Nem toda transformação digital vem de um novo produto. Às vezes, o impacto está em um detalhe de tela. O Itaú Unibanco revelou que uma alteração na interface de seu aplicativo (especificamente na forma como o cliente acessa a opção de parcelar a fatura do cartão) resultou em ganhos financeiros expressivos, na casa de centenas de milhões de reais. O resultado veio após uma série de testes de design e comportamento, realizados para entender onde e como posicionar o botão responsável por essa ação.
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O caso virou exemplo interno de como decisões aparentemente pequenas, quando guiadas por dados e metodologia, podem gerar valor real para o negócio e para o usuário. O mesmo raciocínio levou o banco a redesenhar outros fluxos: desde áreas de segurança até transações como o Pix, onde ajustes visuais e de linguagem foram feitos para reduzir erros, aumentar clareza e evitar fraudes.
Mais do que uma mudança de layout, o processo reflete uma cultura de experimentação contínua. O time de design e experiência do banco trabalha com monitoramento massivo de feedbacks e inteligência artificial para identificar padrões e priorizar melhorias. O objetivo é reduzir atritos e transformar cada interação em um ponto de valor, seja este financeiro, operacional ou de satisfação.
Para o Itaú, essa abordagem já se traduz em resultado: cada ponto de avanço nas métricas internas de experiência pode representar bilhões em impacto anual. E o recado para o seu negócio? UX não é detalhe, é estratégia. Cada botão, palavra ou cor tem potencial de influenciar comportamento e receita.