sociedade em startups Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/sociedade-em-startups/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Wed, 10 Dec 2025 17:15:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp sociedade em startups Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/sociedade-em-startups/ 32 32 O que sustenta uma sociedade por 10 anos? A trajetória da dupla por trás da Prolog https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/prolog-app-sociedade-que-funciona/ https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/prolog-app-sociedade-que-funciona/#respond Thu, 04 Dec 2025 16:12:07 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3359 Como a Prolog manteve seus founders alinhados por quase 10 anos e o que essa estabilidade revela sobre cultura e execução em startups.

The post O que sustenta uma sociedade por 10 anos? A trajetória da dupla por trás da Prolog appeared first on The beatstrap.

]]>
No ecossistema de tecnologia, a história de uma startup costuma ser contada pelos números: crescimento trimestral, rodadas, produtos lançados, logos na vitrine. O que raramente aparece no gráfico é o elemento mais instável (e, ao mesmo tempo, mais determinante) da trajetória de qualquer empresa nascente: a relação entre os fundadores.

À medida que o negócio avança, a operação cresce e a complexidade aumenta, a sociedade passa a ser testada em múltiplas frentes. Divergências de visão, distribuição desigual de responsabilidades, desgaste emocional, sobrecarga, ruídos de comunicação e incompatibilidade no ritmo de execução são fatores que transformam uma boa ideia inicial em uma convivência improvável.

Por isso, dissoluções societárias se tornaram quase parte da estatística do setor. É raro ver uma dupla ou trio atravessar quase uma década de construção sem problemas internos ou rupturas no meio do caminho.

Mas existem exceções que revelam mais sobre cultura, alinhamento e maturidade do que qualquer manual formal de governança. A história da Prolog App é uma delas.

O que realmente separa (e o que sustenta) sociedades no caminho

O crescimento de uma startup não é linear. Ele muda de fase, exige novas competências, pressiona estruturas frágeis e expõe tensões antes invisíveis. A cada salto a sociedade é convocada a renegociar papéis, expectativas e limites — do MVP ao primeiro cliente, do bootstrap ao investimento, do time enxuto à escala.

A razão pela qual tantas duplas se desfazem não é falta de habilidade técnica. É a incapacidade de sustentar clareza e respeito quando o ambiente deixa de ser experimental e passa a ser um negócio real. À medida que decisões começam a interferir em orçamento, rota de produto e contratações, divergências que um dia foram pequenas tornam-se inevitáveis.

E isso acaba fazendo com que o desafio deixe de ser construir um software e passe a ser construir uma empresa.

A origem da Prolog e a clareza que veio antes da empresa existir

Antes de existir como CNPJ, a Prolog existia como visão. Jean Zart e Luiz Felipe se conheceram em 2013, na UFSC, unidos pela afinidade técnica e não por uma complementaridade clássica, que geralmente vemos em quadros societários, entre “negócios” e “produto”.

“A ideia nasceu no fim de 2015, quando percebemos o tamanho das oportunidades no setor de transportes. O Jean vivia aquilo por dentro e dizia com muita clareza onde a tecnologia podia destravar valor”, relembra Luiz.

O que aconteceu em seguida ajuda a explicar por que a Prolog ganhou forma tão cedo. Antes mesmo de existir uma empresa formal, Jean apresentou a ideia para algumas transportadoras onde trabalhava. Uma delas, a Avilan Transportes, não apenas enxergou potencial como viu oportunidade concreta de construir algo novo a partir daquela visão inicial.

A Avilan, empresa familiar fundada por Ávila e sediada em Tijucas, decidiu entrar como sócia desde o primeiro dia. Representada pelo filho, Roberto Ávila Jr., a transportadora teve um papel decisivo nos primeiros meses: ajudou a validar o problema em campo, abriu portas para conversas com o mercado e ofereceu as condições reais para que a tecnologia começasse a tomar forma.

Na prática, a Prolog nasceu com três sócios ativos — Luiz, Jean e a Avilan. Mas, conforme o produto evoluiu, a tecnologia se sofisticou e a operação passou a exigir dedicação integral, a condução diária do negócio ficou concentrada na dupla. Jean e Luiz seguiram como os únicos sócios executivos, responsáveis por visão, construção e execução.

O ponto de virada veio alguns anos depois, quando Jean acumulava experiência real dentro de uma transportadora e enxergava de perto uma realidade que o ecossistema tech pouco conhecia: processos críticos de gestão de frotas ainda eram operados em papel, Excel e inspeções manuais. Atrasos, inconsistência de dados, desperdício e falta de padronização faziam parte do cotidiano. Ali havia uma dor clara, profunda e pouco explorada pelo mercado.

Luiz trazia uma outra peça necessária: a capacidade de transformar essa vivência operacional em arquitetura, produto e execução técnica. 

A dupla não tinha pacto societário formal, cláusulas de convivência ou planos de expansão sofisticados. Tinha algo talvez até mais valioso, que era uma tese precisa sobre o transporte rodoviário de cargas e uma intuição madura sobre onde a tecnologia poderia destravar valor.

“A verdade é que não havia plano. Éramos muito novos e fomos alinhando as coisas conforme surgiam”, diz Luiz.

Como a parceria se manteve enquanto o negócio ganhava complexidade

Diferente da narrativa comum, Jean e Luiz não começaram ocupando funções complementares. Os dois programavam. Os dois eram técnicos. Os dois estavam aprendendo sobre negócios enquanto construíam o produto.

A separação de papéis aconteceu de forma orgânica, impulsionada pelo que a operação exigia, e não por um manual de boas práticas.

Jean assumiu a estratégia e a ponte com o setor, tornando-se CEO da empresa, e Luiz se concentrou na engenharia e infraestrutura, virando o CTO da Prolog. A cultura se moldou com base em três práticas que, embora simples, raramente são executadas com consistência:

  • consenso nas decisões que definem o rumo da empresa;
  • autonomia absoluta nas áreas, com clareza de limites;
  • o uso maduro do “disagree and commit” para evitar paralisia.

“Sempre buscamos consenso nas decisões importantes. E, acima disso, sempre houve respeito e confiança. Isso mantém o fardo leve”, explica Luiz e ainda completa: “Se chegamos a um impasse, decide quem é responsável pela área. Ponto final. E vida que segue, sem remorsos”.

Esses elementos explicam por que, mesmo diante de mudanças de rota, novos produtos e expansão, a relação nunca entrou em colapso. Debates existiram, mas sempre dentro de uma estrutura de confiança que permitia discordar sem quebrar.

Sobre isso, Luiz destaca que nunca houve nada extremamente desafiador na relação entre os dois e comenta que: “Quando um estava mais sobrecarregado, a gente conversava. Uma conversa difícil resolve muita coisa.”

Enquanto isso, a Prolog construía profundidade técnica onde poucos olhavam

A consistência interna se refletiu diretamente na tecnologia. A Prolog não criou um software genérico para frotas. Criou uma plataforma especializada, integrada, apoiada em hardware proprietário — como o aferidor eletrônico de pneus com precisão acima de 99% — e capaz de centralizar processos críticos em operações de grande escala.

A fleet tech se tornou parceira de operações como Expresso Nepomuceno, Klabin, Ypê e Fadel Transportes. E, em 2024, captou R$5 milhões da Parceiro Ventures após anos de crescimento lucrativo com recursos próprios.

Hoje, já acumulam mais de 127 mil veículos monitorados, 1 milhão de pneus ativos, 18 milhões de checklists e quase 13 milhões de inspeções. E esses números não são apenas indicadores de tração, mas sim provas de execução contínua e dedicação de todas as partes.

O que essa trajetória revela sobre construir produto e relação

A longevidade de uma sociedade não é (nem deve ser) baseada em afetividade. Ela molda decisões estratégicas, reduz atritos operacionais e permite que o produto ganhe densidade ao longo do tempo.

No caso da Prolog, a maturidade da dupla explica parte da solidez em um setor onde o uso de tecnologia ainda não era consolidado e o desafio de educar o público para cumprir toda uma jornada de compra foi um longo caminho.

E isso oferece três reflexões importantes para o ecossistema: relações estáveis produzem tecnologia mais profunda; alinhamento societário é um ativo estratégico, não decorativo; e clareza de papéis é tão importante quanto possuir visão compartilhada.

Se não tiver isso, a tendência é construir produtos superficiais, pressionados por urgências internas. Startups que investem também na relação — como a Prolog — conseguem manter o foco no problema real e construir soluções com consistência.

O olhar para os próximos 10 anos

Às vésperas de completar uma década, em janeiro de 2026, Jean e Luiz não tentam prever como será a relação até chegar em 2036. Empreender, para eles, é um jogo infinito, onde cada etapa exige uma nova forma de liderar e um novo tipo de alinhamento.

“Planejar 10 anos à frente? Impossível”, brinca o CTO. “O negócio muda, a gente muda. Seguimos nos realinhando conforme a empresa cresce. E quanto mais o negócio cresce, mais oportunidades a gente enxerga. Estamos refinando nossa visão e entrando nos próximos 10 anos com ainda mais energia.”

A empresa cresce, a operação muda, as responsabilidades se redistribuem, e a sociedade segue se ajustando ao que o negócio demanda.

No próximo ciclo, a Prolog entra mais consolidada, mais especializada e com ambição ampliada após a rodada de investimento, o lançamento de novos produtos e a expansão do time. Mas a base permanece a mesma: uma relação madura, pragmática e capaz de discordar, decidir e seguir em frente sem culpas ou “apontar de dedos”.

A história da Prolog é um lembrete para o ecossistema de inovação: empresas sobrevivem a crises, pivôs, ciclos de mercado e mudanças tecnológicas. O que elas raramente sobrevivem é à ruptura entre seus founders.

A Prolog mostra que é possível fazer diferente e construir tecnologia relevante a partir de uma relação que resiste ao tempo.

The post O que sustenta uma sociedade por 10 anos? A trajetória da dupla por trás da Prolog appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/prolog-app-sociedade-que-funciona/feed/ 0
A jornada de colaborador a sócio em uma startup, a visão pessoal de Lucas Yokota na martech de econometrics Purple Metrics https://the.beatstrap.com.br/historias-e-inspiracoes/lucas-yokota-de-colaborador-a-socio/ https://the.beatstrap.com.br/historias-e-inspiracoes/lucas-yokota-de-colaborador-a-socio/#respond Tue, 30 Sep 2025 13:00:02 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2823 Como Lucas Yokota saiu do cargo de growth e virou sócio da Purple Metrics: a mentalidade de founder que inspira carreiras em startups.

The post A jornada de colaborador a sócio em uma startup, a visão pessoal de Lucas Yokota na martech de econometrics Purple Metrics appeared first on The beatstrap.

]]>
Existem muitas formas de se tornar sócio em uma startup. Alguns começam a jornada desde o zero, ao lado de amigos que viram cofounders. Outros chegam depois, quando a empresa já está em andamento, mas conquistam espaço e reconhecimento até serem oficialmente parte do quadro societário.

O ponto em comum é que essa transição nunca acontece apenas por contrato: ela nasce da postura, da contribuição real para o negócio e da forma como cada pessoa escolhe se posicionar no dia a dia.

Como é possível chegar à sociedade em uma startup?

No ecossistema, muita gente enxerga a sociedade em startups como algo definido no dia zero, quando amigos ou parceiros decidem empreender juntos. Mas existe outro caminho cada vez mais recorrente: o da construção de carreira dentro da própria startup.

Nele, profissionais entram para ocupar funções estratégicas — como growth, produto ou tecnologia — e, ao longo do tempo, se tornam tão relevantes para o negócio que passam a fazer parte do quadro societário. É uma transição que não acontece por promoção, mas pela soma de impacto, consistência e confiança mútua entre a liderança e o time.

Diferente de programas formais de stock options ou partnership, que também levam à um quadro societário, esse movimento nasce menos de um contrato e mais de uma relação de confiança, construída na prática.

Essa transição costuma acontecer em momentos específicos do negócio: startups em fase de crescimento, que precisam reter talentos-chave, e que ao mesmo tempo valorizam o envolvimento profundo de pessoas que já demonstram visão de dono.

Não é um reconhecimento automático nem uma promoção de carreira tradicional. É a consequência de impacto direto nos resultados, consistência ao longo do tempo e alinhamento total com os fundadores.

Nesse caminho, não basta entregar bem na função original. É preciso olhar para o todo, assumir riscos junto com o time de liderança e se comprometer com o futuro da empresa como se já fosse seu.

E foi exatamente esse o caminho de Lucas (Yoko) Yokota, que chegou à Purple Metrics para liderar growth e acabou se tornando o COO (Chief Operating Officer) e terceiro sócio da empresa. Em entrevista à Beatstrap, Yoko contou como essa transição aconteceu e quais aprendizados podem inspirar outros profissionais do ecossistema.

O desejo de empreender e por que isso importa

Nem todo mundo que trabalha em startups tem o desejo de empreender. Mas quem tem, geralmente enxerga o negócio com outra lente. Essa ambição molda decisões de carreira, a forma de encarar riscos e até o nível de entrega no dia a dia.

Foi o caso de Yoko. Antes de entrar no Purple, ele já tinha uma carreira promissora no Google, com projetos globais e reconhecimento acelerado. Ainda assim, escolheu abrir mão da estabilidade para se aproximar daquilo que realmente queria: construir algo seu.

Quando questionado sobre isso, esta foi a resposta:

Quando eu planejei minha carreira eu tinha em mente empreender. Só que Steve Jobs e Bill Gates da vida são 1 em 1 bilhão de pessoas. Então eu fui pra Big Techs pra aprender com os melhores, ganhar bagagem pra depois eu empreender com algo meu. Eu estava num momento excelente no Google, promoções aceleradas, grandes projetos, reconhecimento global, mas eu estava me sentindo muito executivo de big tech e pouco empreendedor. Até que chegou a pandemia e ali eu refleti e lembrei de por quê eu fui pra big techs e era pra algum dia empreender. Tomei coragem e fui pro lado startups da força. Abri mão de muita coisa nesse movimento, mas hoje eu sinto que estou fazendo o que eu sempre quis e sou feliz com o que faço.”

Essa escolha mostra o peso que o desejo de empreender pode ter: é ele que mantém a motivação em alta mesmo diante das incertezas, e que faz alguém entregar muito além da descrição formal de cargo.

Uma grande carreira é fundamental para se tornar sócio-empreendedor?

Ter passagem por big techs, consultorias ou grandes empresas pode dar repertório e abrir portas. Mas isso, por si só, não garante que alguém vá se tornar sócio em uma startup. O que pesa de verdade é a forma como essa bagagem é colocada em prática dentro do negócio.

Yoko é exemplo disso. Sua experiência no Google trouxe aprendizados e networking valiosos, mas o que fez diferença foi ter se apaixonado pela solução e, também, a forma como decidiu se posicionar desde o primeiro dia no Purple: envolvido com P&L, fundraising, produto e cultura.

Lucas fala sobre o maior aprendizado da sua carreira:

“Antes dos outros te visualizarem, você pensa e age como founder. E você não faz isso esperando pelo reconhecimento dos outros, você faz porque você é assim.”

Ou seja: a trajetória profissional pode ajudar, mas ela não é o requisito indispensável. É a postura empreendedora — muito antes de ter o título de sócio — que constrói o caminho até a sociedade.

Fazer antes de ser: o que é a mentalidade de founder?

Em startups, a diferença entre ser “mais um” ou se tornar indispensável costuma estar na forma de pensar. A chamada mentalidade de founder não depende de contrato social: é sobre assumir responsabilidades, se importar com o negócio como um todo e agir como dono mesmo sem o título.

Essa postura se traduz na prática em se envolver com temas que vão muito além da função contratada. Significa olhar para o negócio de forma integral, aprender o tempo todo e liderar pelo exemplo, mesmo sem o cargo formal de liderança.

Eu sempre tive essa tal ‘cabeça de dono‘”, conta Yoko. “Não importa se era estágio ou big tech, sempre pensei primeiro no negócio.

No Purple, essa postura ganhou outro nível. Como startup early stage, todo mundo precisa atuar com mentalidade de founder. Mas o diferencial foi a crença no que estavam construindo: produto, cultura, pessoas.

No fim, não foi apenas o cargo de growth que definiu sua trajetória, mas a forma como escolheu atuar além dele. Como o próprio Yoko conta:

Eu vim pra sentir o calor de empreender. Quando entrei, eu combinei com a Guta e com Dudu que eu queria operar um negócio, entender e decidir sobre P&L, fazer fundraising, trazer meu networking e bagagem para construir nosso produto. Entrei 120% de cabeça e coração. Pensando no “como”, manter humildade intelectual para saber que tem sempre algo para aprender e considerar o fator humano do time.”

O futuro do marketing precisa de líderes que conectem métricas ao negócio

Um dos maiores desafios atuais do marketing não é a falta de dados — é justamente o excesso deles. Times passaram a otimizar o micro do micro, esquecendo a visão global. E esse descompasso tem um custo: decisões que não se conectam ao resultado real do negócio.

Para Yoko, o papel de um líder hoje é justamente ajudar a resgatar essa perspectiva mais ampla, transformando métricas em inteligência aplicada.

É por isso que a Purple Metrics, uma martech de econometrics, se posiciona como camada de inteligência capaz de organizar e dar sentido às métricas, ajudando CMOs e suas equipes a tomar decisões mais estratégicas, conectadas à criatividade e ao impacto de negócio.

O problema não é falta de métricas“, explica Yoko. “É o excesso delas. Marketeiros começaram a otimizar o micro do micro e esqueceram da visão global.

Essa é a dor que ele identifica no mercado: quando você otimiza para o ótimo local, nem sempre otimiza para o ótimo global. É aí que entra a necessidade de uma camada de inteligência para conectar todas as métricas e ajudar os times nas decisões estratégicas.

O futuro do marketing não depende apenas de tecnologia, mas de líderes que saibam traduzir dados em visão de negócio e consigam influenciar a cultura de times inteiros a trabalhar com essa mentalidade. E as ambições de Lucas seguem altas:

“O Purple faz parte de um movimento maior de evolução da disciplina de marketing. Daqui alguns anos, quero poder olhar pra trás e ver que a gente conseguiu fazer parte dessa evolução. CMOs e seus times terão os melhores dados para suportar a decisão sem deixar de lado a criatividade. Marketing vai ser mais científico e conectado com o negócio. E essa mudança vai acontecer no mundo, o Brasil é só o começo.”

O peso da consistência no caminho até a sociedade

No fim, não é só sobre visão, métricas ou cargo. O que torna alguém indispensável em uma startup é a capacidade de aparecer todos os dias com a mesma disposição para construir, principalmente quando ninguém está aplaudindo.

Para Yoko, é a atitude que constrói liderança e influência mesmo sem cargo:

Se você consegue mobilizar as pessoas mesmo sem crachá, essa é a liderança de verdade.”

E ele provoca a reflexão:

“Você sabe o que move as pessoas? Porque elas estão ali fazendo o que fazem? Você se importa com os outros como ser humano? Para onde vocês estão indo juntos?”

Essa visão se conecta diretamente à ideia de cultura. Para Yoko, criar um ambiente de trabalho exemplar não significa eliminar dificuldades, mas sim transformar o dia a dia em algo estimulante.

Sobre isso, ele nos contou que “Um lugar onde você pode ser você mesmo, ser desafiado a melhorar, dar seu melhor e sentir que está construindo algo que agrega valor pra outras pessoas. Pelo lado da gestão é ter um olhar intencional para cultura e pro sistema.”

No nível individual, Yoko acredita que isso se traduz em disciplina e consistência. E quando provocado a deixar uma mensagem para quem quer se tornar indispensável em uma startup, ele trouxe dicas valiosas:

“Faz o teu melhor. Desfrute do teu trampo. Continue melhorando um pouquinho. Tenha tempo pras coisas que você gosta para além do trabalho. Descansa, dorme. Repete tudo de novo, todo dia. Essa consistência cumulativa, vira um impacto absurdo. Você vai agradecer teu eu do passado.”

A trajetória de Lucas deixa claro que a transição de colaborador para sócio não acontece por acaso. Ela nasce da postura: o desejo de empreender, a mentalidade de founder aplicada no dia a dia e a disciplina de entregar com consistência.

Mais do que títulos, é a atitude que constrói influência, molda a cultura de um time e gera impacto real no negócio. O reconhecimento como sócio pode vir depois, mas começa sempre por quem decide fazer antes de ser.

The post A jornada de colaborador a sócio em uma startup, a visão pessoal de Lucas Yokota na martech de econometrics Purple Metrics appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/historias-e-inspiracoes/lucas-yokota-de-colaborador-a-socio/feed/ 0