captação de recursos Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/captacao-de-recursos/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Thu, 29 Jan 2026 12:28:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp captação de recursos Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/captacao-de-recursos/ 32 32 Captação de startups no Brasil cai 13% em 2025 — capital ainda existe, mas com novas regras https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/captacao-startups-brasil-cai-13-em-2025/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/captacao-startups-brasil-cai-13-em-2025/#respond Thu, 29 Jan 2026 12:28:12 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3466 Captação de startups no Brasil caiu 13% em 2025, somando US$4,5 bilhões e consolidando um mercado mais seletivo e racional.

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A captação de startups no Brasil caiu 13% em 2025, somando US$4,5 bilhões ao longo do ano, segundo levantamento da Bloomberg Línea. O dado confirma a continuidade do ajuste iniciado após o pico do mercado em 2021 e sinaliza um ecossistema que segue ativo, mas operando sob critérios mais rígidos.

Mais do que uma retração pontual, o número indica que o capital não saiu do Brasil, mas passou a circular de forma diferente: menos concentrado em grandes apostas e mais atento à qualidade da execução.

Menos volume, não menos interesse

A queda de 13% foi puxada principalmente pela ausência de mega rodadas, que inflaram os números nos anos anteriores. Em 2025, houve menos cheques grandes e menos operações late stage, o que reduziu o total investido mesmo com um número relevante de rodadas acontecendo ao longo do ano.

No early stage, a atividade seguiu relativamente estável, mas com um perfil mais conservador. Rodadas seed e pré-seed continuaram acontecendo, porém com valores menores, maior uso de extensões e mais participação de investidores já presentes no cap table. O capital ficou mais seletivo, e o cheque médio encolheu.

Ajuste local, movimento global

O movimento observado no Brasil não é isolado. Ele reflete um contexto global de juros mais altos, menor liquidez e maior exigência por eficiência operacional. Fundos de venture capital passaram boa parte de 2025 focados em sustentar o portfólio existente, alongar runway e evitar down rounds, em vez de liderar novas apostas de maior risco.

Mesmo com a retração, o Brasil segue como o principal mercado de venture capital da América Latina, mantendo posição de liderança regional. A diferença é que o país opera agora em um modo mais racional, com menos exuberância e mais disciplina na alocação de capital em uma dinâmica que também aparece em outros mercados da região, como já analisado em comparativos entre Brasil e América Latina.

O que mudou na prática para startups

Na prática, captar em 2025 exigiu mais do que narrativa. Startups com receita recorrente, controle de custos e clareza de modelo tiveram mais espaço. Já empresas altamente dependentes de capital externo ou com teses ainda pouco validadas encontraram um ambiente mais difícil.

O dado de US$4,5 bilhões não aponta para retração estrutural, mas para um ajuste de expectativas. O mercado passou a valorizar mais a capacidade de operar bem do que a promessa de crescimento acelerado e expectativa de mercado.

De maneira geral, a queda de 13% na captação em 2025 não marcou necessariamente o fim de um ciclo, mas um amadurecimento. O capital continua disponível, porém exige fundamentos mais sólidos e decisões mais conscientes de quem busca captar.

O cenário que se desenha para frente é menos sobre levantar grandes rodadas e mais sobre construir empresas resilientes, capazes de crescer com eficiência. O jogo segue em andamento, mas as regras ficaram mais duras ao mesmo tempo que também ficaram mais previsíveis e padronizadas.

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Enter capta US$35 milhões e coloca legaltech brasileira no radar global https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/enter-legaltech-brasileira-capta-investimento/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/enter-legaltech-brasileira-capta-investimento/#respond Thu, 27 Nov 2025 11:36:32 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3329 Enter capta US$35 milhões com Founders Fund e Sequoia e alcança valuation de US$350 milhões, fortalecendo o mercado de legal AI no Brasil.

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A Enter, legaltech fundada em São Paulo pelo brasileiro Mateus Costa Ribeiro, de 25 anos, levantou uma rodada de US$35 milhões liderada pelo Founders Fund, fundo criado por Peter Thiel, e pela Sequoia Capital, uma das gestoras mais influentes do Vale do Silício. O investimento coloca a empresa em um valuation de cerca de US$350 milhões e marca um dos aportes de Série A mais expressivos já feitos em uma startup brasileira tão jovem, especialmente em um setor altamente regulado como o jurídico.

A startup atua no segmento de legal AI, usando inteligência artificial para automatizar fluxos jurídicos corporativos, analisar litígios em grande escala e detectar potenciais fraudes. O mercado brasileiro, historicamente marcado por alta judicialização e custos elevados de contencioso, tornou-se terreno fértil para uma solução com esse nível de automação. É justamente nesse vácuo que a Enter ganhou tração, transformando um problema estrutural do país em um produto tecnológico escalável. O aporte conjunto de Founders Fund e Sequoia reforça a percepção de que a empresa pode se tornar uma peça estratégica na próxima geração de infraestrutura jurídica baseada em IA.

O salto de valuation, no entanto, precisa ser lido com cautela. A avaliação de US$350 milhões ainda não é acompanhada por dados públicos robustos sobre receita, margem ou lucratividade, dinâmica comum em rodadas de Série A, onde grande parte do valor reflete expectativas futuras e não resultados comprovados. O setor jurídico brasileiro também avança em ritmo próprio: enfrenta barreiras regulatórias, resistência cultural e um processo de digitalização mais lento do que o observado em mercados de SaaS tradicionais. Isso significa que a curva de escalabilidade da Enter tende a exigir mais maturidade operacional do que a média das startups de software corporativo.

A rodada também reposiciona a discussão sobre legaltech no Brasil. Investidores globais enxergam cada vez mais oportunidades em áreas historicamente negligenciadas, como automação jurídica, compliance e gestão de litígios, que operam em volumes massivos e têm impacto direto na eficiência empresarial. A entrada simultânea dos dois grandes fundos sugere que o país pode se tornar um polo relevante para soluções legaltech. Ao mesmo tempo, mantém aceso o debate de que valuations agressivos em estágios iniciais podem acelerar jornadas, mas também aumentam a pressão por execução consistente nos anos seguintes.

Esse movimento coloca a Enter em uma prateleira ocupada por poucos players globais. Casos como Casetext, adquirida pela Thomson Reuters por US$650 milhões, e Harvey, que alcançou valuation bilionário ao firmar contratos com gigantes do setor jurídico, mostram que o encontro entre IA generativa e mercados regulados pode produzir posições dominantes, desde que produto, timing e adoção corporativa avancem no mesmo ritmo. Por outro lado, empresas como Everlaw, que enfrentaram reprecificação severa após períodos de euforia, lembram que capital sem entrega pode rapidamente virar fragilidade.

A trajetória da Enter ainda está no início, mas o marco desta rodada mostra que o Brasil tem espaço para criar soluções profundas em IA aplicadas a problemas complexos e que o próximo ciclo de crescimento do ecossistema pode vir justamente de verticais onde tecnologia, regulação e operação se cruzam. O que está em jogo agora é a capacidade de transformar um problema nacional em uma plataforma de escala global.

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Guapeco, startup de Floripa, levanta R$1,8 milhão e entra em nova fase https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/guapeco-capta-um-milhao/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/guapeco-capta-um-milhao/#respond Wed, 15 Oct 2025 19:25:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2955 Com rodada pelo Investidores.vc e Bossa Nova, startup quer consolidar nova categoria no setor de benefícios corporativos e escalar no B2B.

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A Guapeco, startup que oferece o primeiro benefício corporativo pet do Brasil, anunciou a captação de R$1,8 milhão em rodada liderada pelo Investidores.vc, com follow-on da Bossa Nova Investimentos. A operação marca a passagem da empresa para uma nova fase: da tração para a escala, com o objetivo de ampliar equipe, fortalecer canais comerciais e consolidar a categoria de benefícios voltados a pets dentro das empresas.

Criada em 2020, a Guapeco nasceu com uma proposta que combina cuidado emocional e estratégia de retenção de talentos. A startup oferece planos de saúde pet subsidiados por empresas, com cobertura nacional e sem restrição de idade ou espécie, um modelo que conecta a relação afetiva dos colaboradores com seus animais à cultura corporativa e ao bem-estar no trabalho.

De um stand em Lisboa à rodada no Brasil

A relação com o Investidores.vc começou em 2024, durante o Web Summit Lisboa, onde a Guapeco participou como expositora. O contato evoluiu em um processo de acompanhamento e trocas mensais, que culminou na rodada anunciada agora. Desde então, o fundo passou a apoiar a startup com mentorias, conexões estratégicas e visibilidade no ecossistema de RH e inovação, incluindo a participação da Guapeco no HR4Results, da Gupy.

“A Guapeco está criando uma categoria nova de benefícios no país. É um modelo que une propósito, cultura e impacto, com alto potencial de escala”, destaca Amure Pinho, fundador do Investidores.vc.

Com o investimento, a empresa planeja crescer o time em 50% até o fim do ano, estruturando uma nova camada de gestão e reforçando áreas de marketing, vendas e sucesso do cliente. A próxima etapa inclui o lançamento de um programa de canais voltado a HRTechs, consultorias e corretores, estratégia que deve ampliar a distribuição da solução no mercado corporativo.

Oportunidade e momento do mercado

O movimento acontece em meio à expansão do mercado pet corporativo, um setor ainda emergente, mas com forte tração no Brasil. O país é hoje o segundo maior mercado pet do mundo, com faturamento acima de R$80 bilhões em 2024, segundo o Instituto Pet Brasil.

Para empresas, iniciativas como a Guapeco se conectam a uma agenda mais ampla de benefícios de pertencimento e bem-estar, que ganhou força no pós-pandemia. Em um contexto de alta competição por talentos, startups que oferecem soluções de engajamento e qualidade de vida têm atraído cada vez mais a atenção de RHs e investidores.

O investimento chega em um momento em que o discurso sobre bem-estar nas empresas precisa se traduzir em prática. A Guapeco aposta em um modelo que entrega esse valor de forma tangível conectando cuidado, engajamento e marca empregadora em um só produto.

Agora, o desafio será menos provar que há demanda e crescer com consistência, mantendo o diferencial enquanto o mercado descobre o potencial da categoria.

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Rodadas de investimento em 2025: guia para founders que querem estar prontos https://the.beatstrap.com.br/guias-e-fundamentos/guia-captcao-de-recursos-para-startups/ https://the.beatstrap.com.br/guias-e-fundamentos/guia-captcao-de-recursos-para-startups/#respond Fri, 26 Sep 2025 13:39:05 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2820 Quer captar? Não depende só de uma boa ideia, aqui está o que investidores avaliam e como preparar sua startup para rodadas de investimento.

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A trajetória de captação de investimentos em startups vem sendo marcada por ciclos. Houve uma “era de ouro” até cerca de 2020, quando o capital de risco fluía em abundância e os valuations cresciam de forma quase automática.

Depois veio uma retração: investidores mais cautelosos, rodadas mais enxutas e founders precisando justificar cada real captado com clareza de métricas e estratégia. Muito disso causado pelo momento econômico global.

Agora, em 2025, o mercado volta a ficar um pouco mais aquecido — mas ainda longe de ver tantas rodadas quando na “era de ouro”.

O que podemos concluir desse movimento é que a oscilação mostra um ponto essencial: captar investimento não é só sobre ter uma boa ideia, mas estar no momento certo, com a preparação adequada.

Para alguns negócios, buscar capital externo pode acelerar o crescimento e abrir portas estratégicas. Para outros, pode significar uma diluição desnecessária e pressão antes da hora.

Os tipos de investimentos que uma startup pode receber

Os tipos de capital que sua startup pode atrair vem com expectativas, pressões e compromissos diferentes — e entender essa lógica evita entrar numa rodada que não faz sentido para o momento do negócio. Conheça os principais modelos de captação de recursos:

Pré-seed e Anjo

Capital inicial, geralmente vindo de investidores-anjo ou pequenos fundos, usado para validar hipóteses, construir o MVP e conquistar os primeiros clientes. É menos sobre números e mais sobre acreditar no founder e no potencial do mercado.

Seed

Rodada voltada para ganhar tração e comprovar o modelo de negócio. Normalmente exige métricas mínimas de mercado e clientes pagantes, mesmo que em pequena escala.

Na prática, isso pode incluir indicadores como receita recorrente inicial, crescimento mensal (MRR ou usuários ativos), taxa de retenção, CAC x LTV mostrando viabilidade de escala e até churn controlado.

Esses sinais não precisam estar perfeitos, mas precisam mostrar que existe mercado real e que o produto já passou do estágio de hipótese para o de validação concreta.

Série A

Capital para escalar operações e começar a expansão de mercado. Nessa fase, investidores esperam ver um modelo de negócio validado e repetível.

Métricas típicas incluem crescimento consistente de receita (geralmente MRR ou ARR acima de patamares de referência no setor), CAC estável em relação ao LTV, churn controlado e pipeline previsível de vendas.

Além disso, é comum a exigência de um time de liderança mais estruturado e processos de aquisição que possam ser acelerados com capital.

Série B

Rodada de crescimento acelerado, voltada para consolidação de mercado e preparação para expansão internacional.

Aqui, os números precisam mostrar escala: receita relevante (ARR de alguns milhões de dólares, em benchmarks globais), múltiplos de crescimento sustentados por mais de 12 meses e margem bruta saudável.

Investidores também analisam eficiência operacional — como payback de CAC, unit economics positivo e capacidade de expansão sem perder qualidade de produto ou serviço. O foco deixa de ser provar o modelo e passa a ser ganhar mercado em velocidade.

Série C

Essa série é voltada para empresas que já atingiram escala significativa e precisam de capital para expansão agressiva, aquisições estratégicas ou preparação para IPO.

Nessa fase, investidores olham para métricas de consolidação: receita anual recorrente alta (ARR na casa de dezenas ou centenas de milhões), crescimento ainda acelerado mas mais previsível, unit economics sólido e margens robustas.

Também pesa a posição competitiva — participação de mercado relevante, barreiras claras contra novos entrantes e capacidade de internacionalização.

Além dos números, a governança precisa estar madura, com auditorias regulares, conselho ativo e processos que suportem uma operação de grande porte.

Bootstrapping, Friends & Family

Algumas startups preferem crescer sem depender de capital externo. O bootstrapping é quando o crescimento acontece apenas com recursos próprios e receita gerada pelo negócio, enquanto o modelo family & friends se apoia em aportes iniciais de pessoas próximas ao founder.

Outros caminhos de capital

Além do investimento direto, existem alternativas que podem fortalecer a jornada de crescimento, como programas de aceleração e incubadoras (que oferecem mentoria, rede e aporte inicial), crowdfunding de investimento (captação pulverizada por plataformas online) e private equity, geralmente voltado a estágios mais maduros, com foco em expansão agressiva.

Independentemente da rodada, o ponto crítico é entender como se preparar para captar investimentos no momento certo. Afinal, cada estágio cobra um nível diferente de maturidade, números e governança.

O timing certo para abrir a rodada

Nem sempre captar é o melhor caminho e esse timing pode definir o futuro da startup. Buscar investidores cedo demais, sem validação mínima, pode significar diluição desnecessária e pressão antecipada.

Ao mesmo tempo, deixar para depois pode fazer a empresa perder a janela de mercado e ver concorrentes avançarem mais rápido.

O momento ideal costuma estar ligado a três fatores. 

O primeiro é a validação: já ter um MVP em operação, sinais claros de mercado e, de preferência, clientes pagando. O segundo é a necessidade de capital para ganhar escala — seja contratar time, expandir para novas regiões ou acelerar marketing e vendas.

O terceiro é a urgência do mercado: quando a oportunidade é clara e outros players também estão de olho, esperar pode custar caro.

O investimento faz sentido quando há clareza de uso dos recursos e capacidade de transformar capital em crescimento real.

O que pesa para um investidor tomar sua decisão

Muita gente pensa em fórmulas “mágicas” de como atrair investidores para startup, mas a realidade é que não existe atalho: tudo começa pela clareza de proposta de valor, pela confiança no founder e pela organização do negócio.

Investidores não olham apenas para a ideia ou para o tamanho do mercado. O processo de decisão envolve avaliar diferentes camadas do negócio e, muitas vezes, o peso maior recai sobre quem está por trás dele.

A primeira análise é sempre sobre o potencial de negócio: proposta de valor clara, problema relevante a ser resolvido e tamanho real da oportunidade.

Em seguida, vem o fator humano — a confiança no founder e na equipe. Investidores buscam pessoas com resiliência, histórico de execução e capacidade de adaptar a estratégia quando necessário.

Outro ponto crítico é a organização. Uma startup com finanças estruturadas, plano estratégico consistente e métricas de tração bem definidas transmite segurança e reduz riscos na hora da due diligence.

Ou seja, atrair investimento exige muito mais do que boas ideias. Exige clareza, preparo e a capacidade de mostrar que existe um negócio sólido por trás do pitch.

Preparando a casa antes de captar

Quer captar? Comece arrumando a mesa antes de chamar o convidado. Para o investidor, não existe nada mais desanimador do que encontrar métricas soltas, documentos bagunçados e um founder que não sabe explicar o uso do dinheiro.

Saber como preparar sua startup para captar investimento passa por esses pontos:

Quanto pedir e para quê

Um dos erros mais comuns de founders é chegar a uma reunião sem clareza do valor que precisam ou justificar o pedido apenas por “necessidade de caixa”.

Investidores querem saber quanto você está pedindo e, principalmente, como esse capital será convertido em crescimento. Isso envolve detalhar a alocação de recursos em áreas-chave, como contratação de equipe, desenvolvimento de produto, marketing e expansão comercial.

Números que contam a história certa

Mais do que previsões otimistas, investidores valorizam modelos financeiros realistas e conectados ao estágio da startup. CAC, LTV, churn e runway são métricas críticas.

Mostrar consistência nos números — mesmo que ainda em pequena escala — transmite muito mais credibilidade do que gráficos exponenciais sem base sólida.

Materiais que não podem faltar

Ter os documentos certos à mão faz diferença. Pitch deck, resumo executivo, planilhas financeiras, cap table atualizado e histórico de resultados são básicos. A organização transmite maturidade e evita perda de tempo em etapas iniciais.

Se isso ainda é um desafio, principalmente quando falamos de estruturar um pitch deck, vale explorar recursos que aceleram essa preparação — como o uso de inteligência artificial para estruturar narrativas e organizar slides.

Jurídico em ordem evita travas

A due diligence pode travar uma rodada inteira. Contratos societários em ordem, acordos de sócios bem estruturados e compliance mínimo estabelecido reduzem riscos para o investidor. Se a casa não estiver arrumada, dificilmente o aporte sai.

Escolher os investidores certos

Não faz sentido tentar falar com todo mundo. É mais estratégico mapear quem investe no seu setor, estágio e modelo de negócio. Além do cheque, busque quem traz smart money: rede de contatos, experiência no setor e capacidade de abrir portas.

Treino antes do jogo (reuniões e negociações)

Cada encontro com investidor é uma prova de fogo. Storytelling alinhado, clareza sobre valuation e conhecimento profundo do próprio negócio são indispensáveis. Simular perguntas difíceis antes ajuda a evitar respostas vagas e transmite segurança.

Relação começa antes do cheque

Muitas rodadas começam meses antes da negociação formal. Founders que cultivam relações, participam de eventos, compartilham aprendizados e mantêm os investidores informados ganham pontos quando chega a hora de levantar capital. Confiança se constrói antes do cheque.

Captação de investimento não é prêmio de consolação nem rito obrigatório para todas as startups. É uma decisão estratégica que pode acelerar o crescimento ou se tornar um fardo.

Os founders que conseguem atrair capital com consistência não são necessariamente os que têm a melhor ideia, mas os que se preparam melhor: organizam finanças, estruturam equipe, mantém governança em ordem e constroem relacionamentos antes de precisar do cheque.

Em um mercado cada vez mais seletivo, estar pronto faz a diferença entre ser escolhido por um investidor ou ser apenas mais um pitch que será esquecido na próxima hora.

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Rooftop une venture capital e cripto em captação de R$1,5 milhão https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/rooftop-faz-captacao-via-mercado-bitcoin/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/rooftop-faz-captacao-via-mercado-bitcoin/#respond Mon, 01 Sep 2025 12:42:20 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2646 Startup capta R$1,5 milhão em tokens no Mercado Bitcoin e testa modelo que conecta venture capital ao universo cripto.

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A Rooftop, proptech que atua com liquidez imobiliária por meio do modelo HomeCash — onde o morador pode vender parte do imóvel e continuar vivendo nele — está no centro de um movimento que pode ganhar força no Brasil: a união entre a captação de venture capital e o universo cripto.

A startup lançou uma rodada de R$1,5 milhão pelo Mercado Bitcoin (MB), usando um modelo de crowdfunding tokenizado. Em vez de equity tradicional ou dívida bancária, a estrutura mistura elementos de venture debt (financiamento com prazo e juros) e remuneração variável (retorno atrelado ao desempenho da empresa). Na prática, o investidor passa a entrar em uma rodada com liquidez potencial no mercado secundário — algo ainda raro no ecossistema de startups local.

O modelo também abre espaço para investidores pessoas físicas entrarem em rodadas que antes eram restritas a fundos de venture capital ou anjos qualificados. Com tickets menores de entrada, a Rooftop amplia o alcance e democratiza o acesso ao tipo de investimento que normalmente fica concentrado em poucos players.

Segundo a empresa, os recursos levantados nesta primeira fase vão reforçar três frentes principais: expansão da rede de microfranquias Rooftop, investimentos em marketing e fortalecimento da equipe.

A meta é chegar a 200 municípios ainda em 2025, consolidando a presença da solução HomeCash em escala nacional. A expectativa é que o movimento total da operação alcance cerca de R$200 milhões em 2026, caso o plano de crescimento se confirme.

O contexto mais amplo

A iniciativa da Rooftop conecta duas pontas que até pouco tempo andavam separadas: o venture capital tradicional e o universo cripto/blockchain. Ao adotar o modelo tokenizado, a startup não só garante capital para crescer como também testa um caminho que pode abrir precedente para outras empresas do ecossistema.

Para investidores, a proposta traz um atrativo extra: além de apoiar uma operação em expansão, há a perspectiva de retorno variável atrelado ao desempenho e de liquidez em mercado secundário — elementos ainda pouco explorados em rodadas no Brasil.

Impacto no ecossistema

Esse movimento democratiza o acesso a investimentos em startups e, ao mesmo tempo, posiciona a Rooftop como early adopter de um modelo de captação descentralizado. E pode se repetir caso a combinação entre cripto e venture se prove sustentável.

E agora, será que essa fórmula tem força para virar tendência no mercado brasileiro ou os riscos regulatórios e a maturidade do investidor ainda vão frear a expansão?

Independentemente da adesão imediata do mercado, o caso da Rooftop já marca um ponto de referência na experimentação de novas estruturas de captação no ecossistema brasileiro.

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