inovação aberta Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/inovacao-aberta/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Fri, 28 Nov 2025 12:18:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp inovação aberta Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/inovacao-aberta/ 32 32 Startups ganham espaço: 33% das empresas planejam investir mais em inovação aberta https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/empresas-querem-ampliar-inovacao-aberta-brasil/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/empresas-querem-ampliar-inovacao-aberta-brasil/#respond Fri, 28 Nov 2025 12:18:07 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3339 Estudo mostra que 33% das empresas brasileiras pretendem ampliar investimentos em inovação aberta, sinalizando maior demanda por startups.

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O novo estudo “Inovação Aberta no Brasil”, realizado pelo Torq, hub de inovação da Evertec Brasil, em parceria com o Sling Hub, mostra que 33% das empresas brasileiras pretendem aumentar os investimentos em colaboração com startups nos próximos anos. O dado reflete uma maturidade crescente entre grandes corporações: 73% já possuem iniciativas consolidadas com orçamento recorrente, indicando que inovação aberta deixou de ser projeto experimental e passou a integrar a estratégia de longo prazo do setor empresarial no país.

A pesquisa mapeou 87 empresas com iniciativas ativas de inovação aberta e 33 delas responderam detalhadamente sobre práticas, formatos e desafios. O retrato é que programas contínuos de parceria com startups já estão presentes em um terço das organizações, enquanto 24% ainda operam iniciativas piloto e apenas 9% estão em fase de estruturação. A predominância também segue concentrada em grandes corporações, com 57% das empresas mapeadas tendo mais de 10 mil funcionários.

O avanço se torna ainda mais relevante ao observar como as empresas colaboram. Provas de conceito, conhecidas como PoCs, são adotadas por 91% das organizações; contratação de soluções prontas aparece em 85%; e parcerias comerciais surgem em 82%. Programas de aceleração e estruturas de Corporate Venture Builder aparecem em 76%, enquanto o investimento direto via Corporate Venture Capital, o CVC, é praticado por 61%. É um movimento que demonstra que a integração entre startups e corporações está deixando de ser periférica e começa a ganhar escala industrial.

Para startups e investidores, a mudança tem impacto direto. Com 33% das empresas aumentando o orçamento, áreas como inteligência artificial, dados, automação, eficiência operacional e sustentabilidade se tornam ainda mais estratégicas. Segundo o estudo, IA e dados concentram 91% das prioridades de investimento corporativo, seguidos por automação (79%), ESG (36%) e saúde e bem-estar (33%). O mapa ajuda a orientar tanto o desenvolvimento de produto quanto as teses de venture capital.

O estudo também revela o próximo desafio: escalar. Embora o número de PoCs e pilotos tenha aumentado, muitas corporações ainda enfrentam dificuldades para transformar projetos bem-sucedidos em adoção massiva. O obstáculo não está apenas em investimento, mas em governança interna, integração tecnológica e capacidade de absorção. Como aponta Thiago Iglesias, head do Torq, “a integração pode gerar muitas oportunidades, acelerando o desenvolvimento de tecnologias e a transformação de empresas”, mas depende de estruturas que consigam sustentar essa velocidade.

A inovação aberta está deixando de ser acessório e se tornando infraestrutura estratégica. Isso significa ciclos de venda mais previsíveis para as startups, maior abertura para pilotos e um ambiente de adoção corporativa mais maduro. Para o ecossistema brasileiro, mostra que o próximo ciclo de crescimento pode vir justamente da interseção entre grandes empresas e soluções externas. A oportunidade está colocada e agora é observar quem conseguirá transformar colaboração em escala real.

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Inovação aberta: a ponte entre startups e grandes empresas https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/inovacao-aberta-nas-empresas/ https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/inovacao-aberta-nas-empresas/#respond Mon, 14 Jul 2025 09:48:09 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=1151 Startups na inovação aberta: como grandes empresas abrem espaço para parcerias, o que funciona e quando faz sentido.

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A ideia de inovar não precisa ficar restrita a um laboratório interno ou a um time de P&D (produto e desenvolvimento) isolado.

Para muitas empresas, abrir espaço para colaborar com quem está fora — startups, universidades, parceiros, fornecedores — tem se mostrado uma forma prática de ganhar velocidade, aplicar tecnologia de forma inteligente e resolver problemas complexos com mais eficiência.

A inovação aberta nas empresas traz um cenário que, ao invés de depender só de recursos e expertise internos, as organizações buscam combinar o que já têm com ideias, pesquisas e soluções que vêm de fora.

Hackathons, parcerias, aceleração de startups, ecossistemas de co-criação — tudo isso faz parte de um movimento que, na prática, conecta desafios de negócio com soluções de nicho que já estão sendo testadas no mercado.

Uma visão geral sobre a inovação aberta nas empresas

O que é?

Na essência, inovação aberta é quando uma empresa decide combinar o que faz internamente com o que pode vir de fora — seja conhecimento, tecnologia, pesquisa ou até modelos de negócio prontos.

Isso pode acontecer de várias formas, como parceria com universidades, programas de aceleração de startups, hackathons, desafios de cocriação ou até investimento direto em outras empresas. O ponto é usar o ecossistema como extensão do próprio time.

Por que ganhou força nos últimos anos?

Com cada vez mais soluções de nicho surgindo de startups e centros de pesquisa, tentar reinventar tudo dentro de casa ficou caro, lento e pouco eficiente. A inovação aberta virou alternativa para resolver gargalos, reduzir custos e acessar tecnologia que, muitas vezes, já está pronta e rodando.

Exemplos e formatos

  • Hackathons que unem pessoas de dentro e de fora pra resolver problemas reais.
  • Corporate Venture Capital (CVC), onde empresas investem em startups alinhadas ao core.
  • Labs e hubs de inovação, que viram ponte com pesquisadores, fornecedores e parceiros.
  • Programas de inovação aberta, que contratam soluções prontas ou startups para rodar uma prova de conceito (POC).

Riscos e erros comuns

Nem toda iniciativa aberta vira entrega real. O risco mais frequente é rodar um programa sem objetivo claro — ou sem patrocínio interno pra integrar o que foi testado. Outro erro comum é virar “inovação de marketing”, quando as ideias ficam na vitrine, mas não escalam.

Benefícios quando bem feito

Quando conecta necessidade de negócio com solução de mercado, a inovação aberta traz velocidade, economia e repertório novo pra dentro. É assim que surgem novas linhas de receita, spin-offs e, muitas vezes, parcerias de longo prazo que fortalecem o core.

O papel de empresas e startups nesse processo

Hoje, grandes grupos no Brasil já rodam programas estruturados de inovação aberta: Casas Bahia, Santander, Grupo Koch, Renner, Grupo Panvel, O Boticário, entre outros. E investem em POCs, aceleração e até aquisição de soluções de startups para resolver gargalos que vão de logística à experiência do cliente.

Pra inovação aberta funcionar de verdade, cada parte precisa saber o que está colocando na mesa. A empresa traz problema real e também capital. A startup ou parceiro externo traz tecnologia, agilidade e know-how de nicho que seria caro (ou demorado) pra construir sozinho.

Na prática, funciona melhor quando a empresa não tenta engessar tudo com burocracia — mas também não deixa o processo sem dono. É papel do time interno dar clareza sobre o desafio, abrir dados quando fizer sentido e garantir que a solução testada não morra na gaveta.

Do lado da startup, é preciso entender se o fit existe de verdade. Nem todo contrato com corporação é oportunidade boa: POC mal amarrada ou desafio genérico demais pode gastar tempo de quem precisa focar em tração real.

Quando vale rodar uma POC em inovação aberta

Rodar uma prova de conceito (POC) faz sentido quando existe um problema claro e quando testar fora é mais rápido ou barato do que construir tudo do zero. Funciona bem para validar tecnologia, modelo de entrega ou até parceria estratégica antes de escalar.

O erro é tratar POC como fim em si mesma. Muita empresa cai na armadilha de colecionar protótipos bonitos que não passam do post-it. Do lado da startup, o risco é investir tempo em algo que não tem sponsor ou budget real pra virar contrato de verdade.

Vale perguntar: isso faz sentido pra sua estratégia de tração? Se a resposta for não, talvez seja melhor guardar energia pra onde o impacto é real.

No fim, a inovação aberta nas empresas pode ser um caminho real para você validar tecnologia, ganhar tração e acessar mercados que talvez demorassem mais para alcançar sem essa etapa.

Mas pra isso acontecer, vale o mesmo princípio: tenha clareza do problema que você resolve, alinhe expectativa com quem contrata e não embarque em POC que não tem sponsor pra virar contrato real.

Nem toda porta aberta vale a pena, mas a que conecta solução de nicho com escala de mercado pode fazer toda a diferença.

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