A Rooftop, proptech que atua com liquidez imobiliária por meio do modelo HomeCash — onde o morador pode vender parte do imóvel e continuar vivendo nele — está no centro de um movimento que pode ganhar força no Brasil: a união entre a captação de venture capital e o universo cripto.
Inscrição confirmada! Agora você faz parte do ritmo.
A startup lançou uma rodada de R$1,5 milhão pelo Mercado Bitcoin (MB), usando um modelo de crowdfunding tokenizado. Em vez de equity tradicional ou dívida bancária, a estrutura mistura elementos de venture debt (financiamento com prazo e juros) e remuneração variável (retorno atrelado ao desempenho da empresa). Na prática, o investidor passa a entrar em uma rodada com liquidez potencial no mercado secundário — algo ainda raro no ecossistema de startups local.
O modelo também abre espaço para investidores pessoas físicas entrarem em rodadas que antes eram restritas a fundos de venture capital ou anjos qualificados. Com tickets menores de entrada, a Rooftop amplia o alcance e democratiza o acesso ao tipo de investimento que normalmente fica concentrado em poucos players.
Segundo a empresa, os recursos levantados nesta primeira fase vão reforçar três frentes principais: expansão da rede de microfranquias Rooftop, investimentos em marketing e fortalecimento da equipe.
A meta é chegar a 200 municípios ainda em 2025, consolidando a presença da solução HomeCash em escala nacional. A expectativa é que o movimento total da operação alcance cerca de R$200 milhões em 2026, caso o plano de crescimento se confirme.
O contexto mais amplo
A iniciativa da Rooftop conecta duas pontas que até pouco tempo andavam separadas: o venture capital tradicional e o universo cripto/blockchain. Ao adotar o modelo tokenizado, a startup não só garante capital para crescer como também testa um caminho que pode abrir precedente para outras empresas do ecossistema.
Para investidores, a proposta traz um atrativo extra: além de apoiar uma operação em expansão, há a perspectiva de retorno variável atrelado ao desempenho e de liquidez em mercado secundário — elementos ainda pouco explorados em rodadas no Brasil.
Impacto no ecossistema
Esse movimento democratiza o acesso a investimentos em startups e, ao mesmo tempo, posiciona a Rooftop como early adopter de um modelo de captação descentralizado. E pode se repetir caso a combinação entre cripto e venture se prove sustentável.
E agora, será que essa fórmula tem força para virar tendência no mercado brasileiro ou os riscos regulatórios e a maturidade do investidor ainda vão frear a expansão?
Independentemente da adesão imediata do mercado, o caso da Rooftop já marca um ponto de referência na experimentação de novas estruturas de captação no ecossistema brasileiro.