cloud services Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/cloud-services/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Thu, 23 Oct 2025 15:34:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp cloud services Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/cloud-services/ 32 32 Apagão na AWS mostra que até a nuvem tem limites https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/pane-global-aws-outubro-2025/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/pane-global-aws-outubro-2025/#respond Tue, 21 Oct 2025 15:31:16 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2972 Nem a nuvem está imune: pane da AWS parou serviços no mundo todo e lembra startups e empresas da importância da infraestrutura como estratégia.

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Uma falha generalizada na Amazon Web Services (AWS), principal provedora de serviços em nuvem do mundo, tirou do ar centenas de plataformas na segunda-feira, 20 de outubro, em um dos maiores apagões digitais dos últimos anos. O problema começou nas primeiras horas do dia e atingiu a região US-EAST-1, uma das mais críticas da infraestrutura global da Amazon e responsável por hospedar grande parte dos serviços que sustentam a internet.

Entre os afetados estavam iFood, Mercado Livre, PicPay, OLX, Trello, Netflix, Slack e Adobe, além de sistemas internos de empresas como Delta Airlines e United Airlines, que enfrentaram falhas em reservas e atrasos em voos. No Brasil, restaurantes parceiros do iFood ficaram sem acesso a pedidos, e centros logísticos do Mercado Livre precisaram interromper os atendimentos.

Segundo a Amazon, o incidente foi causado por um problema de conectividade em um gateway regional, que gerou um efeito cascata sobre diversos serviços hospedados na nuvem. A empresa mais tarde confirmou que a origem estava em uma instabilidade no serviço de DNS Route 53, responsável por conectar e direcionar comunicações entre servidores. A AWS afirmou ter atuado em “múltiplos caminhos paralelos” para restaurar os serviços, garantiu que nenhum dado foi perdido e informou que a normalização completa ocorreu na terça-feira. O erro começou por volta das 2h40 (horário de Brasília) e teve reflexos até o início da manhã, com recuperação gradual ao longo do dia.

O tamanho do impacto

Estima-se que cerca de 500 empresas em todo o mundo tenham sido afetadas, o que evidencia o quanto a infraestrutura de nuvem se tornou o novo “sistema circulatório” da economia digital. Durante horas, ferramentas corporativas, aplicativos de consumo, plataformas de e-commerce e até sistemas financeiros operaram de forma intermitente. Apesar da normalização relativamente rápida, o episódio deixou um lembrete claro: quanto mais centralizada é a infraestrutura, maior o risco de efeito dominó. O incidente também reacendeu o debate sobre a dependência da região US-EAST-1 — a mais antiga e sobrecarregada da AWS, que historicamente registra o maior volume de instabilidades devido à concentração de tráfego e à presença de grandes clientes corporativos.

Uma falha técnica que gera um alerta sobre infraestrutura estratégica

De acordo com especialistas, o problema não teve relação com ataques cibernéticos ou vazamentos de dados, mas com uma falha de DNS, sistema que atua como um “roteador” da internet, conectando endereços e servidores. Quando o DNS falha, aplicações hospedadas perdem a capacidade de se comunicar entre si, interrompendo cadeias inteiras de operação. O caso reforça que, em um cenário cada vez mais digital, infraestrutura é parte da estratégia de negócios.

Startups que escalam rápido tendem a priorizar aquisição, produto e marketing, mas muitas vezes negligenciam a base (redundância, backup e arquitetura distribuída) que garante continuidade quando algo dá errado.

Nem mesmo as gigantes estão imunes a falhas. A AWS, que sustenta parte relevante da internet global, provou que nenhum sistema é grande demais para cair. A queda de um provedor pode significar horas de inatividade, perda de receita e, principalmente, de confiança. Para startups, significa que planejar redundância, testar contingências e diversificar provedores deixou de ser tarefa do time de TI, e virou uma decisão de estratégia e governança.

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