evento Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/evento/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Fri, 30 Jan 2026 13:30:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp evento Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/evento/ 32 32 Sintonize sua agenda: os eventos de startups, tecnologia e inovação no Brasil em 2026 https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/eventos-startups-inovacao-brasil-2026/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/eventos-startups-inovacao-brasil-2026/#respond Fri, 30 Jan 2026 13:30:42 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3478 Confira o calendário dos principais eventos de startups, tecnologia e inovação no Brasil em 2026 para escolher onde estar.

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O ecossistema brasileiro de startups e inovação segue cada vez mais ativo, distribuído e conectado. Ao mesmo tempo, entra em uma nova fase de maturidade.

Se nos anos anteriores o foco estava na sobrevivência ou no crescimento acelerado a qualquer custo, o cenário atual é marcado por eficiência operacional, uso de inteligência artificial com ROI claro e movimentos de consolidação de mercado.

Nessa batida, o calendário de eventos de 2026 reforça que esses encontros vão além de palestras e se tornam ambientes estratégicos de troca, aprendizado, negócios e posicionamento.

Estar presente nesses eventos significa se manter atualizado em temas que hoje atravessam praticamente todo o mercado, como inteligência artificial, growth, produto, inovação aberta, fintech, healthtech e deep tech.

Os principais eventos do ano no Brasil

O Brasil concentra hoje alguns dos eventos mais relevantes da América Latina quando o assunto é inovação, tecnologia e startups.

Em diferentes regiões do país, esses encontros conectam founders, investidores, grandes empresas, profissionais de tecnologia e lideranças de marketing em agendas que combinam conteúdo, networking e geração de negócios.

Entre os principais destaques do calendário estão o Web Summit Rio, o Startup Summit e o South Summit Brazil. A seguir, os detalhes de cada um.

South Summit Brazil

Um dos eventos mais relevantes do país quando o assunto é conexão entre startups e capital. O South Summit Brazil reúne players globais e tem forte foco em negócios, investimentos e inovação aplicada.

Data: 25 a 27 de março de 2026
Local: Cais Mauá, Porto Alegre (RS)
Pautas: startups, venture capital, inovação corporativa, tecnologia
Perfil: founders, investidores, scale-ups, grandes empresas

Web Summit Rio

Maior evento de tecnologia da América Latina, o Web Summit Rio conecta o Brasil ao cenário global de inovação, com forte presença internacional e grandes players de tecnologia.

Data: 8 a 11 de junho de 2026
Local: Riocentro, Rio de Janeiro (RJ)
Pautas: tecnologia, IA, big tech, startups, produto
Perfil: founders, executivos, investidores, big tech

Startup Summit

Organizado pelo Sebrae e pela ACATE, é um dos principais encontros do ecossistema nacional, com foco em conteúdo prático, conexões qualificadas e fortalecimento do ambiente empreendedor.

Data: 26 a 28 de agosto de 2026
Local: Centrosul, Florianópolis (SC)
Pautas: startups, tecnologia, ecossistema, inovação
Perfil: founders, investidores, operadores

CASE Startups

Evento focado em empreendedorismo e liderança, tradicional no calendário do ecossistema brasileiro.

Data: 26 e 27 de novembro de 2026
Local: USP, São Paulo (SP)
Pautas: empreendedorismo, startups
Perfil: founders early-stage, comunidade startup

HackTown

Festival que mistura tecnologia, cultura e novas formas de pensar negócios, com forte apelo criativo e experimental.

Data: 3 a 7 de setembro de 2026
Local: Santa Rita do Sapucaí (MG)
Pautas: inovação, criatividade, tecnologia
Perfil: founders, criativos, profissionais de inovação

Gramado Summit

Evento que combina conteúdo de negócios, inovação e marketing, com forte apelo de networking e troca entre profissionais.

Data: 6 a 8 de maio de 2026
Local: Serra Park, Gramado (RS)
Pautas: inovação, marketing, negócios digitais
Perfil: founders, profissionais de marketing, produtos digitais

Minas Summit

Destaque no ecossistema mineiro, conecta startups a empresas e iniciativas de inovação aberta, fortalecendo o hub regional.

Data: 17 e 18 de junho de 2026
Local: Minascentro, Belo Horizonte (MG)
Pautas: inovação, startups, ecossistema regional
Perfil: startups, corporates, investidores locais

A ascensão das verticais e deep techs

Em 2026, o mercado passa a buscar profundidade. Eventos que antes eram considerados de nicho deixam de ocupar espaços periféricos e se tornam centrais na agenda do ecossistema.

Encontros como o AI Festival, o Febraban Tech e o Deep Tech Summit refletem a migração do capital e da atenção para tecnologias de base científica, inteligência de dados e soluções que atacam problemas estruturais de mercado.

Confira os principais eventos:

AI Festival

Encontro focado em aplicações práticas de inteligência artificial para negócios, produto e operação, com forte recorte em casos reais e implementação.

Data: 13 e 14 de maio de 2026
Local: São Paulo (SP)
Pautas: inteligência artificial, automação, futuro do trabalho
Perfil: founders, líderes, profissionais de tecnologia

Febraban Tech

Principal evento de tecnologia do setor financeiro no Brasil, reunindo bancos, fintechs, big techs e reguladores para discutir o futuro dos serviços financeiros.

Data: 24 a 26 de agosto de 2026
Local: Distrito Anhembi, São Paulo (SP)
Pautas: fintech, tecnologia bancária, inovação financeira
Perfil: bancos, fintechs, executivos, empresas de tecnologia

Health Meeting Brasil

Evento focado em inovação em saúde, reunindo startups, empresas do setor, investidores e profissionais para discutir tecnologia aplicada ao cuidado, gestão e eficiência do sistema de saúde.

Data: 22 a 24 de setembro de 2026
Local: FIERGS, Porto Alegre (RS)
Pautas: healthtech, inovação em saúde, tecnologia aplicada
Perfil: startups, health providers, investidores

Fintouch

Encontro organizado pela ABFintechs com foco em fintech, regulação e inovação financeira, conectando startups, executivos do setor e agentes reguladores.

Data: 15 de abril de 2026 (Brasília) e 10 de junho de 2026 (São Paulo)
Local: Brasília (DF) e São Paulo (SP)
Pautas: fintech, regulação, inovação financeira
Perfil: fintechs, reguladores, executivos

BioSummit

Evento voltado à inovação científica e biotecnologia, com foco em soluções deep tech aplicadas à saúde, indústria e sustentabilidade.

Data: 6 e 7 de maio de 2026
Local: Campinas (SP)
Pautas: biotech, health, deep tech
Perfil: startups, pesquisadores, investidores

Deep Tech Summit

Evento focado em tecnologias de base científica e inovação de longo prazo, conectando startups deep tech, pesquisadores e fundos especializados.

Data: 10 a 14 de agosto de 2026
Local: São Paulo (SP)
Pautas: deep tech, ciência, inovação
Perfil: startups deep tech, VCs, pesquisadores

Digital Tech Show

Encontro voltado à transformação digital e tecnologia corporativa, com forte presença de executivos e lideranças de inovação.

Data: 5 e 6 de maio de 2026
Local: São Paulo (SP)
Pautas: transformação digital, IA, tecnologia corporativa
Perfil: executivos, inovação, enterprise

VTEX Day

Um dos maiores eventos de e-commerce e tecnologia do país, reunindo grandes marcas, plataformas, soluções SaaS e profissionais de marketing digital.

Data: 16 e 17 de abril de 2026
Local: São Paulo (SP)
Pautas: e-commerce, tecnologia, D2C
Perfil: e-commerces, SaaS, marketing

D2C Summit

Evento focado em marcas direct-to-consumer, com discussões sobre growth, aquisição, retenção e operação de negócios digitais.

Data: 30 de setembro e 1 de outubro de 2026
Local: São Paulo (SP)
Pautas: marcas D2C, growth, e-commerce
Perfil: founders, marketing, produto

Marketing, vendas e economia da experiência

Para quem foca em aquisição de clientes, crescimento de receita e construção de marca, 2026 também reserva um calendário relevante. O Fire Festival segue como um dos principais marcos do ano, mas eventos mais focados em liderança e execução estratégica, como o CMO Summit Brasil, também ganham destaque.

Vale lembrar que o RD Summit já havia anunciado que 2026 será um ano de pausa, com retorno previsto apenas para 2027, o que torna esses outros encontros ainda mais relevantes para quem atua em marketing, vendas e growth.

Confira os principais eventos do ano nessa frente:

Fire Festival

Evento organizado pela Hotmart, com foco em crescimento, marketing e economia digital, reunindo creators, empresas de tecnologia e profissionais de aquisição.

Data: 10 a 12 de setembro de 2026
Local: Belo Horizonte (MG)
Pautas: marketing digital, growth, produtos digitais
Perfil: founders, marketing, creators

CMO Summit

Evento voltado à troca estratégica entre lideranças de marketing, com discussões sobre posicionamento, crescimento, gestão de times e decisões orientadas a dados.

Data: 25 e 26 de março de 2026
Local: São Paulo (SP)
Pautas: liderança de marketing, estratégia, crescimento
Perfil: CMOs, líderes de marketing

Futurecom

Evento tradicional do setor de telecom e tecnologia, com foco em infraestrutura, conectividade e inovação aplicada ao mercado corporativo.

Data: 6 a 8 de outubro de 2026
Local: São Paulo (SP)
Pautas: telecom, conectividade, tecnologia corporativa
Perfil: grandes empresas, startups enterprise, executivos

Curadoria regional: a força dos hubs

A inovação brasileira é, hoje, multipolar. O desenvolvimento de tecnologia e novos negócios não está concentrado em um único eixo, mas distribuído por diferentes regiões do país, cada uma com suas vocações, mercados e dinâmicas próprias.

Eventos como o Minas Summit, a Semana Caldeira (RS) e o REC’n’Play (PE) mostram como esses hubs regionais ganharam relevância. Para empresas que buscam expansão nacional, esses encontros funcionam como portas de entrada para entender particularidades locais, acessar talentos e construir relações estratégicas fora dos grandes centros tradicionais.

Alguns dos principais eventos regionais de 2026 são:

Startup Day 2026

Evento descentralizado que acontece simultaneamente em centenas de cidades brasileiras, com foco em fortalecer ecossistemas locais e apoiar startups em diferentes estágios.

Data: 21 de março de 2026
Local: Diversas localidades
Pautas: startups, venture capital, inovação corporativa, tecnologia
Perfil: empreendedores com ideias de negócios, startups em ideação, validação, tração ou escala

São Paulo Innovation Week

Evento que integra diferentes iniciativas de inovação na capital paulista, conectando startups, empresas e setor público em uma programação ampla e diversa.

Data: 13 a 15 de maio de 2026
Local: São Paulo (SP)
Pautas: inovação, startups, impacto, tecnologia
Perfil: startups, empresas, setor público

Rio Innovation Week

Voltado à inovação de impacto, reúne atores públicos e privados em uma agenda que conecta tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.

Data: 4 a 7 de agosto de 2026
Local: Pier Mauá, Rio de Janeiro (RJ)
Pautas: inovação, impacto, tecnologia
Perfil: startups, empresas, governo

Smart City Expo Curitiba

Evento referência em inovação urbana e cidades inteligentes, com foco em soluções para mobilidade, governança, sustentabilidade e tecnologia pública.

Data: 25 a 27 de março de 2026
Local: Curitiba (PR)
Pautas: smart cities, govtech, urban tech
Perfil: startups, setor público, empresas

REC’n’Play

Festival gratuito que conecta tecnologia, cultura e inovação, com forte engajamento da comunidade local e foco em educação e criatividade.

Data: 11 a 14 de novembro de 2026
Local: Recife (PE)
Pautas: tecnologia, inovação, educação
Perfil: comunidade, startups, criativos

Semana Caldeira

Evento voltado ao fortalecimento do ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul, conectando startups, empresas e iniciativas locais.

Data: 21 a 25 de setembro de 2026
Local: Porto Alegre (RS)
Pautas: inovação, startups, comunidade
Perfil: startups, corporates, ecossistema local

Em quais eventos você deve estar presente?

Com o calendário cada vez mais inflado, o segredo não é estar em todos, mas saber qual evento ressoa com o seu momento atual. Antes de garantir um ingresso, considere:

  • Objetivo: você busca fundraising, novos clientes (B2B sales), parcerias estratégicas ou upskill técnico?
  • Densidade de público: eventos massivos são ótimos para branding e visão macro. Eventos de nicho são onde os deals reais costumam acontecer no detalhe.
  • ROI de tempo: considere o deslocamento e a agenda paralela (os famosos side events costumam ser tão valiosos quanto o palco principal).

Para aproveitar 2026 sem sofrer de FOMO, equilibre a sua agenda com pelo menos um evento grande e de dois a três nichados, conforme maior interesse e perfil do seu negócio.

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Web Summit Lisboa 2025: tendências e destaques https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/web-summit-lisboa-2025-destaques-e-tendencias/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/web-summit-lisboa-2025-destaques-e-tendencias/#respond Fri, 14 Nov 2025 20:41:27 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3183 Web Summit Lisboa 2025 destaca IA, robótica e novas formas de organização do trabalho em um dos maiores eventos globais de tecnologia.

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O Web Summit Lisboa 2025 reuniu 71.386 participantes de 157 países e consolidou mais uma vez o papel do evento como um dos maiores encontros globais de tecnologia e inovação. Ao todo, 2.725 startups de 108 países apresentaram suas soluções — 40% delas lideradas por mulheres — e delegações governamentais de 87 nações marcaram presença.

Entre palcos, pitch sessions, mentorias e encontros estratégicos, a edição deste ano se tornou mais uma evidência da transformação que estamos vivendo este ano: a inteligência artificial deixou de ser promessa e se tornou uma infraestrutura central dos negócios.

IA como infraestrutura: o centro das discussões

Se no passado a IA aparecia como “tendência de futuro”, em 2025 ela se apresenta como base operacional de empresas de todos os tamanhos. Painéis corporativos, demonstrações técnicas e pitches de startups reforçaram a mesma direção: a IA está deixando de ser uma feature e passando a operar processos inteiros.

Casos trazidos por grandes companhias, como os workflows preditivos aplicados pela Red Bull Racing, ilustraram como times de engenharia, logística e operações estão usando modelos para identificar gargalos, antecipar falhas e automatizar fluxos de produção.

Esse movimento apareceu também em diferentes setores, incluindo varejo e consumo, com startups demonstrando sistemas capazes de prever demanda, ajustar preços automaticamente e reescrever campanhas de marketing em tempo real.

A era dos agentes de IA e o novo desenho do trabalho

Uma das narrativas mais citadas no evento foi a evolução dos modelos generativos para modelos agentivos, no qual as IAs são capazes de executar tarefas completas, coordenar processos e interagir com sistemas internos de forma autônoma.

Painéis destacaram que as empresas começam a adotar uma organização híbrida, onde humanos trabalham junto a agentes inteligentes que assumem partes operacionais do dia a dia. O tema apareceu não como especulação, mas como nova estrutura de trabalho, reforçada por casos práticos e ferramentas apresentadas no evento.

Robótica e IA física ganham protagonismo

Demonstrações de robôs com coordenação física avançada chamaram atenção e simbolizaram uma tendência crescente: hardware e software inteligente evoluindo juntos. As apresentações reforçaram que a próxima onda de inovação não estará apenas em modelos generativos, mas também na combinação entre IA, sensores, movimento e automação, sendo base para novas aplicações industriais, logísticas e até domésticas.

Organizações preditivas: quando tudo é antecipado antes de quebrar

De healthtechs a fintechs, passando por supply chain e segurança, o Web Summit trouxe uma forte presença de soluções preditivas. Foram exibidos sistemas capazes de antecipar picos de demanda, prever falhas críticas, modelar comportamento de usuários e ajustar operações em tempo real.

Nas palavras de vários palestrantes, 2025 marca a transição para um ambiente onde processos não são apenas automatizados, mas autogeridos.

Economia dos criadores e mídia inteligente

Outro destaque foi a evolução da Creator Economy para uma Creator AI Economy. Novas ferramentas, como as apresentadas em parcerias anunciadas no evento, mostram que criadores e marcas passam a contar com modelos que geram conteúdos, testam versões, redistribuem campanhas e otimizam o investimento automaticamente.

Para executivos de marketing, a tendência reforça um mesmo ponto: publicidade e conteúdo caminham para sistemas vivos, que se corrigem e evoluem sozinhos.

Presença brasileira cresce no mapa global

O Brasil teve participação recorde em palcos, estandes e agendas oficiais, mostrando força em áreas como IA, pagamentos, energia limpa e indústria 4.0. A presença nacional reflete um movimento observado por analistas do evento de que ecossistemas emergentes estão ganhando mais tração global, ocupando espaço antes concentrado em polos tradicionais.

Startup portuguesa vence o Pitch 2025

A edição deste ano premiou a portuguesa Granter, fundada por Bernardo Seixas e Bernardo Tavares. A startup conecta pequenas e médias empresas a fundos comunitários, reforçando a maturidade crescente do ecossistema português e o papel de Lisboa como hub de inovação na Europa.

A edição do Web Summit Lisboa 2025 deixou alguns sinais para acompanharmos sobre o que vem a seguir no mercado global:

  • IA está se tornando infraestrutura crítica, não acessório.
  • A vantagem competitiva passa a depender de execução preditiva e automação inteligente.
  • Agentes autônomos começarão a ocupar funções hoje distribuídas entre várias frentes operacionais.
  • Empresas e equipes precisarão se adaptar a uma organização híbrida, com pessoas e sistemas trabalhando lado a lado.
  • Ecossistemas emergentes (como o próprio Brasil e Portugal) estão ampliando presença e relevância global.
  • Startups “nativas de IA” estão ganhando espaço em setores historicamente dominados por Big Techs.

Agora, não se trata mais de acompanhar tendências, mas de construir negócios capazes de operar em um mundo movido por inteligência, automação e sistemas autônomos. O ritmo acelerado visto em Lisboa indica que essa mudança já está em curso.

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5 aprendizados do Startup Summit 2025 para founders e CEOs https://the.beatstrap.com.br/colunistas-e-opiniao/conteudo-startup-summit-2025/ https://the.beatstrap.com.br/colunistas-e-opiniao/conteudo-startup-summit-2025/#respond Fri, 05 Sep 2025 13:47:01 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2672 Insights práticos das palestras e painéis que presenciei no Startup Summit 2025 e que podem ser útil para a sua startup também.

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Se tem uma coisa que todo mundo concordou no Startup Summit deste ano é: founders precisam aprender a ouvir. Principalmente o cliente, mas também o mercado e até os sinais internos da própria empresa. Pode parecer óbvio, mas é justamente no óbvio que muitos negócios derrapam.

É claro que eu não fui a todas as palestras e painéis, mas praticamente todos em que estive passaram essa mensagem.

Além deste, trouxe aqui meus highlights — aqueles pontos que continuam ecoando na cabeça dias depois do evento.

Branding e marketing: mais do que campanha bonita

No painel sobre marketing e branding, Pedro Sampaio, Marketing Manager Senior do Nubank, reforçou que a construção de marca começa muito antes de qualquer campanha de mídia. 

Para ele, o ponto de partida está no social listening: entender de quais termos o público associa à empresa e como conversa sobre ela. Esse processo, disse, não é luxo, mas base e precisa atravessar a organização inteira. “Não adianta ter uma comunicação divertida com o público se, na ponta, o vendedor atende de forma engessada”, provocou.

Além disso, Sampaio defendeu que branding é mensurável, sim. Pode ser por indicadores mais básicos, como NPS e reputação, até análises de funil de marca. O risco, segundo ele, está em se perder no excesso: muitas métricas sem clareza sobre quais realmente importam para o negócio.

Ele também deixou uma frase polêmica no ar: “performance não constrói branding”. Cada empresa pode — e deve — decidir o quanto investir em diferentes frentes, mas não existe uma fórmula mágica que equilibre performance e marca.

Lucas (Yoko) Yokota, COO da Purple Metrics, trouxe uma visão complementar. Para ele, a estratégia de branding parte de uma pergunta simples: “como você quer ser visto e lembrado?”. Não se trata necessariamente de grandes investimentos, mas de clareza sobre qual imagem a empresa quer projetar.

Yoko também lembrou que, em alguns contextos, campanhas de performance fazem sentido, especialmente quando já existe mercado consolidado; em outros, o branding pode ser mais eficiente. Ou seja, não há obrigatoriedade de conexão direta entre os dois mundos.

As falas convergiram em um ponto central: branding não pode ser tratado como acessório. Seja pelo viés mais analítico e provocativo de Sampaio, seja pela abordagem mais pragmática de Yokota, ambos reforçaram que a marca precisa ser pensada como parte da estratégia do negócio desde o início.

Anti-growth playbook: erros que viraram aprendizado

Nessa palestra, Ricardo Gott, cofundador da Conta Simples, abriu o jogo sobre seus principais tropeços na jornada de crescimento.

A primeira lição veio da formação do time de vendas: tentar delegar cedo demais, sem liderança dedicada e sem processo validado, resultou em um time sem força. A virada aconteceu quando o founder assumiu a frente, estruturou um time pequeno e selecionado, e acompanhou de perto a evolução dos processos. O resultado foi um crescimento exponencial, com métricas sólidas e 50% da nova receita vindo do canal de vendas.

O segundo tropeço veio com o cartão de crédito. Um produto com potencial, mas que sofreu com processos complexos, falta de dono claro e desalinhamento entre áreas. A correção veio com simplificação radical (de 17 etapas para 6), definição de um responsável e uma meta corporativa para o produto. Em seis meses, a receita multiplicou por 2,5.

A terceira experiência foi no lançamento de novos produtos. Três chegaram ao mercado, mas dois foram pivotados e um encerrado. O erro, segundo os founders, foi tomar decisões internas sem estrutura dedicada nem validação constante com os clientes. A lição: produtos secundários sempre tendem a ser despriorizados — e sem contato direto com o cliente, a chance de fracasso é alta.

O contraponto veio com o case da conta global, lançada com time 100% dedicado e validação intensa com clientes. Em três meses, a nova frente já superava a receita dos outros produtos. Como resumiu o CEO: “tem que derrapar uma hora ou outra, só não pode quebrar”.

Educação em escala: Alura e G4 Educação

No painel que reuniu a CEO do G4, Misa Antonini, e o cofundador e atual CEO da Alura, Adriano Almeida, o foco foi como construir negócios de educação em escala na América Latina.

Do lado do G4, os pilares foram claros: autoridade, distribuição e audiência. Nos últimos dois anos, a empresa também passou por um processo de desvincular sua marca dos fundadores, criando canais próprios que não dependem da exposição individual dos sócios. O contato próximo com os alunos abriu espaço para novas oportunidades, como a ideia de um marketplace da própria comunidade.

A Alura reforçou seu “código fonte”: ser mission-driven e apostar na força da comunidade. O equilíbrio entre educação, lucro e escala foi descrito quase como um ciclo em que cada elemento alimenta o outro. E, assim como o G4, a empresa demonstrou desapego estratégico: iniciativas que não se conectam ao core são encerradas, mesmo que tragam algum resultado no curto prazo.

Ambos também destacaram o impacto da inteligência artificial na educação. Para o G4, por exemplo, a IA já permite ganhos de produtividade que evitaram a necessidade de ampliar o time desde 2022. O consenso foi de que IA não substitui o aprendizado, mas abre espaço para hiperpersonalização e eficiência em larga escala.

Go-to-market B2B: eficiência e metas realistas

A palestra sobre go-to-market, realizada por Felipe Coelho, da ABSeed, trouxe um ponto que parece óbvio, mas que segue sendo um erro recorrente: metas mal desenhadas. Muitas vezes elas já nascem impossíveis, seja por excesso de otimismo ou por metodologia mal aplicada — seja top-down ou bottom-up.

Outro aprendizado relevante foi sobre onde buscar crescimento. Nem sempre está em trazer novos clientes: vender na base — por meio de upsell, novos produtos, serviços ou até correções de preços — pode gerar impacto tão grande quanto conquistar novos contratos.

Também ficou o alerta: os maiores clientes nem sempre são os melhores. O verdadeiro PMF está na percepção de valor, não apenas no tamanho do contrato. E, para garantir eficiência de capital, a métrica a observar é clara: quanto dinheiro você gasta para gerar um novo ARR. Se esse número for maior que 1, é hora de revisar a estratégia.

De modo geral, o Startup Summit 2025 reforçou algo importante: o crescimento pode vir de várias frentes, mas ele depende sempre de proximidade com o cliente. Seja para validar produto, medir marca, ajustar metas ou lançar novas iniciativas, quem não escuta está sempre a um passo de errar feio.

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VI ACATE Pitch Day: uma discussão sobre IA e startups escaláveis na prática https://the.beatstrap.com.br/colunistas-e-opiniao/vi-acate-pitch-day-visao-geral/ https://the.beatstrap.com.br/colunistas-e-opiniao/vi-acate-pitch-day-visao-geral/#respond Mon, 14 Jul 2025 09:15:02 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=1139 Diana Lopes esteve presente no VI ACATE Pitch Day, em Florianópolis, e mostra suas percepções sobre o que viu e ouviu.

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Ontem, sentei pra ouvir — e anotar — tudo o que rolou em mais um evento que reúne startups, pitches de soluções promissoras e um painel que, dessa vez, trouxe no centro da conversa: como a IA se aplica em startups escaláveis?

A pergunta não dita que paira em torno desse tema é: “A IA é pra hoje. Mas ela, sozinha, escala de fato o seu negócio?”

A discussão, muito bem moderada por Fábio Ferrari, diretor do programa ACATE Invest e investidor anjo, girou em torno de startups escaláveis, o papel real da inteligência artificial, até onde ela empurra o P&D (pesquisa e desenvolvimento) e onde entra a visão de longo prazo, que nenhuma API pronta faz sozinha.

Quem estava no palco? Além de Fábio, como moderador, estavam os convidados Caroline Dallacorte, head de Portfólio da ACE Ventures, e Gabriel Fernandes, diretor da Vertical Varejo na ACATE e CEO da Instivo.

O que foi debatido e as conclusões

Diante de temáticas e questionamentos trazidos pelo moderador, cada um dos convidados trouxe pontos de vista (que, no geral, se complementaram muito bem) e que, no fim, tocavam na mesma ferida: qualquer IA, por mais poderosa que pareça, não é estratégia de crescimento se não estiver amarrada num modelo de negócio claro.

Diante da discussão sobre como essa tecnologia se encaixa (ou não) num modelo de negócio escalável de verdade, algumas conclusões puderam ser tiradas…

Primeiro, algo que se consolidou como um fato: a IA acelera o processo de P&D (pesquisa e desenvolvimento), reduz investimento de tempo e recursos e valida MVPs mais rápido. Os agentes de IA (bem construídos) conseguem encurtar a distância da ideia à concepção de um protótipo funcional.

Mas aí vem a virada da segunda conclusão: a IA não substitui a visão de escalabilidade real. Ela valida mais rápido, sim, mas quem faz crescer é o que vem depois. Ou seja, a estratégia de negócios, time comercial e um modelo de receita sustentável.

No meio disso tudo, apareceu a frase que define uma terceira conclusão: feature sozinha não é produto. E a realidade da qual estamos diante é que, se você pensar em um produto a base de integração com o GPT, por exemplo, seis meses depois (ou até menos) o próprio modelo do ChatGPT solta uma versão que faz exatamente o que a sua solução promete e, muitas vezes, com acessos gratuitos. Ou seja, o seu futuro morre muito rápido.

Outro ponto que se repetiu: o cliente não quer mais saber como usar, ele quer falar pra solução o que ele precisa e ela que dê seu jeito de resolver. Chegamos num estágio em que as soluções de IA também estão virando tendência plug-and-play. 

No painel, ficou claro também que IA não precisa ser modelo de negócio. Pode (e deve) ser auxiliadora de processos internos: otimiza tempo, reduz tarefas repetitivas, deixa a equipe enxuta e abre espaço no caixa para investir em áreas mais estratégicas.

E por conta disso também, as equipes enxutas são cada vez mais uma realidade, e a IA passa a ser um aspecto normal do dia a dia.

Inclusive, um dos questionamentos da audiência, mais tarde, foi sobre a possibilidade e viabilidade da “empresa de 1 milhão realizada por 1 pessoa”. Ao qual Fábio respondeu que acredita ser complicado e, do ponto de vista de investidor anjo, ele dificilmente apostaria em uma empresa de uma pessoa só ainda mais se for um primeiro empreendimento.

No encerramento do painel, Fábio comentou sobre sua animação com possibilidades ainda não exploradas a partir de inteligências artificiais — as que são, de fato, inovadoras. Nesses casos, a IA precisa nascer a partir de dados proprietários, para garantir um roadmap de escalabilidade real e uma diferenciação de mercado.

Esse ponto foi reforçado pela fala da Caroline, que também trouxe, no fechamento, uma pergunta prática que pouca gente faz, mas é fundamental: “Como a IA pode matar o meu negócio?”

E ela ainda exemplificou com um caso prático do aparelho invisível Invisalign: eles possuem um tipo de scanner que o cliente, em casa, consegue utilizar rapidamente para o processo de análise da arcada dentária, que então é enviado via sistema online e indica qual a evolução e próximos passos de uso dos aparelhos — e já atualizando diretamente o dentista responsável também. 100% automatizado e integrado à inteligência artificial própria para facilitar a vida de ambos cliente e dentista.

É o tipo de uso de IA que pode passar despercebido, mas mostra como ela pode existir para resolver questões práticas e de maneira bastante acessível.

Para amarrar, Gabriel completou com uma fala que eu achei deveras curiosa, mas foi bem esclarecida: “Andar devagar, sem ser lento.” É uma visão de quem enxerga o futuro e como a evolução da IA pode tanto atrapalhar quanto ajudar as startups.

Você precisa andar devagar para não desperdiçar tempo, recurso e investimento em algo que vai “morrer” em poucos meses, mas não pode ser lento a ponto de deixar que a concorrência faça, antes de você, uma inovação que sua startup tinha total capacidade de lançar primeiro.

Startups que fizeram pitch e vencedores

Após o painel, veio o momento mais esperado, a apresentação dos pitches. Dessa vez, quem esteve diante dos jurados foram:

  • Multiagents: plataforma que permite ter agentes de inteligência artificial trabalhando para os times de empresas, atuando de forma autônoma, 24/7, em canais como WhatsApp, e-mail, Instagram, telefone e outros, realizando tarefas humanas com escalabilidade
  • Coft: plataforma que segmenta clientes para restaurantes de delivery, identificando padrões de comportamento e acionando campanhas personalizadas via WhatsApp com poucos cliques.
  • Beepay: soluções tecnológicas avançadas para autoatendimento (totens de minimercado, por exemplo), eliminando processos manuais e revolucionando a experiência de compra.
  • Ga.ia: solução baseada em inteligência artificial para gerenciar ações e padrões de exigência de sustentabilidade nas empresas.
  • Rauzee: software para construtoras, incorporadoras, imobiliárias, corretores de imóveis e correspondentes bancários que centraliza todas as demandas e informações de gestão.
  • Libber Campers: o airbnb do motor home. Plataforma que conecta proprietários de motorhomes a viajantes para que o aluguel de motorhome seja simples e prático.

Após todas as apresentações, os jurados decidiram pelo top 3 vencedor: em 1º lugar ficou a Ga.ia, em 2º a Beepay e, em 3º, a Rauzee.

Essas, que mais chamaram atenção, não venderam só IA. Trouxeram IA aplicada a algo que resolve uma dor real, seja na forma de processos internos mais eficientes, seja na experiência do cliente, que quer ter a mínima curva de aprendizado e o máximo de resultado.

O que ficou pra mim dessa experiência é que equipes enxutas, processos bem encaixados e um uso inteligente de IA podem abrir muito espaço pra crescer, mas só quando o modelo de negócio fecha a conta.

Sobre o evento

O VI ACATE Pitch Day aconteceu na ACATE Downtown, no centro de Florianópolis no último dia 09 de julho, e é uma iniciativa da ACATE Invest — um programa da ACATE com objetivo de promover a conexão entre startups e investidores anjo, fundos de investimentos e corporações.

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