varejo Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/varejo/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Tue, 21 Apr 2026 22:57:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp varejo Archives - The beatstrap https://the.beatstrap.com.br/tags/varejo/ 32 32 Deconve usa IA para prevenir fraudes no varejo físico e projeta até R$8 milhões em 2026 https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/deconve-prevencao-fraudes-no-varejo/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/deconve-prevencao-fraudes-no-varejo/#respond Wed, 08 Apr 2026 10:54:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3587 Deconve usa biometria facial para prevenir fraudes no varejo físico. Com a Havan como cliente-âncora, vem dobrando o faturamento ano a ano.

The post Deconve usa IA para prevenir fraudes no varejo físico e projeta até R$8 milhões em 2026 appeared first on The beatstrap.

]]>
Toda vez que uma tecnologia nova avança, ela abre duas portas ao mesmo tempo: uma para quem quer resolver problemas e outra para quem quer explorar brechas. Com a inteligência artificial não foi diferente. Os mesmos avanços que permitem deepfakes cada vez mais convincentes e ataques sofisticados de falsificação biométrica também são a base de sistemas capazes de detectar fraudes em frações de segundo. E foi dentro deste cenário que a Deconve construiu seu negócio.

Fundada em 2016 a partir de pesquisas em inteligência artificial na UFSC, a startup catarinense desenvolveu soluções de biometria facial voltadas ao varejo físico. O posicionamento que o CEO Rodrigo Tessari escolheu diz muito sobre o foco da empresa: “Não vendemos reconhecimento facial. Vendemos prevenção de perdas com foco na segurança e na experiência de compra.”

A Havan como virada de jogo

Em 2021, a Deconve fechou parceria com a Havan para implementar o sistema FaceMatch em toda a rede varejista, voltado à autenticação de pagamentos com o cartão próprio da loja. O resultado, anos depois, é expressivo: apenas 5,89% das transações com o cartão da rede ainda dependem de cartão físico e senha. O restante já acontece por biometria facial, com cerca de 98% das autenticações concluídas em menos de um segundo. Em termos de prevenção de perdas, a empresa reporta redução de 17% nos furtos e economia superior a R$25 milhões para o cliente.

O sistema funciona comparando a imagem capturada no momento da compra com a foto cadastrada pelo cliente. A tecnologia também atua na prevenção de fraudes no crediário, identificando tentativas de cadastro com identidades falsas antes que o dano aconteça. Porém, em nenhum momento o sistema toma decisões automáticas. Os alertas servem de apoio à atuação humana, sem a substituírem.

Ter a Havan no portfólio mudou a trajetória da Deconve. “Crescemos muito na indicação dos clientes, muito puxado pela Havan“, afirma Tessari. É o efeito que um único grande cliente pode ter quando o produto entrega o que promete: ele vira porta de entrada para outros.

9 pessoas, faturamento dobrando, mercado em disputa

A Deconve tem hoje 9 funcionários, vem dobrando o faturamento ano a ano e projeta encerrar 2026 entre R$4 milhões e R$8 milhões em receita. Os números são pequenos em relação ao tamanho do mercado em que atua, mas o ritmo de crescimento conta outra história.

O contexto ajuda a entender a oportunidade. O varejo brasileiro registrou mais de 195 mil tentativas de fraude entre janeiro e setembro de 2025, segundo a Serasa Experian, um cenário que se agrava à medida que deepfakes e técnicas de injeção de imagens falsas ficam mais acessíveis.

O reconhecimento facial já atingiu 40% da população brasileira em 2025, segundo relatório do CESeC/DPU, e o segmento atrai players de diferentes portes: Payface, Unico e Bry também atuam na área. A Deconve, porém, aposta em um recorte específico de varejo físico e prevenção de perdas, em vez de competir de frente com plataformas de autenticação de uso mais amplo.

Num segmento que lida diretamente com dados biométricos, a abordagem regulatória é parte do produto. A Deconve adota o conceito de Privacy by Design: preferência por templates biométricos em vez de imagens brutas, prazos definidos de retenção e descarte seguro dos dados. A ideia é que a conformidade com a LGPD não seja um processo paralelo, mas uma escolha de arquitetura desde o início.

Essa trajetória mostra que uma empresa pequena, nascida dentro de uma universidade, pode construir crescimento consistente a partir de um único cliente estratégico bem atendido, usando essa âncora para expandir.

The post Deconve usa IA para prevenir fraudes no varejo físico e projeta até R$8 milhões em 2026 appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/deconve-prevencao-fraudes-no-varejo/feed/ 0
A Olist torna acessível a inteligência artificial na rotina operacional das PMEs https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/olist-agentes-de-ia-varejo-pmes/ https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/olist-agentes-de-ia-varejo-pmes/#respond Tue, 04 Nov 2025 17:10:17 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3150 A era da eficiência autônoma chegou para as varejistas PMEs. IA e automação remodelam a gestão, tornando-a mais inteligente e previsível.

The post A Olist torna acessível a inteligência artificial na rotina operacional das PMEs appeared first on The beatstrap.

]]>
Durante anos, o varejo digital girou em torno de vender mais. Agora, a disputa é por quem entende antes o cliente, o estoque, o preço e até o próprio negócio.

A revolução não acontece mais na vitrine, mas na gestão. É ali, impulsionadas por inteligência artificial, automações e personalização em escala, as novas operações do varejo digital começam a funcionar como organismos vivos. Isso, a partir da análise de padrões, antecipando demandas e reagindo em tempo real.

E, pela primeira vez, essa transformação não está restrita às gigantes do e-commerce: pequenas e médias empresas também têm acesso à IA aplicada na gestão.

A nova experiência de compra hiperpersonalizada

Se antes a jornada de compra começava em uma vitrine, hoje ela começa em um dado. A inteligência artificial transformou o e-commerce em um espaço que aprende com cada clique, busca e interação, e devolve isso em forma de recomendações, ofertas e experiências cada vez mais específicas.

Os algoritmos agora reconhecem preferências, antecipam desejos e constroem uma experiência quase preditiva, em que o consumidor é entendido antes mesmo de dizer o que quer.

Busca por imagem, recomendações inteligentes, chatbots conversacionais e precificação dinâmica compõem uma nova lógica de consumo. Mas a personalização não se limita ao que o cliente vê.

Nos bastidores, IA e automação integram dados de navegação, estoque e comportamento de compra para sincronizar oferta e demanda em tempo real. É o que permite ajustar o preço de um produto com baixa saída, sugerir a reposição de um item esgotado ou ativar campanhas segmentadas no momento certo.

A revolução nas operações dos lojistas através da automação

Enquanto o consumidor vive uma experiência cada vez mais personalizada, nos bastidores, a automação redefine o que significa operar um negócio. O que antes dependia de longas planilhas e processos manuais agora acontece em segundos, impulsionado por sistemas inteligentes que aprendem, executam e otimizam decisões com base em dados reais.

A IA passou a gerar relatórios, auxiliar no atendimento ao cliente, analisar o desempenho de vendedores, de vendas e faturamento, criar descrições e NCMs, alterar cadastros de produtos, e muito mais. Com isso, tarefas operacionais ocupam menos espaço na rotina, abrindo espaço para que gestores e empreendedores concentrem energia em decisões estratégicas.

Essa transformação marca o início de uma nova etapa para o varejo digital: a da eficiência autônoma. As lojas começam a operar como sistemas conectados, com cadeias de suprimentos inteligentes, marketing automatizado e relatórios que se atualizam sozinhos.

E a mudança não está restrita aos grandes players.

Hoje, pequenas e médias empresas começam a acessar o mesmo nível de tecnologia por meio de soluções como as da Olist, que avança para uma geração de gestão inteligente com seus novos Agentes de IA.

O empreendedor 2.0: mais estrategista, menos executor

A inteligência artificial não muda apenas a operação, mas também o papel de quem está à frente dela. Em um cenário em que processos aprendem e decisões são tomadas em segundos, o verdadeiro diferencial volta a ser humano: a capacidade de interpretar, priorizar e direcionar o que a tecnologia entrega.

Com o apoio de automações, o gestor deixa de ser um executor sobrecarregado e passa a atuar como estrategista, conectando dados à visão de negócio. A rotina, antes centrada em apagar incêndios, ganha espaço para planejamento e criação de oportunidades.

Essa transição exige uma nova mentalidade. Tomar decisões com base em dados não é apenas automatizar tarefas, mas entender o contexto por trás dos números e o porquê das tendências, do impacto das escolhas e do momento certo de agir.

É o equilíbrio entre a lógica das máquinas e a intuição de quem entende o mercado.

O resultado é um novo tipo de liderança, moldada pela eficiência, mas guiada por propósito e clareza. No fim, a IA não substitui o empreendedor. Ela o reposiciona de um “mero” operador do negócio para o condutor da estratégia.

Agentes de IA: o “time invisível” das PMEs

A nova aposta da Olist materializa, na prática, o conceito de eficiência autônoma: os Agentes de IA. A tecnologia, desenvolvida nos últimos dois anos, conecta inteligência artificial diretamente ao ERP da empresa.

No centro desse ecossistema está a Lis, especialista conversacional que funciona como o “ChatGPT da Olist”. É ela quem conversa com o empreendedor em linguagem natural e traduz pedidos simples em automações complexas.

Emitir notas fiscais, gerar relatórios de vendas, ajustar preços de produtos com baixa saída ou antecipar pedidos de reposição… Tudo pode ser delegado a um agente inteligente, que atua dentro do ambiente da própria empresa, acessando dados reais e atualizados em tempo real. Ou seja, não apenas faz a análise de informações, mas executa ações diretamente no sistema de gestão, sem exportar planilhas e sem integrações externas.

O impacto disso é claro: menos erros, mais agilidade e uma nova percepção sobre o papel da tecnologia. 

“Queríamos democratizar a IA. O empreendedor conversa com a Lis em linguagem natural e consegue criar automações completas”, afirmou a gerente de produto Mariana Dalvi em entrevista à Exame e complementou: “A tecnologia não substitui pessoas, mas libera energia para que elas possam ser mais estratégicas no dia a dia.”

A ideia é que, em breve, os Agentes da Olist funcionem como um consultor proativo, identificando riscos de ruptura de estoque, descompassos no capital de giro e oportunidades de melhoria antes mesmo de o problema acontecer. Com isso, as pequenas e médias empresas passam a operar com inteligência em tempo real, podendo também crescer com mais organização e agilidade.

A inteligência que move o novo varejo

A integração entre dados, automação e IA já não é apenas sobre vender melhor, mas sobre gerir melhor, tomando decisões mais rápidas, tendo operações mais robustas e negócios mais resilientes.

Nesse novo ciclo, o impacto vai muito além da tecnologia. A automação redefine papéis dentro das empresas, transforma a relação entre pessoas e processos e inaugura uma nova mentalidade de gestão: aquela em que a operação trabalha pelo empreendedor e não o contrário.

É exatamente essa virada que a Olist impulsiona com seus Agentes de IA. Ao conectar inteligência artificial diretamente ao ERP, a empresa inaugura um modelo em que o pequeno e médio varejista pode operar com o mesmo nível de sofisticação e previsibilidade das grandes redes.

O que antes poderia ser inacessível agora está dentro do cotidiano de quem toca o próprio negócio.

Essa democratização da inteligência é, talvez, o passo mais relevante da transformação digital no varejo brasileiro.

The post A Olist torna acessível a inteligência artificial na rotina operacional das PMEs appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/startups-negocios/olist-agentes-de-ia-varejo-pmes/feed/ 0
Totvs compra Linx da Stone por R$3,05 bi e reforça presença no varejo https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/totvs-compra-linx-da-stone/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/totvs-compra-linx-da-stone/#respond Tue, 29 Jul 2025 17:38:07 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=1590 Totvs compra Linx da Stone por R$3,05 bi, reforça presença no varejo e conclui maior aquisição de sua história até o momento.

The post Totvs compra Linx da Stone por R$3,05 bi e reforça presença no varejo appeared first on The beatstrap.

]]>
Quase quatro anos depois de ter perdido a disputa pela Linx, a Totvs concluiu a aquisição da empresa por R$3,05 bilhões. O movimento não só encerra um dos capítulos mais comentados do setor de tecnologia brasileiro, como também reforça a estratégia da Totvs de consolidar sua presença no varejo com produtos complementares e um portfólio mais abrangente.

A Totvs é uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil atualmente, e a venda acontece quatro anos após a Stone, empresa brasileira de tecnologia financeira com soluções de pagamentos e serviços para o varejo, vencer a disputa pela Linx em 2020, quando pagou R$6,7 bilhões pela companhia. A disputa se deu porque a Linx é especializada em software de gestão e soluções tecnológicas para o varejo — área estratégica tanto para a Totvs quanto para a Stone.

A transação, que ainda precisa ser aprovada pelo Cade, prevê que todo o caixa atual da Linx (R$360 milhões), além do que for gerado até o fechamento do negócio, permanecerá com a Stone. O enterprise value do negócio — valor total atribuído à empresa considerando seu capital próprio mais dívidas — equivale a 2,7 vezes a receita e 12,7 vezes o Ebitda da Linx, métrica que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Segundo fontes próximas à Stone, a decisão de vender a empresa foi motivada pela complexidade da integração entre as plataformas — maior do que a inicialmente esperada. O processo de venda da Linx foi iniciado em setembro de 2024, e a negociação em caráter exclusivo com a Totvs foi firmada em abril de 2025.

A expectativa é que a aquisição permita à Totvs expandir sua atuação no varejo, especialmente em segmentos onde ainda não tinha forte presença. A avaliação do CEO da Totvs, Dennis Herszkowicz, é de que o negócio amplia a capacidade da companhia de entregar tecnologia para o setor, aproveitando os investimentos feitos em P&D e as sinergias com os clientes das duas companhias.

A aquisição representa um novo capítulo no movimento de consolidação da Totvs, que já vinha sinalizando interesse em expandir sua presença no varejo e continuar com aquisições estratégicas. Desde 2021, quando comprou a RD Station por R$1,8 bilhão, a companhia reforça sua atuação em setores específicos e aposta em complementar portfólio, base de clientes e tecnologia.

Para a Stone, a venda da Linx segue uma linha já observada em junho, quando a empresa vendeu a SimplesVet para a PetLove por R$140 milhões. A companhia tem revisto sua estratégia em relação a outras empresas e softwares adquiridos nos últimos anos, avaliando qual caminho seguir para cada um dos ativos — manter, integrar ou vender.

Embora a operação ainda dependa da aprovação do Cade, o negócio com a Totvs pode reposicionar a Linx em uma estrutura mais próxima do seu foco original, reforçando o portfólio de tecnologia voltado ao varejo e destravando novos canais de distribuição com a base de clientes da Totvs.

The post Totvs compra Linx da Stone por R$3,05 bi e reforça presença no varejo appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/totvs-compra-linx-da-stone/feed/ 0