Tendências

Startups ganham espaço: 33% das empresas planejam investir mais em inovação aberta

Estudo mostra que 33% das empresas brasileiras pretendem ampliar investimentos em inovação aberta, sinalizando maior demanda por startups.
Empresas querem investir mais em inovação aberta.
Empresas querem investir mais em inovação aberta.

Redação The Beatstrap

O novo estudo “Inovação Aberta no Brasil”, realizado pelo Torq, hub de inovação da Evertec Brasil, em parceria com o Sling Hub, mostra que 33% das empresas brasileiras pretendem aumentar os investimentos em colaboração com startups nos próximos anos. O dado reflete uma maturidade crescente entre grandes corporações: 73% já possuem iniciativas consolidadas com orçamento recorrente, indicando que inovação aberta deixou de ser projeto experimental e passou a integrar a estratégia de longo prazo do setor empresarial no país.

Inscrição confirmada!  Agora você faz parte do ritmo.

A pesquisa mapeou 87 empresas com iniciativas ativas de inovação aberta e 33 delas responderam detalhadamente sobre práticas, formatos e desafios. O retrato é que programas contínuos de parceria com startups já estão presentes em um terço das organizações, enquanto 24% ainda operam iniciativas piloto e apenas 9% estão em fase de estruturação. A predominância também segue concentrada em grandes corporações, com 57% das empresas mapeadas tendo mais de 10 mil funcionários.

O avanço se torna ainda mais relevante ao observar como as empresas colaboram. Provas de conceito, conhecidas como PoCs, são adotadas por 91% das organizações; contratação de soluções prontas aparece em 85%; e parcerias comerciais surgem em 82%. Programas de aceleração e estruturas de Corporate Venture Builder aparecem em 76%, enquanto o investimento direto via Corporate Venture Capital, o CVC, é praticado por 61%. É um movimento que demonstra que a integração entre startups e corporações está deixando de ser periférica e começa a ganhar escala industrial.

LEIA TAMBÉM:

Para startups e investidores, a mudança tem impacto direto. Com 33% das empresas aumentando o orçamento, áreas como inteligência artificial, dados, automação, eficiência operacional e sustentabilidade se tornam ainda mais estratégicas. Segundo o estudo, IA e dados concentram 91% das prioridades de investimento corporativo, seguidos por automação (79%), ESG (36%) e saúde e bem-estar (33%). O mapa ajuda a orientar tanto o desenvolvimento de produto quanto as teses de venture capital.

O estudo também revela o próximo desafio: escalar. Embora o número de PoCs e pilotos tenha aumentado, muitas corporações ainda enfrentam dificuldades para transformar projetos bem-sucedidos em adoção massiva. O obstáculo não está apenas em investimento, mas em governança interna, integração tecnológica e capacidade de absorção. Como aponta Thiago Iglesias, head do Torq, “a integração pode gerar muitas oportunidades, acelerando o desenvolvimento de tecnologias e a transformação de empresas”, mas depende de estruturas que consigam sustentar essa velocidade.

A inovação aberta está deixando de ser acessório e se tornando infraestrutura estratégica. Isso significa ciclos de venda mais previsíveis para as startups, maior abertura para pilotos e um ambiente de adoção corporativa mais maduro. Para o ecossistema brasileiro, mostra que o próximo ciclo de crescimento pode vir justamente da interseção entre grandes empresas e soluções externas. A oportunidade está colocada e agora é observar quem conseguirá transformar colaboração em escala real.

Redação The Beatstrap

Equipe editorial responsável pela produção de notícias, análises e conteúdos sobre startups, tecnologia e negócios.

.beats Relacionados

Compartilhe este conteúdo e suas ideias na sua rede social:

.beats de Categorias