internacionalização Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/internacionalizacao/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Tue, 14 Jul 2026 13:17:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp internacionalização Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/internacionalizacao/ 32 32 Enquanto startups brasileiras correm atrás de rodada para entrar nos EUA, a Tako foi sem pedir dinheiro nenhum https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/tako-expansao-eua/ Tue, 14 Jul 2026 13:17:58 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3988 A HR tech brasileira Tako inicia expansão para os EUA com base em São Francisco e IA para RH, mesmo sem captação anunciada.

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A HR tech brasileira Tako estruturou uma base operacional em São Francisco e iniciou sua expansão para os Estados Unidos com uma proposta que chama atenção pelo que não tem: nenhuma rodada de captação anunciada. A empresa registrou crescimento de até 7x no mercado brasileiro e projeta faturamento anual em torno de R$200 milhões;

Fundada em 2024 por Fernando Gadotti (cofundador da DogHero) e por veteranos do Rappi, a Tako opera com três módulos integrados na mesma infraestrutura: Tako Payroll & People Ops (folha de pagamento), Tako Recruiter (recrutamento e seleção) e Tako Legal (contencioso trabalhista). A entrada no segmento de contencioso trabalhista foi anunciada em maio de 2026, ampliando o escopo da plataforma pouco antes do movimento de internacionalização.

O mercado americano de HR tech é dominado por players consolidados como Workday, Rippling e Deel. A Tako entra com uma aposta na verticalização, reunindo folha, recrutamento e compliance trabalhista numa única plataforma com IA nativa, e com um argumento comercial centrado na eficiência de custo trabalhista, tema sensível num mercado onde contratação e compliance são complexos e caros.

A diferença em relação ao padrão habitual de internacionalização de startups latino-americanas está no perfil financeiro da operação. A Tako não chega aos EUA bancada por capital de risco recém-captado, chega com receita gerada no Brasil, o que muda o perfil de risco da expansão e indica que o produto tem tração comercial validada antes de entrar num mercado significativamente mais competitivo.

Com menos de dois anos de operação, uma projeção de receita de R$200 milhões e uma base já instalada em São Francisco, a Tako representa um caso a acompanhar de perto: o de uma startup brasileira que escolheu validar o produto em casa antes de cruzar a fronteira e que agora testa se esse caminho funciona no mercado mais disputado do mundo em HR tech.

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60% dos unicórnios brasileiros cresceram sem sair do país: isto é um problema? https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/startups-brasileiras-internacionalizacao-endeavor/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/startups-brasileiras-internacionalizacao-endeavor/#respond Fri, 27 Mar 2026 11:50:10 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3549 60% dos unicórnios brasileiros nunca precisaram sair do país. A Endeavor mapeia por que isso é um problema.

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A Endeavor Brasil publicou recentemente a pesquisa “Do Brasil para o Mundo”, realizada com 101 scale-ups e 50 unicórnios, e o dado central é revelador: 60% dos unicórnios brasileiros chegaram ao valuation de US$1 bilhão com uma tese predominantemente doméstica. Na América Latina como um todo, esse número cai para 16%.

A leitura deste dado é que o Brasil forma empresas grandes, sim. Mas raramente forma empresas globais e o tamanho do próprio mercado pode ser o principal culpado.

A armadilha do mercado grande demais

Em países com mercado interno menor, a internacionalização acontece por necessidade, não há outra saída. No Brasil, a lógica é diferente. O mercado é grande o suficiente para sustentar crescimento relevante por anos, o que dilui qualquer senso de urgência para pensar além da fronteira.

Os dados da pesquisa confirmam isso. Apenas 17% das scale-ups expandiram motivadas pela saturação do mercado local. Somente 6% se sentiram pressionadas pela chegada de concorrentes internacionais. Os dois gatilhos clássicos de internacionalização simplesmente não aparecem com força no ecossistema brasileiro.

A Endeavor chama esse fenômeno de “opcionalidade”: o empreendedor brasileiro pode escolher quando (e se) vai internacionalizar enquanto outros países não têm esse mesmo luxo.

Os sinais de mudança

Segundo a mesma pesquisa, 71% dos empreendedores da rede Endeavor já iniciaram ou se preparam para expandir internacionalmente. Entre startups fundadas a partir de 2020, quase metade já nasce com a internacionalização no horizonte de curto ou médio prazo.

Os EUA continuam como destino prioritário para 63% das que já expandiram, seguidos pela América Latina (60%) e Europa (49%), onde Portugal e Espanha funcionam como porta de entrada. E a expansão nem sempre começa com escritório: 43% das empresas iniciaram o movimento com vendas internacionais antes de instalar qualquer estrutura física fora do país.

O que trava quando a decisão é tomada

A pesquisa identificou alguns gargalos que aparecem repetidamente nos processos de internacionalização que não deram certo.

O primeiro é executar sem a presença da liderança. Em 44% dos casos bem-sucedidos, o founder se mudou ou planejava se mudar para o mercado-alvo. Delegar a expansão sem envolvimento direto da liderança é um dos erros mais comuns.

O segundo é montar equipes sem o equilíbrio certo entre cultura da empresa e talento local. Muito de um ou do outro tende a comprometer a operação.

O terceiro é a falta de urgência estrutural. A internacionalização precisa de prioridade real dentro da empresa. Enquanto o mercado doméstico responde bem, ela sempre perde espaço para outras demandas.

João Del Valle, CEO do Ebanx, resume o problema com precisão: “Tem que estar no top 3 das prioridades e virar um pet project. Achar que vai delegar um projeto desse é uma ilusão.“

A exceção que ensina

O Ebanx é um dos poucos exemplos brasileiros de empresa genuinamente global. Em 2025, a companhia processou mais de 1,3 bilhão de transações, com 65% do lucro bruto vindo do exterior e 20% de fora da América Latina. O modelo nasceu de uma tese global desde o início: ajudar empresas internacionais a vender no Brasil, o que levou naturalmente à expansão para outros mercados.

Não é coincidência que Del Valle seja um dos mais citados quando o assunto é internacionalização no ecossistema brasileiro. O Ebanx fez o caminho que a maioria ainda está desenhando.

Maria Teresa Fornea, CEO da Endeavor Brasil, colocou o diagnóstico em perspectiva ao apresentar o estudo no South Summit 2026: “O Brasil é a décima economia do mundo, mas quando você olha para internacionalização, tamanho de empresa e inovação digital, a gente está longe desse lugar.”

A pesquisa da Endeavor não resolve esse problema, mas o nomeia com clareza e oferece um mapa para quem já decidiu que a próxima fronteira está fora do país.

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O roxinho tá mirando nos EUA: Nubank solicita licença bancária para atuar no país https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/nubank-solicita-licenca-para-ser-banco-nos-eua/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/nubank-solicita-licenca-para-ser-banco-nos-eua/#respond Wed, 01 Oct 2025 20:42:09 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=2840 Com mais de 123 milhões de clientes, Nubank amplia sua presença internacional e busca operar como banco no mercado americano.

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O Nubank, maior banco digital da América Latina, protocolou um pedido de licença para operar como banco nos Estados Unidos. Caso seja aprovado, o roxinho poderá oferecer produtos como contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e até custódia de ativos digitais sob as mesmas regras aplicadas às instituições tradicionais do país.

A nova operação será uma subsidiária integral da Nu Holdings e terá Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, como CEO local. A executiva já se mudou para os EUA, reforçando a expectativa de aprovação, embora o processo seja conhecido por sua rigidez. Junqueira também reconhece que os primeiros early-adopters devem ser os próprios clientes do Nubank que vivem no país, mas o mercado já projeta grande interesse para a estreia.

David Vélez, fundador e atual CEO, ressaltou que o foco principal segue em Brasil, México e Colômbia, onde a fintech já soma 123 milhões de clientes. Mas a aposta no mercado norte-americano é clara: além de atender brasileiros e latinos que vivem no país, a empresa enxerga espaço para disputar com players como Revolut, C6 e Wise. Em comunicado oficial, Vélez afirmou: “A solicitação da licença de banco nacional nos EUA nos ajuda a atender melhor nossos clientes já estabelecidos no país e, no futuro, a nos conectar com pessoas que têm necessidades financeiras semelhantes e que poderiam se beneficiar de nossos produtos e serviços.”

O movimento também reforça o contraste da expansão global: em abril, o Nu México recebeu autorização para se tornar banco no país, enquanto agora o grupo enfrenta o escrutínio do regulador americano. A fintech, listada na Bolsa de Nova York desde 2021, encara o desafio em um processo longo e rigoroso, que exige capital robusto, governança sólida e alto nível de compliance.

Na prática, a licença teria três implicações centrais: dar ao Nubank autonomia para oferecer toda a cadeia de produtos bancários sem depender de parcerias locais, permitir acesso a depósitos (recurso mais barato que pode sustentar expansão de crédito) e colocá-lo em disputa direta com grandes bancos e fintechs já estabelecidos em um mercado maduro e altamente regulado.

Como destacou Junqueira, alguns estados norte-americanos têm economias maiores que a do próprio Brasil. Para o Nubank, conquistar esse território é tanto uma oportunidade de escala global quanto um teste sobre como mesmo unicórnios listados em Wall Street precisam avançar passo a passo diante da burocracia que define quem pode (ou não) operar como banco nos Estados Unidos.

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