sustentabilidade Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/sustentabilidade/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Tue, 16 Dec 2025 16:51:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp sustentabilidade Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/sustentabilidade/ 32 32 Como a combinação entre IA e climate tech redefiniu o venture capital em 2025 https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/ia-climate-tech-maiores-rodadas-investimento-2025/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/ia-climate-tech-maiores-rodadas-investimento-2025/#respond Mon, 15 Dec 2025 16:43:58 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3415 Rodadas bilionárias mostram como IA aplicada ao climate tech se tornou eixo central do venture capital global em 2025.

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O financiamento de startups que unem inteligência artificial e climate tech (tecnologia climática) atingiu um novo patamar em 2025 e passou a figurar entre as maiores rodadas do ano no mercado global de venture capital. Empresas focadas em energia avançada, fusão nuclear, computação eficiente e infraestrutura climática captaram volumes que antes eram restritos às grandes plataformas de IA, reposicionando o setor no centro da agenda de inovação.

O movimento sinaliza uma mudança clara no que investidores passaram a considerar estratégico. Enquanto em anos anteriores o capital foi puxado por ciclos específicos (como as criptomoedas), 2025 consolida um novo recorte: startups com soluções baseadas em IA aplicadas a problemas estruturais. Ao observar os maiores aportes do ano, fica evidente a preferência por negócios capazes de lidar, em escala, com desafios de energia, eficiência e sustentabilidade.

O capital migra para soluções climáticas em escala

Entre as maiores rodadas do ano, startups de climate tech passaram a disputar espaço diretamente com gigantes da inteligência artificial. A Fervo Energy, por exemplo, captou US$462 milhões em uma Série E voltada à expansão de sua rede geotérmica de nova geração, com foco em fornecimento contínuo e de baixo carbono.

O padrão se repete em rodadas ainda mais expressivas. A Pacific Fusion garantiu US$900 milhões em uma Série A para avançar sua tecnologia de fusão magnética pulsada nos Estados Unidos. No campo nuclear, a TerraPower, cofundada por Bill Gates, levantou US$650 milhões para acelerar pequenos reatores modulares, enquanto a X-energy fechou uma Série C ampliada de US$682,4 milhões para seus projetos de reatores avançados.

Mais do que o volume, o ponto em comum entre esses negócios está no tipo de tecnologia envolvida. Todos dependem diretamente de modelos computacionais avançados, simulações complexas e sistemas de IA para viabilizar soluções que operam em escala industrial, algo inviável sem alto poder computacional.

IA como motor do crescimento do venture capital

Os dados agregados ajudam a explicar por que esse movimento ganhou força em 2025. 

Segundo a Crunchbase (plataforma global de dados de venture capital), o financiamento global de capital de risco cresceu 38% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente por grandes investimentos em empresas de IA.

Um relatório da KPMG (consultoria global de auditoria e estratégia) mostra que o volume total de venture capital chegou a US$120 bilhões no trimestre, com praticamente todo o crescimento concentrado em negócios baseados em inteligência artificial. Nesse contexto, climate tech com IA deixou de ser um subtema e passou a figurar como uma das principais teses de alocação de capital do ano.

A CB Insights (plataforma de análise de startups) reforça essa concentração: apenas no segundo trimestre de 2025, startups de IA levantaram US$47,3 bilhões em mais de 1.400 negócios. As maiores rodadas do período foram lideradas por empresas de modelos fundacionais — como Anthropic, xAI e Mistral AI — cujas tecnologias têm aplicação direta na otimização de sistemas complexos, incluindo redes de energia e soluções de captura de carbono.

O avanço das rodadas em climate tech com IA indica que o mercado entrou em uma nova fase. Investidores passaram a priorizar soluções capazes de enfrentar desafios climáticos em escala real, com uso intensivo de dados, simulação e poder computacional.

O capital está migrando para negócios que combinam tecnologia, impacto mensurável e ambição de longo prazo. Em 2025, a inteligência artificial deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a funcionar como o elo entre inovação climática e viabilidade econômica.

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Just Climate amplia estratégia e injeta US$200 milhões em agtech indiana https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/just-climate-capta-200-milhoes/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/just-climate-capta-200-milhoes/#respond Thu, 27 Nov 2025 12:10:47 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3337 Just Climate capta US$200 milhões e expande investimentos em soluções climáticas naturais, com foco em mercados emergentes e agtech.

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A Just Climate, gestora de investimentos ligada à Generation Investment Management e fundada pelo ex-vice-presidente americano Al Gore, captou US$200 milhões para sua estratégia global de investimentos em clima. O novo aporte, ancorado pelo grupo europeu Achmea, pelo Environment Agency Pension Fund do Reino Unido e pelo Royal Bank of Canada (RBC), reforça a tese de que os maiores fluxos de capital climático estão migrando para modelos de negócio ligados a uso da terra, agricultura e restauração ambiental, áreas que respondem por mais de um terço das emissões globais, mas recebem apenas uma fração do investimento disponível no mercado.

A captação eleva o montante total já reunido pela gestora, que recentemente havia recebido US$175 milhões do fundo de inovação climática da Microsoft e do CalSTRS, o fundo de pensão dos professores da Califórnia, e consolida a estratégia de aportes contínuos em vez de ciclos tradicionais de fundos fechados. Segundo Clara Barby, sócia sênior, o modelo permite maior previsibilidade para investidores institucionais e acelera decisões em setores onde o impacto depende de horizontes de execução mais longos.

O movimento também marca o primeiro investimento da Just Climate em um país emergente. A gestora investiu na AgroStar, agtech indiana que usa conectividade 5G e inteligência artificial para orientar pequenos produtores, muitos operando áreas de um a dois hectares, sobre manejo, pragas, aplicações de insumos e decisões críticas de safra. A empresa pretende expandir seus serviços para oferecer soluções financeiras, seguros e logística integrada, compondo um ecossistema capaz de reduzir perdas e aumentar produtividade em mercados historicamente negligenciados por tecnologia agrícola avançada.

A Just Climate opera com tíquete médio de cerca de US$30 milhões por empresa, já considerando reservas para futuras rodadas. A escolha por soluções baseadas em natureza segue a visão de que agricultura, florestas, água, resíduos e biodiversidade são áreas onde o efeito sobre emissões é direto, mas onde o capital privado tradicional ainda opera com cautela. Ao direcionar recursos para modelos que combinam impacto e escalabilidade, a gestora tenta preencher uma lacuna de capital crítica para metas climáticas globais.

A articulação política também faz parte da estratégia. Na COP30, a Just Climate liderou o primeiro encontro de gestores de recursos dentro da programação oficial, reunindo 30 fundos de pensão e soberanos em Belém para discutir como ampliar investimentos em países emergentes. Em paralelo, trabalha com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), instituição multilateral voltada ao desenvolvimento econômico da região, na criação de um veículo dedicado à América Latina, onde o BID atuaria como investidor âncora para destravar capital em escala.

A expansão da Just Climate reforça uma mudança estrutural no financiamento climático global. Com investidores institucionais buscando ativos de impacto de longo prazo, soluções baseadas em natureza ganham centralidade e criam oportunidades para startups de agtech, bioeconomia, regeneração florestal, crédito de carbono e cadeias sustentáveis de alimentos. Para mercados emergentes, o capital verde está disposto a entrar, mas exigirá modelos robustos, mensuração séria de impacto e capacidade real de escala.

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