A fintech brasileira Jota captou R$150 milhões (US$30 milhões) em rodada Série A liderada pela Haun Ventures, gestora americana fundada por Katie Haun. A rodada foi fechada em 29 de junho de 2025 e posicionou a startup com valuation pós-money de US$185 milhões. O detalhe que vai além dos números: esta é a primeira vez que a Haun Ventures investe em uma startup brasileira.
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A Jota é uma fintech B2B que oferece conta digital com inteligência artificial integrada ao WhatsApp, voltada a empreendedores de pequeno porte. A proposta central da empresa é simplificar a gestão financeira de quem ainda depende de controles informais, o que o CEO Davi Holanda costuma descrever como “aposentar o caderninho do empreendedor”. Com o capital da Série A, a startup declara como meta atingir 1 milhão de clientes até 2026. Esta é a segunda rodada levantada pela Jota em cerca de um ano.
A investidora, Haun Ventures, é uma gestora de venture capital de peso no ecossistema global e nunca havia colocado um cheque em startup brasileira antes desta operação. A escolha da Jota como ponto de entrada no Brasil indica que o segmento de IA aplicada à infraestrutura financeira para pequenas empresas está sendo monitorado por fundos internacionais com critérios seletivos.
Não é uma aposta oportunista, é uma leitura de que banking conversacional via WhatsApp (com IA como camada de operação, não apenas de assistência) tem tração suficiente no Brasil para justificar capital qualificado vindo de fora.
Com valuation de US$185 milhões e a meta de 1 milhão de clientes no horizonte, o próximo ciclo da Jota vai testar se a tese do fundo americano se sustenta na escala.