A Microsoft se tornou a segunda empresa do mundo a alcançar valor de mercado acima de US$4 trilhões, marco atingido pouco mais de três semanas após a Nvidia, que lidera o ranking global com cerca de US$4,43 trilhões. O feito coloca as duas gigantes lado a lado no restrito “clube dos 4 trilhões” e reforça a disputa entre as big techs pelo protagonismo em inteligência artificial, computação em nuvem e serviços corporativos.
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O marco foi alcançado após a divulgação dos resultados do segundo trimestre fiscal de 2025, apresentados no último dia 30 de julho. No período, a Microsoft registrou receita de US$ 76,441 bilhões, crescimento de 18,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024, superando as expectativas de Wall Street. O desempenho foi impulsionado principalmente pela área de computação em nuvem: as vendas do Intelligent Cloud somaram US$ 29,878 bilhões, alta de 25,6% no comparativo anual, com destaque para o Azure, que cresceu 39% no trimestre — acima da previsão de 34% feita por analistas.
A divisão Productivity and Business Processes, que inclui produtos como o Microsoft 365, alcançou receita de US$33,112 bilhões, aumento de 15,7% em um ano. As vendas corporativas da suíte Microsoft 365 avançaram 18%, enquanto a versão para consumidores subiu 20%. Após o anúncio dos resultados, as ações da companhia tiveram alta de mais de 8% no after market, elevando a capitalização para cerca de US$4,01 trilhões, segundo dados da TrendingView.
O crescimento reflete a estratégia da Microsoft de reforçar sua infraestrutura e portfólio em inteligência artificial e nuvem. Nos últimos 12 meses, a empresa investiu cerca de US$88 bilhões na construção de data centers voltados a essas áreas, fortalecendo especialmente o Azure. A parceria multibilionária com a OpenAI — criadora do ChatGPT — tem sido um ponto central dessa trajetória, ampliando as funcionalidades do Office Suite e integrando recursos de IA generativa ao Copilot, hoje utilizado mensalmente por mais de 100 milhões de pessoas nas versões corporativa e para consumidores.
Satya Nadella, CEO da empresa, afirmou em teleconferência com investidores que a Microsoft está “passando por uma mudança tecnológica geracional com a IA” e que nunca esteve “tão confiante na oportunidade de impulsionar o crescimento a longo prazo e definir como será o futuro”.
Além do avanço tecnológico, a companhia também implementou cortes de pessoal, com a demissão de 6 mil colaboradores em maio e mais 9 mil em julho. Segundo o porta-voz, parte das mudanças está ligada ao ganho de produtividade com novas tecnologias. No cenário competitivo, a Microsoft ocupa agora a segunda posição global em valor de mercado, atrás apenas da Nvidia, e à frente de Apple (US$3,12 trilhões) e Amazon (US$2,45 trilhões).
A marca dos US$4 trilhões reforça como a corrida pela liderança em inteligência artificial vem moldando o posicionamento das maiores empresas de tecnologia. Microsoft, Nvidia, Apple, Amazon e outras gigantes seguem ampliando investimentos bilionários em infraestrutura, modelos e aplicações de IA — seja por meio de parcerias estratégicas, como a da Microsoft com a OpenAI, ou pelo desenvolvimento interno de soluções proprietárias. No centro dessa disputa, a combinação entre capacidade de processamento, ampla base de produtos e integração da IA ao portfólio define não apenas o valor de mercado das big techs, mas também o ritmo de inovação que chegará a consumidores e empresas nos próximos anos.