um portfólio mais abrangente.

A Totvs é uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil atualmente, e a venda acontece quatro anos após a Stone, empresa brasileira de tecnologia financeira com soluções de pagamentos e serviços para o varejo, vencer a disputa pela Linx em 2020, quando pagou R$6,7 bilhões pela companhia. A disputa se deu porque a Linx é especializada em software de gestão e soluções tecnológicas para o varejo — área estratégica tanto para a Totvs quanto para a Stone.

A transação, que ainda precisa ser aprovada pelo Cade, prevê que todo o caixa atual da Linx (R$360 milhões), além do que for gerado até o fechamento do negócio, permanecerá com a Stone. O enterprise value do negócio — valor total atribuído à empresa considerando seu capital próprio mais dívidas — equivale a 2,7 vezes a receita e 12,7 vezes o Ebitda da Linx, métrica que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Segundo fontes próximas à Stone, a decisão de vender a empresa foi motivada pela complexidade da integração entre as plataformas — maior do que a inicialmente esperada. O processo de venda da Linx foi iniciado em setembro de 2024, e a negociação em caráter exclusivo com a Totvs foi firmada em abril de 2025.

A expectativa é que a aquisição permita à Totvs expandir sua atuação no varejo, especialmente em segmentos onde ainda não tinha forte presença. A avaliação do CEO da Totvs, Dennis Herszkowicz, é de que o negócio amplia a capacidade da companhia de entregar tecnologia para o setor, aproveitando os investimentos feitos em P&D e as sinergias com os clientes das duas companhias.

A aquisição representa um novo capítulo no movimento de consolidação da Totvs, que já vinha sinalizando interesse em expandir sua presença no varejo e continuar com aquisições estratégicas. Desde 2021, quando comprou a RD Station por R$1,8 bilhão, a companhia reforça sua atuação em setores específicos e aposta em complementar portfólio, base de clientes e tecnologia.

Para a Stone, a venda da Linx segue uma linha já observada em junho, quando a empresa vendeu a SimplesVet para a PetLove por R$140 milhões. A companhia tem revisto sua estratégia em relação a outras empresas e softwares adquiridos nos últimos anos, avaliando qual caminho seguir para cada um dos ativos — manter, integrar ou vender.

Embora a operação ainda dependa da aprovação do Cade, o negócio com a Totvs pode reposicionar a Linx em uma estrutura mais próxima do seu foco original, reforçando o portfólio de tecnologia voltado ao varejo e destravando novos canais de distribuição com a base de clientes da Totvs.

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