Unicórnios

Fintech brasileira atinge R$300 milhões de receita e pode ser o próximo unicórnio do país

Barte dobra receita em 7 meses e chega a R$300 mi. Com valuation de R$1 bi, entra no radar dos próximos unicórnios brasileiros.
Barte pode ser o próximo unicórnio brasileiro.
Barte pode ser o próximo unicórnio brasileiro.

Redação The Beatstrap

Em março de 2026, a Barte atingiu receita anualizada próxima de R$300 milhões, praticamente o dobro do que registrava sete meses antes. A trajetória de crescimento da fintech é das mais aceleradas do ecossistema brasileiro: R$50 milhões na época da última rodada, em outubro de 2024; R$150 milhões em julho de 2025; R$250 milhões ao fechar o ano; e R$300 milhões em março de 2026.

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Com valuation estimado em R$1 bilhão e crescimento superior a 150% ao ano, a empresa de quatro anos de operação entrou oficialmente no mapa de candidatas ao próximo unicórnio brasileiro.

O que a Barte faz

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A Barte opera infraestrutura de pagamentos que combina adquirência, pagamentos multicanal e corporate banking em uma única plataforma para médias e grandes empresas. A proposta ataca dois problemas históricos desse público: a fragmentação dos meios de pagamento e a ineficiência na gestão do capital de giro.

O volume transacionado cresceu de R$1,5 bilhão em 2024 para quase R$10 bilhões ao fechar 2025. Mas o fato que revela mais sobre o modelo é que a empresa opera com caixa positivo enquanto boa parte do setor ainda queima capital para sustentar crescimento.

Fugindo da guerra de taxas

Num mercado onde adquirentes tradicionais disputam clientes por frações de taxa, a Barte foi na direção contrária. Raphael Dyxklay, presidente e cofundador da empresa, diz que eles não entraram na disputa tradicional de adquirência por frações de taxas, e resolveram focar em uma camada de tecnologia e inteligência que justifica uma precificação superior.

A estratégia funciona porque o valor entregue vai além do processamento de pagamentos. A plataforma gera dados proprietários a cada transação, que alimentam produtos como crédito, antecipação de recebíveis e conta de rendimento. Esses produtos já são usados por um terço da base de clientes, criando um efeito de lock-in que torna a troca de plataforma progressivamente mais custosa para quem está dentro.

O pulo do gato: IA como alavanca de receita

Cerca de 15% da receita da Barte vem diretamente de serviços baseados em inteligência artificial. O impacto indireto dessas soluções (principalmente em retenção e fidelização de clientes) responde por aproximadamente 50% do faturamento total. Entre os produtos destacados está um módulo de recuperação de vendas que identifica transações não concluídas e aciona consumidores por assistentes de voz.

A empresa planeja investir R$100 milhões em IA até 2027. Também estuda o uso de stablecoins como parte da infraestrutura de pagamentos, explorando o novo marco regulatório do Banco Central para ativos virtuais que entrou em vigor em fevereiro de 2026.

A meta para 2026 é chegar a R$500 milhões de receita, e o plano de longo prazo é atingir R$1 bilhão em dois anos, com crescimento orgânico. Se o ritmo dos últimos sete meses se mantiver, o valuation de unicórnio deixa de ser projeção e passa a ser consequência natural da trajetória.

O case da Barte já virou material de aula em universidades americanas como NYU e University of Georgia. Para Caetano Lacerda, CEO e cofundador, o verdadeiro marco e objetivo é o de construir uma empresa geracional e global.

Redação The Beatstrap

Equipe editorial responsável pela produção de notícias, análises e conteúdos sobre startups, tecnologia e negócios.

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