ecossistema tech Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/ecossistema-tech/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Fri, 01 May 2026 12:04:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp ecossistema tech Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/ecossistema-tech/ 32 32 CEOs de empresas tech são maioria no conselho de tecnologia dos EUA: o que isso significa? https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/pcast-conselho-tecnologia-eua-trump/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/pcast-conselho-tecnologia-eua-trump/#respond Mon, 13 Apr 2026 12:01:44 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3625 Trump nomeia 13 membros para o PCAST: 9 bilionários tech, 12 executivos e 1 cientista. Conselho vai orientar política de IA e chips nos EUA.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, nomeou em março de 2026 os primeiros 13 membros do PCAST (President’s Council of Advisors on Science and Technology), o conselho que assessora a presidência dos Estados Unidos em ciência e tecnologia desde 1933. A composição desta vez, porém, é diferente de qualquer versão anterior: dos 13 nomeados, 12 são executivos de empresas de tecnologia e pelo menos 9 são bilionários, sendo apenas um destes um cientista acadêmico.

O conselho é copresidido por David Sacks (venture capitalist e czar de IA e crypto da Casa Branca) e Michael Kratsios (diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia). O patrimônio combinado dos membros corporativos ultrapassa US$900 bilhões e os nomes de executivos escolhidos pelo presidente incluem:

  • Mark Zuckerberg (Meta);
  • Jensen Huang (Nvidia);
  • Larry Ellison (Oracle);
  • Marc Andreessen (a16z);
  • Sergey Brin (Google);
  • Safra Catz (Oracle);
  • Michael Dell (Dell Technologies);
  • Lisa Su (AMD);
  • e Fred Ehrsam (Paradigm, crypto).

O único representante acadêmico é John Martinis, físico e pioneiro em computação quântica que trabalhou no Google e é professor emérito na UC Santa Barbara. Além dele, dois nomes vêm do setor de energia: Jacob DeWitte (Oklo, energia nuclear) e Bob Mumgaard (Commonwealth Fusion Systems, fusão nuclear).

Elon Musk, que apoiou ativamente a campanha de Trump e liderou o DOGE (Departamento de Eficiência Governamental), e Sam Altman, CEO da OpenAI, ficaram de fora.

O que chama a atenção é a diferença quantitativa e qualitativa da escolha para este momento. No primeiro mandato de Trump (2017-2021), o conselho tinha 13 membros, dos quais 7 eram cientistas acadêmicos e 6 vinham da indústria. No governo Biden, foram 28 membros, sendo 19 pesquisadores acadêmicos. Existe um padrão, onde desde 2001, todos os PCASTs tiveram ao menos 10 acadêmicos.

Esta é a primeira vez em que a composição é dominada quase inteiramente por CEOs de empresas que, em muitos casos, são diretamente afetadas pelas políticas que o conselho vai recomendar. Google, Meta e Nvidia doaram, cada uma, US$1 milhão para o comitê de inauguração de Trump. Andreessen contribuiu para super PACs de apoio ao presidente. Meta, Google e Huang também financiaram a construção de um novo salão de festas na Casa Branca.

O foco declarado é orientar o governo sobre “oportunidades e desafios que tecnologias emergentes apresentam à força de trabalho americana” e, com a participação primária de grandes mentes inovadoras e bem-sucedidas no ramo, a expectativa é que o governo passe a ser apoiado cada vez mais pelas ditas tecnologias. A ordem executiva que recriou o PCAST em janeiro de 2025 cita “dominância tecnológica global inquestionável” como imperativo de segurança nacional.

As primeiras recomendações são esperadas dentro de 90 dias, num momento em que o Congresso discute legislação sobre IA e o Departamento de Comércio finaliza regras de exportação de semicondutores. Com copresidentes que defendem publicamente velocidade de inovação acima de regulação cautelar, o tom das recomendações não é difícil de prever.

O conselho ainda pode receber até 11 membros adicionais (o limite é 24). Se a composição atual for indicativa da direção, a política de inovação americana para os próximos anos será moldada diretamente por quem constrói, opera e lucra com a tecnologia, não por quem “apenas” a pesquisa.

As decisões sobre regulação de IA, política de exportação de chips e padrões de governança tecnológica tomadas nesse conselho tendem a virar referência global, então os ecossistemas de startups e empresas tech fora dos EUA também podem ser impactados.

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Belo Horizonte é destaque global e entra no top 4 dos ecossistemas tech que mais crescem no mundo https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/belo-horizonte-ecossistema-tecnologia-que-mais-cresce-mundo/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/belo-horizonte-ecossistema-tecnologia-que-mais-cresce-mundo/#respond Tue, 02 Dec 2025 15:43:16 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3349 Belo Horizonte é top 4 global de ecossistemas tech que mais crescem e lidera a América Latina, segundo o relatório Global Tech Index 2025.

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Belo Horizonte foi classificada como o 4º ecossistema de tecnologia que mais cresce no mundo, de acordo com o relatório Global Tech Ecosystem Index 2025, elaborado pela plataforma Dealroom.co, referência global em dados de inovação. O estudo analisa a evolução de 288 cidades em 69 países e mede crescimento real a partir de indicadores como valor de mercado das empresas locais, volume de startups em expansão, surgimento de unicórnios, maturidade de fundos de investimentos e atração de capital internacional.

O resultado coloca BH como a cidade mais acelerada da América Latina na categoria “Rising Stars” (Estrelas em Ascensão), reforçando que o polo mineiro deixou de ser um ecossistema regional e passou a competir globalmente em inovação.

Um avanço que não é acidental

O desempenho de Belo Horizonte reflete uma combinação de fatores que vêm sendo consolidados ao longo da última década. A cidade ganhou projeção internacional ainda nos anos 2010, quando surgiu o San Pedro Valley, uma comunidade de empreendedores concentrada no bairro São Pedro, que se tornou um dos primeiros símbolos de inovação do país. A partir dali, a densidade de startups, talentos e investidores começou a se multiplicar.

Nos últimos anos, esse movimento ganhou reforços institucionais. A Prefeitura de Belo Horizonte lançou o PBH Inova, programa que conecta startups a desafios públicos. Em sua segunda etapa, oito empresas selecionadas receberão até R$225 mil por solução entregue, em áreas como saúde, segurança e gestão, um investimento municipal que chega a R$1,5 milhão. Segundo Adriano Faria, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Relações Internacionais, a iniciativa busca acelerar startups de base tecnológica atuando em problemas reais da cidade.

Infraestrutura de deep tech e hubs de pesquisa

Um dos diferenciais de BH em relação a outros ecossistemas emergentes é a existência de uma infraestrutura mais robusta para ciência e tecnologia. O BH-TEC, o parque tecnológico da cidade, foi eleito em 2025 a melhor aceleradora do país, superando mais de 100 concorrentes. A posição é explicada pela capacidade de apoiar empresas de deep tech, que são caracterizadas como startups que operam com tecnologia complexa, dependente de pesquisa e desenvolvimento intensivo.

Esse ambiente é reforçado pela concentração de instituições com forte produção científica, como a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que forma mão de obra qualificada em engenharia, saúde, computação e ciências aplicadas. Essa densidade acadêmica contribui para atrair empresas e acelerar o ciclo de inovação.

Atração de grandes players e expansão corporativa

Outro ponto que traciona o ecossistema mineiro é a chegada de investimentos estratégicos de grandes empresas de tecnologia. Em 2024, o Google anunciou sua maior expansão de operações no Brasil, escolhendo Belo Horizonte como hub para engenharia, IA e P&D (pesquisa e desenvolvimento). O movimento reforçou o posicionamento da cidade como polo de talento tecnológico e elevou sua visibilidade internacional.

Além do Google, empresas como Samba Tech, pioneira em video-tech na América Latina; Hotmart, unicórnio brasileiro da creator economy; e Take Blip, plataforma de automação conversacional que recebeu aporte do fundo Warburg Pincus (gestor global de private equity), consolidaram BH como uma das maiores concentrações de empresas de tecnologia do país. O estado de Minas Gerais como um todo, do qual BH é capital, abriga hoje mais de 1.400 negócios de TI, um dos maiores volumes do Brasil.

Crescimento sustentado por maturidade e capital

O relatório indica que o avanço de BH não é apenas quantitativo, mas qualitativo. A cidade vem registrando evolução no valor de mercado de suas empresas, aumento na criação de scale-ups e maior presença de fundos com capacidade de investir em ciclos mais longos. A combinação de capital local em expansão com maior interesse de investidores internacionais cria um ambiente propício para startups ambiciosas, especialmente aquelas orientadas à infraestrutura, ciência e automação.

O reconhecimento global de Belo Horizonte como um dos ecossistemas tech que mais crescem no mundo marca um ponto de virada para o mercado brasileiro. A cidade reúne elementos que contemplam um hub consolidado de tecnologia: densidade de talento, infraestrutura científica, apoio institucional e presença crescente de grandes empresas.

A disputa por inovação no Brasil deixou de se concentrar apenas em São Paulo. BH ganhou musculatura para competir por capital, atrair operações estratégicas e acelerar tecnologia em setores críticos. O próximo ciclo do ecossistema brasileiro passa, inevitavelmente, por Minas como uma das protagonistas.

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