A Revolut, fintech britânica fundada em 2015, vive uma das fases mais consistentes de sua trajetória. A empresa já ultrapassou 65 milhões de clientes em 2025, mais de quatro vezes o volume de cinco anos atrás, e mantém crescimento acelerado de receita. O avanço é resultado de uma estratégia pouco convencional no setor: escalar rapidamente em novos mercados sem abrir mão da rentabilidade.
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Em 2024, a companhia registrou £1,4 bilhão de lucro antes de impostos, o quarto ano consecutivo de rentabilidade. A receita do grupo subiu cerca de 72%, passando de £1,8 bilhão em 2023 para £3,1 bilhões em 2024, impulsionada pela expansão internacional e pela diversificação do portfólio. Parte desse desempenho, segundo o vice-presidente de Profitability e Global Business, David Tirado, se deve à escalabilidade do modelo de operação. “Nosso produto é completamente baseado em tecnologia e serviços em nuvem, o que torna a adaptação às regulamentações locais muito mais simples”, afirmou o executivo.
Para sustentar o crescimento, a Revolut anunciou um plano de investimento de US$13 bilhões nos próximos cinco anos. Os recursos serão destinados à expansão no Reino Unido, Europa Ocidental e Estados Unidos, além da entrada em mais de 30 novos mercados até o final da década. A meta é atingir 100 milhões de usuários até 2027.
A América Latina também aparece entre as prioridades da expansão. O executivo e VP destacou o potencial da região e o alto índice de adoção de novas tecnologias, comparado a outros mercados. Ele também citou o Nubank como uma referência importante de penetração digital principalmente no México.
Atualmente avaliada em US$75 bilhões, a Revolut é considerada a fintech privada mais valiosa do mundo e um caso raro de combinação entre escala e rentabilidade no setor. Mas o ritmo acelerado de expansão também exige atenção. Em países como a Índia, a Revolut precisou adaptar sua tecnologia a leis de soberania de dados locais, um exemplo da complexidade regulatória que acompanha a estratégia global. Por isso, apesar da velocidade de entrada em novos países, o time de liderança garante que cada lançamento passa por análises detalhadas de product market fit, ambiente regulatório e adaptação do produto às especificidades locais.
Mais do que crescer em número de clientes, a Revolut busca se firmar como a primeira fintech verdadeiramente global, sustentando o avanço com base em eficiência operacional e solidez financeira, algo que poucas startups do setor conseguiram alcançar.