O Gramado Summit tem seus headliners. Luiza Trajano no palco principal, Miguel Falabella encerrando o evento, Harry Kirton de Peaky Blinders para quem quiser uma pausa mais leve.
Inscrição confirmada! Agora você faz parte do ritmo.
Esses nomes fazem o trabalho de atrair e vão lotar o Serra Park, mas alguns dos conteúdos mais densos do evento costumam vir de quem não está nos banners. Executivos com cases concretos, especialistas com leituras originais de mercado, founders que construíram algo relevante sem necessariamente ter milhões de seguidores.
Confira a seleção que o The.Beatstrap montou:
Breno Masi — ex-VP de Produto e Inovação do iFood
Dia 6 | 13h00 | Palco Principal — “Tecnologia é meio. O que a IA não consegue fazer por você”
Masi passou anos dentro de uma das plataformas de tecnologia mais complexas do Brasil, tomando decisões de produto em escala. O título da palestra já entrega o ângulo: não é sobre como usar IA, é sobre onde ela para e o que sobra para o humano decidir.
Para founders e product managers, é provavelmente uma das sessões mais práticas do evento.
Michel Alcoforado — antropólogo e autor de “Coisa de Rico”
Dia 8 | 10h00 | Palco Principal — “A economia da atenção pelas lentes antropológicas”
Alcoforado é uma das vozes mais originais do Brasil quando o assunto é comportamento do consumidor. Diferente da maioria dos especialistas em marketing, ele não parte de dados de plataforma, e sim parte de etnografia, cultura e padrões de comportamento que a maioria dos negócios ignora.
“Coisa de Rico” virou referência porque revelou lógicas de consumo que contrariavam o senso comum. A palestra promete a mesma abordagem aplicada à disputa por atenção.
Ricardo de Almeida — especialista em IA do Google Cloud
Dia 7 | 14h40 | Palco Principal — “A tecnologia invisível: IA, hiper-personalização e o fator humano”
Não faltam palestras sobre inteligência artificial em eventos de inovação. O que diferencia essa é o ponto de partida: Ricardo de Almeida trabalha na infraestrutura que alimenta boa parte das aplicações de IA no mercado corporativo.
A perspectiva de quem está do lado da oferta (e não apenas do consumo) tende a ser mais honesta sobre o que a tecnologia realmente entrega hoje e o que ainda é promessa.
Maíra Matta — diretora de marca da L’Oréal Paris no Brasil
Dia 7 | 12h55 | Palco Principal — “Como a maior marca de beleza do mundo constrói imagem e relevância cultural no Brasil”
Construir marca em escala global com consistência local é um dos desafios mais difíceis do marketing. Maíra Matta está no centro dessa operação no Brasil, um mercado que a L’Oréal Paris trata como estratégico e culturalmente complexo.
Para quem pensa em posicionamento, expansão de marca ou entrada em novos mercados, essa conversa tem muito mais a oferecer do que parece pelo segmento de atuação.
Vivianne Vilela — sócia e diretora de conteúdo do E-Commerce Brasil
Dia 8 | 11h45 | Palco Principal — “Made in China — arquitetura global da inovação no e-commerce”
Vilela acompanha o mercado de comércio digital brasileiro há mais de duas décadas e tem uma leitura rara sobre como as transformações globais chegam (e se adaptam) ao contexto local.
O tema da palestra é o movimento chinês no e-commerce mundial: como Shein, Shopee e Temu estão redesenhando as regras de logística, precificação e experiência de compra. Um contexto essencial para qualquer negócio que venda online ou dispute o mesmo consumidor.
Lásaro do Carmo Jr. — ex-vice-presidente do Grupo Silvio Santos
Dia 7 | 15h20 | Palco Principal — “Empreendedorismo e construção de negócio”
Poucos executivos brasileiros têm a experiência de operar dentro de um conglomerado da escala do Grupo Silvio Santos com televisão, varejo, seguros e entretenimento funcionando ao mesmo tempo.
Lásaro do Carmo Jr. esteve no centro dessa operação por anos. O título da palestra é amplo, mas a perspectiva de quem tomou decisões em um ecossistema desse tamanho costuma render aprendizados que livros de gestão não cobrem.
Diogo Gandra — Head of Business Development da FURIA
Dia 8 | 11h15 | Palco Geek — “Case FURIA: de R$60 mil a US$100 milhões. Como atenção virou negócio”
A FURIA é um dos cases mais expressivos do empreendedorismo brasileiro recente e um dos menos discutidos fora do ecossistema de games. A organização saiu de um investimento inicial de R$60 mil para uma valuation de US$100 milhões construindo audiência antes de construir receita e Diogo Gandra vai detalhar como esse caminho foi feito.
Para qualquer founder pensando em comunidade, marca e crescimento orgânico como estratégia, essa é uma das sessões mais valiosas do evento, independentemente de ter qualquer relação com games.
Os sete nomes acima são, cada um à sua maneira, uma aposta de curadoria: menos óbvios, mais aplicáveis e com boa chance de ser o conteúdo que você vai lembrar quando voltar para o escritório.
Os ingressos para o Gramado Summit 2026 partem de aproximadamente R$1.490 e podem ser adquiridos pelo site oficial do evento.
No fim, eventos como esse valem menos pelo que acontece nos palcos e mais pelo que você faz com o que ouve e com quem encontra pelo caminho.