Notícias & Atualidades | The.beatstrap https://the.beatstrap.com.br/categoria/noticias-atualidades/ Conteúdos e notícias no ritmo do crescimento das startups. Thu, 23 Apr 2026 20:58:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://the.beatstrap.com.br/wp-content/uploads/2025/07/cropped-THE.BEATSTRAP-AZUL-32x32.webp Notícias & Atualidades | The.beatstrap https://the.beatstrap.com.br/categoria/noticias-atualidades/ 32 32 Os nomes menos óbvios do Gramado Summit 2026 que você não pode perder https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-palestrantes-para-acompanhar/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-palestrantes-para-acompanhar/#respond Thu, 23 Apr 2026 10:55:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3605 7 palestrantes do Gramado Summit 2026 que founders devem acompanhar que são menos óbvios, mas super aplicáveis para quem constrói negócio.

The post Os nomes menos óbvios do Gramado Summit 2026 que você não pode perder appeared first on The beatstrap.

]]>
O Gramado Summit tem seus headliners. Luiza Trajano no palco principal, Miguel Falabella encerrando o evento, Harry Kirton de Peaky Blinders para quem quiser uma pausa mais leve. 

Esses nomes fazem o trabalho de atrair e vão lotar o Serra Park, mas alguns dos conteúdos mais densos do evento costumam vir de quem não está nos banners. Executivos com cases concretos, especialistas com leituras originais de mercado, founders que construíram algo relevante sem necessariamente ter milhões de seguidores. 

Confira a seleção que o The.Beatstrap montou:

Breno Masi — ex-VP de Produto e Inovação do iFood

Dia 6 | 13h00 | Palco Principal — “Tecnologia é meio. O que a IA não consegue fazer por você”

Masi passou anos dentro de uma das plataformas de tecnologia mais complexas do Brasil, tomando decisões de produto em escala. O título da palestra já entrega o ângulo: não é sobre como usar IA, é sobre onde ela para e o que sobra para o humano decidir.

Para founders e product managers, é provavelmente uma das sessões mais práticas do evento.

Michel Alcoforado — antropólogo e autor de “Coisa de Rico”

Dia 8 | 10h00 | Palco Principal — “A economia da atenção pelas lentes antropológicas”

Alcoforado é uma das vozes mais originais do Brasil quando o assunto é comportamento do consumidor. Diferente da maioria dos especialistas em marketing, ele não parte de dados de plataforma, e sim parte de etnografia, cultura e padrões de comportamento que a maioria dos negócios ignora.

“Coisa de Rico” virou referência porque revelou lógicas de consumo que contrariavam o senso comum. A palestra promete a mesma abordagem aplicada à disputa por atenção.

Ricardo de Almeida — especialista em IA do Google Cloud

Dia 7 | 14h40 | Palco Principal — “A tecnologia invisível: IA, hiper-personalização e o fator humano”

Não faltam palestras sobre inteligência artificial em eventos de inovação. O que diferencia essa é o ponto de partida: Ricardo de Almeida trabalha na infraestrutura que alimenta boa parte das aplicações de IA no mercado corporativo.

A perspectiva de quem está do lado da oferta (e não apenas do consumo) tende a ser mais honesta sobre o que a tecnologia realmente entrega hoje e o que ainda é promessa.

Maíra Matta — diretora de marca da L’Oréal Paris no Brasil

Dia 7 | 12h55 | Palco Principal — “Como a maior marca de beleza do mundo constrói imagem e relevância cultural no Brasil”

Construir marca em escala global com consistência local é um dos desafios mais difíceis do marketing. Maíra Matta está no centro dessa operação no Brasil, um mercado que a L’Oréal Paris trata como estratégico e culturalmente complexo.

Para quem pensa em posicionamento, expansão de marca ou entrada em novos mercados, essa conversa tem muito mais a oferecer do que parece pelo segmento de atuação.

Vivianne Vilela — sócia e diretora de conteúdo do E-Commerce Brasil

Dia 8 | 11h45 | Palco Principal — “Made in China — arquitetura global da inovação no e-commerce”

Vilela acompanha o mercado de comércio digital brasileiro há mais de duas décadas e tem uma leitura rara sobre como as transformações globais chegam (e se adaptam) ao contexto local.

O tema da palestra é o movimento chinês no e-commerce mundial: como Shein, Shopee e Temu estão redesenhando as regras de logística, precificação e experiência de compra. Um contexto essencial para qualquer negócio que venda online ou dispute o mesmo consumidor.

Lásaro do Carmo Jr. — ex-vice-presidente do Grupo Silvio Santos

Dia 7 | 15h20 | Palco Principal — “Empreendedorismo e construção de negócio”

Poucos executivos brasileiros têm a experiência de operar dentro de um conglomerado da escala do Grupo Silvio Santos com televisão, varejo, seguros e entretenimento funcionando ao mesmo tempo.

Lásaro do Carmo Jr. esteve no centro dessa operação por anos. O título da palestra é amplo, mas a perspectiva de quem tomou decisões em um ecossistema desse tamanho costuma render aprendizados que livros de gestão não cobrem.

Diogo Gandra — Head of Business Development da FURIA

Dia 8 | 11h15 | Palco Geek — “Case FURIA: de R$60 mil a US$100 milhões. Como atenção virou negócio”

A FURIA é um dos cases mais expressivos do empreendedorismo brasileiro recente e um dos menos discutidos fora do ecossistema de games. A organização saiu de um investimento inicial de R$60 mil para uma valuation de US$100 milhões construindo audiência antes de construir receita e Diogo Gandra vai detalhar como esse caminho foi feito.

Para qualquer founder pensando em comunidade, marca e crescimento orgânico como estratégia, essa é uma das sessões mais valiosas do evento, independentemente de ter qualquer relação com games.

Os sete nomes acima são, cada um à sua maneira, uma aposta de curadoria: menos óbvios, mais aplicáveis e com boa chance de ser o conteúdo que você vai lembrar quando voltar para o escritório.

Os ingressos para o Gramado Summit 2026 partem de aproximadamente R$1.490 e podem ser adquiridos pelo site oficial do evento.

No fim, eventos como esse valem menos pelo que acontece nos palcos e mais pelo que você faz com o que ouve e com quem encontra pelo caminho.

The post Os nomes menos óbvios do Gramado Summit 2026 que você não pode perder appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-palestrantes-para-acompanhar/feed/ 0
O que assistir no Gramado Summit 2026 conforme os seus interesses de negócio https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-agenda-por-interesse/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-agenda-por-interesse/#respond Wed, 22 Apr 2026 09:52:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3603 Gramado Summit 2026: 4 agendas por interesse para founders em marketing, IA, liderança e creator economy. Veja o que não perder.

The post O que assistir no Gramado Summit 2026 conforme os seus interesses de negócio appeared first on The beatstrap.

]]>
Com três dias de programação simultânea em múltiplos palcos, o Gramado Summit 2026 exige um mínimo de planejamento para quem quer aproveitar além das palestras do palco principal. 

Para ajudar, mapeamos quatro agendas por interesse, com dias, horários e o que esperar de cada sessão. Vale lembrar que alguns palestrantes ainda têm os títulos das suas apresentações a confirmar, mas você já pode ir se preparando e não deixar para a última hora:

Marketing, branding e vendas

Para quem quer sair de Gramado com repertório novo em posicionamento, comunicação e estratégia comercial, a grade é densa e especialmente no dia 7.

Dia 6

  • 12h30 | Palco Principal: Giovanna Ferrarezi e Nathalie Billio debatem “Ideias insubstituíveis”, com foco em criatividade e diferenciação de conteúdo.
  • 13h00 | Palco Share: Beatriz Wyatt (Rational 360) fala sobre como engajar públicos estratégicos e construir influência que gera resultados.
  • 18h00 | Palco Share: Thais Reali aborda a jornada invisível do cliente e por que boas empresas perdem vendas todos os dias.

Dia 7

  • 11h10 | Palco Principal: João Branco apresenta “3 razões pra tirar o seu cliente do alvo”. Um dos profissionais de marketing mais seguidos do Brasil, João é conhecido por desafiar convenções sobre como marcas se relacionam com consumidores.
  • 12h55 | Palco Principal: Maíra Matta, diretora de marca da L’Oréal Paris no Brasil, revela como a maior marca de beleza do mundo constrói imagem e relevância cultural.
  • 13h25 | Palco Principal: André Fatala, vice-presidente da Luizalabs e Magalu Cloud, sobe ao palco em sessão a confirmar. Fatala está no centro de uma das apostas mais relevantes do varejo brasileiro em tecnologia e infraestrutura digital e vale a presença independentemente do título.
  • 18h45 | Palco Principal: Dado Schneider, criador da marca Claro e doutor em comunicação, encerra o dia com “A Palestra Dura”.

Dia 8

  • 10h00 | Palco Principal: Michel Alcoforado, antropólogo e autor de “Coisa de Rico”, fala sobre a economia da atenção pelas lentes antropológicas, uma das perspectivas mais originais sobre comportamento do consumidor no Brasil hoje.
  • 13h10 | Palco Principal: Painel com Gabriel Sukita (Social Marketing Manager da Netflix), Raquel Stein (Creative Strategist da Meta) e Rafael Martins (CEO da Share) em conteúdo ainda a confirmar, mas com a combinação de plataforma, marca e agência, promete uma conversa direta sobre o que realmente funciona em comunicação digital.
  • 13h40 | Palco Principal: Renan Kfouri (Head of Industry Latam do Kwai) e Gabriela Comazzetto (CEO da Play2Shop) em painel sobre live commerce e social selling em conteúdo a confirmar.
  • 18h30 | Palco Principal: Samantha Almeida, CMO da Rede Globo: “Do capítulo ao trending topic: quando o conteúdo vira cultura”.

IA, tecnologia e futuro

A Gramado Summit 2026 não é um evento de tecnologia no sentido tradicional, mas a IA atravessa boa parte da programação, às vezes como tema central e às vezes como pano de fundo da discussão.

Dia 6

  • 11h25 | Palco Principal: Emanuel Aragão (psicanalista, escritor e filósofo): “Você não é uma IA e isso é uma boa notícia”, uma provocação direta sobre o que diferencia raciocínio humano de processamento automatizado.
  • 13h00 | Palco Principal: Breno Masi, sócio e ex-VP de Produto e Inovação do iFood: “Tecnologia é meio. O que a IA não consegue fazer por você”. Masi viveu na prática os limites e as possibilidades da automação em uma das maiores plataformas de tecnologia do país.

Dia 7

  • 10h30 | Palco Geek: Painel “A crise da criatividade: estilo e identidade na era da IA”, com Luiz Carlos Gomes (direito digital), Fabio Haag (tipografia e design) e Ali Silveira em uma discussão sobre o que acontece com autoria e originalidade quando a IA passa a gerar conteúdo em escala.
  • 14h40 | Palco Principal: Ricardo de Almeida, especialista em IA do Google Cloud: “A tecnologia invisível: IA, hiper-personalização e o fator humano”, perspectiva de quem está na infraestrutura que alimenta boa parte das aplicações de IA no mercado corporativo.

Dia 8

  • 9h30 | Palco Principal: Grazi Mendes (executiva tech, professora e pesquisadora de futuros): “Quando a morte chegar, que ela te encontre viva”, sobre como empresas e pessoas se preparam para cenários de ruptura tecnológica.
  • 11h45 | Palco Principal: Vivianne Vilela (E-Commerce Brasil): “Made in China — arquitetura global da inovação no e-commerce”, um olhar sobre como a China está redesenhando as regras de tecnologia, logística e consumo em escala global.
  • 15h55 | Palco Principal: Felipe Suhre: “A ferramenta humana na era IA”, sobre o que permanece insubstituível quando a automação avança sobre o operacional.

Liderança, comportamento e desenvolvimento pessoal

A linha “Make It Human” do evento se materializa com mais força nessa trilha — que reúne psicanalistas, pesquisadores e executivos falando sobre o que não se automatiza.

Dia 6

  • 10h55 | Palco Principal: Maria Homem (psicanalista, pesquisadora e professora): “Um novo líder para um novo tempo”, uma das vozes mais relevantes do Brasil sobre comportamento humano, inteligência emocional e liderança em contextos de transformação.
  • 19h00 | Palco Principal: Gustavo Zerbino, empresário e sobrevivente dos Andes em conteúdo a confirmar. A história de Zerbino é um caso real e extremo sobre tomada de decisão sob pressão, resiliência e liderança em situações limite.

Dia 7

  • 9h30 | Palco Principal: Gustavo Cerbasi (consultor de finanças e autor) com conteúdo a confirmar. Um dos maiores especialistas em educação financeira do Brasil, Cerbasi costuma conectar finanças pessoais com escolhas de vida e carreira, sendo relevante para founders em qualquer fase.
  • 15h20 | Palco Principal: Lásaro do Carmo Jr., ex-vice-presidente do Grupo Silvio Santos: “Empreendedorismo e construção de negócio”. Uma perspectiva de quem operou dentro de um dos maiores conglomerados de comunicação e entretenimento do país.
  • 15h50 | Palco Principal: Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza. O nome dispensa apresentação: Trajano é uma das empresárias mais influentes do Brasil e referência em liderança, propósito e transformação organizacional.
  • 18h25 | Palco Principal: Flavio Canto (ex-judoca e apresentador): “Os 3 C’s da cultura do legado: construir, conquistar e compartilhar”.

Dia 8

  • 11h05 | Palco Principal: Leila Ferreira (escritora e jornalista): “O nome disso é vida”, sobre narrativa, sentido e o que sustenta decisões de longo prazo.
  • 14h10 | Palco Principal: José Felipe Carneiro (co-fundador da Wäls Cervejaria): “Performance Consciente”, sobre como construir negócios e rotinas de alta performance sem abrir mão de saúde e equilíbrio.
  • 16h55 | Palco Principal: Marcos Rossi: “O que é impossível para você?”. Um encerramento motivacional com foco em mentalidade e superação de limites.

Creator economy, games e cultura pop como negócio

O Palco Geek tem programação própria nos três dias e merece atenção especial de quem quer entender como entretenimento, cultura e audiência se tornaram categorias econômicas relevantes.

Dia 6

  • 10h30 | Palco Geek: Felipe Funari (Fluxo W7M): “De comunidade a campeão mundial: como construímos uma das maiores plataformas de games do Brasil”, um case concreto de como nicho vira escala.
  • 11h15 | Palco Geek: Thales de Barros Moura (CapCut): “Por que executivos estão escolhendo TikTokers como sócios”, sobre a mudança de lógica na construção de marcas quando distribuição e audiência se tornam ativos estratégicos.
  • 15h45 | Palco Geek: Hugo Guilherme Corrêa Grillo (POV Creators): “De 0 a R$15 milhões aos 23 anos e as decisões que tornaram isso possível”, um caso de crescimento acelerado dentro da economia de criadores.

Dia 7

  • 11h15 | Palco Geek: Juarez Fraga (Riot Games): “Além da audiência: como vender patrocínios relevantes em e-sports”, sobre como marcas entram de forma genuína em ecossistemas de nicho.
  • 12h00 | Palco Geek: Maicol Ximenes (Ubisoft): “Criando campanhas pro mercado Gamer”.
  • 14h15 | Palco Geek: Lucas Poletti Siqueira (Player1): “As ferramentas de engajamento mudam. A natureza humana não”, sobre os princípios que sustentam engajamento de audiência independentemente da plataforma.

Dia 8

  • 11h15 | Palco Geek: Diogo Gandra (FURIA): “Case FURIA: de R$60 mil a US$100 milhões. Como atenção virou negócio”, provavelmente uma das sessões mais densas do Palco Geek, com um dos cases mais expressivos do esporte eletrônico brasileiro.
  • 13h30 | Palco Geek: Bruna Soares (Ubisoft): “Desbravando marcas em videogames: uma poderosa mídia para marcas”.
  • 14h15 | Palco Geek: Gaveta (Gaveta Filmes): conteúdo a confirmar, mas sem dúvidas um nome referência em como construir audiência qualificada e transformar conteúdo em negócio sustentável.
  • 17h15 | Palco Geek: Painel “O negócio bilionário e as oportunidades do mercado de games”, com Ananda Leonel, Isadora Basile e Bruna Soares (Ubisoft), uma conversa sobre o tamanho real do mercado de games e onde estão as oportunidades ainda subexploradas.

A programação está sujeita a alterações e o site oficial do evento é a melhor fonte para acompanhar atualizações de horários e confirmações de conteúdo.

O Gramado Summit raramente decepciona em volume de conteúdo. O desafio, como em qualquer evento dessa escala, é a curadoria: saber o que pular é tão importante quanto saber o que priorizar. Escolher uma ou duas trilhas como fio condutor (e deixar espaço para as conversas que acontecem fora dos palcos) costuma ser a estratégia que separa quem volta com insights de quem volta apenas com crachá de lembrança.

The post O que assistir no Gramado Summit 2026 conforme os seus interesses de negócio appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-agenda-por-interesse/feed/ 0
O que esperar da Gramado Summit 2026: programação, palestrantes e o manifesto “Make It Human” https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-o-que-esperar/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-o-que-esperar/#respond Mon, 20 Apr 2026 09:47:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3598 Gramado Summit 2026 acontece de 6 a 8 de maio com o tema "Make It Human". Veja programação, palestrantes e como participar.

The post O que esperar da Gramado Summit 2026: programação, palestrantes e o manifesto “Make It Human” appeared first on The beatstrap.

]]>
A Gramado Summit 2026 acontece entre os dias 6 e 8 de maio no Serra Park, em Gramado (RS), com expectativa de reunir 23 mil participantes e mais de 500 empresas. A 9ª edição do evento, que se autodenomina “o maior brainstorming da América Latina”, traz como tema central o manifesto “Make It Human”, uma provocação direta sobre o papel da inteligência humana em um mercado cada vez mais automatizado.

Inclusive, este não é um movimento isolado, já que o South Summit Brazil, realizado semanas antes, também adotou a linha “Human By Design” como fio condutor da sua programação. Depois de dois anos de corrida por automação e inteligência artificial, os eventos de inovação no Brasil começam a recalibrar o discurso e trazer à discussão o papel humano no meio de tantas IAs. Ou seja, a pergunta deixou de ser “como usar IA” e passou a ser “o que sobra para o humano quando a IA assume o operacional”.

Palco principal e destaques da programação

Luiza Helena Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza, é o principal nome confirmado para o palco central. Pelo segundo ano consecutivo, a Magalu Cloud atua como apresentadora oficial do evento, reforçando a estratégia da varejista em se posicionar como player de infraestrutura digital e serviços de nuvem.

A programação se distribui por palcos temáticos simultâneos. O Palco Principal reúne nomes como:

  • Michel Alcoforado, antropólogo e autor de “Coisa de Rico”, que fala sobre economia da atenção;
  • Breno Masi, sócio e ex-VP de produto e inovação do iFood;
  • Ricardo de Almeida, especialista em IA do Google Cloud;
  • Samantha Almeida, CMO da Rede Globo; 
  • e André Fatala, vice-presidente da Luizalabs e Magalu Cloud.

Gustavo Cerbasi, consultor de finanças, e o ator Miguel Falabella, que encerra o evento, também compõem a grade.

O Palco Geek, curado por Rodrigo Selback (apresentador e roteirista do programa “Games e Profissões”), concentra discussões sobre creator economy, games, esports e cultura pop como negócio. Nomes como Juarez Fraga, da Riot Games, Bruna Soares, da Ubisoft, e Diogo Gandra, da FURIA, trazem a perspectiva de um mercado que movimenta bilhões globalmente e ainda é subexplorado no Brasil. O Palco Share, por sua vez, aborda branding, vendas, e-commerce e estratégias de marketing com painéis voltados à operação e ao posicionamento de marca.

Batalha de startups e ambiente de negócios

A batalha de startups segue como uma das atrações mais dinâmicas do evento. Em 2026, conta com reforço do governo do Estado, ampliando a visibilidade tanto para startups gaúchas quanto para empresas de fora do Rio Grande do Sul.

A presença de patrocinadores como Google for Startups, ApexBrasil e Sicredi sinaliza o interesse de grandes players em se aproximar do ecossistema. Mais do que palco de conteúdo, a Gramado Summit funciona como ponto de encontro para testar soluções, apresentar produtos e negociar parcerias.

Como participar e se preparar

Os ingressos partem de aproximadamente R$1.490 e podem ser adquiridos diretamente pelo site oficial do evento. Num cenário onde eventos presenciais voltaram a ser canal estratégico de geração de negócios, a Gramado Summit se mantém como um dos poucos no Brasil que combina escala acima de 20 mil participantes, diversidade de conteúdo e ambiente real de conexão entre founders, executivos e investidores.

Para quem vai, vale planejar além da programação dos palcos. A edição de 2025 registrou quase 20 mil trocas de contato e 1,1 milhão de interações no app oficial, o que reforça que boa parte do valor do evento está no que acontece fora das palestras. Mapear painéis de interesse, identificar participantes e expositores relevantes e estruturar uma agenda de conversas e networking antes de chegar a Gramado este ano pode fazer a diferença entre voltar com cartões de visita no bolso e voltar com negócios encaminhados.

The post O que esperar da Gramado Summit 2026: programação, palestrantes e o manifesto “Make It Human” appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/gramado-summit-2026-o-que-esperar/feed/ 0
O VC global bateu recorde no Q1 e mesmo assim menos startups captaram https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/analise-venture-capital-no-q1-2026/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/analise-venture-capital-no-q1-2026/#respond Fri, 10 Apr 2026 11:13:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3595 VC global atingiu US$330 bi no Q1 de 2026, mas com menos deals em todos os mercados. Entenda o novo padrão de concentração.

The post O VC global bateu recorde no Q1 e mesmo assim menos startups captaram appeared first on The beatstrap.

]]>
Os números do primeiro trimestre de 2026 confirmam uma tendência que já vinha se desenhando: o venture capital global não está em retração, está em concentração. O volume de capital investido cresceu, mas o número de startups que receberam cheques caiu. Menos deals, tickets maiores e filtro mais apertado é a principal leitura do cenário atual.

Dados do Crunchbase mostram que o investimento global em fintechs no Q1 de 2026 totalizou US$12 bilhões distribuídos em 751 rodadas, um crescimento de 5% em capital frente ao mesmo período de 2025. O detalhe está no outro lado da equação: foram 31,5% menos deals (1.097 no Q1 do ano anterior). O late-stage e growth atingiu US$6,9 bilhões no trimestre, alta de 8% na comparação anual.

Quando se olha para a sequência trimestral, porém, o quadro muda. O Q4 de 2025 foi excepcionalmente forte (US$17,8 bilhões), o que faz o Q1 parecer uma desaceleração de 33% no total e 43% no late-stage. O contexto não é de queda livre, é de normalização após um trimestre fora da curva.

O quadro geral é ainda mais extremo

O recorte de fintechs reflete uma dinâmica que, no VC como um todo, aparece em escala amplificada. Segundo a KPMG (rede global de firmas independentes que prestam serviços de auditoria, impostos e consultoria), o venture capital global atingiu US$330,9 bilhões no Q1 de 2026, mais que o dobro dos US$128,6 bilhões do trimestre anterior. Esse único trimestre representa cerca de 70% de todo o capital investido ao longo de 2025 inteiro.

Mas o número mais revelador não é o total, é a distribuição. Quatro rodadas concentraram quase dois terços de todo o investimento global: OpenAI (US$122 bilhões), Anthropic (US$30 bilhões), xAI (US$20 bilhões) e Waymo (US$16 bilhões), somando US$188 bilhões entre si. A IA, que já respondia por metade do capital global desde o Q4 de 2024, saltou para 80% no Q1 de 2026. Mega-rounds de US$100 milhões ou mais responderam por 86% de todos os dólares investidos no trimestre.

Outro dado que muda a composição do jogo é que os fundos soberanos se tornaram protagonistas nas maiores rodadas. O GIC de Singapura co-liderou a captação da Anthropic, o Temasek participou da rodada da OpenAI, e os fundos soberanos do Catar, Arábia Saudita e Abu Dhabi ampliaram alocações em IA de forma significativa. O capital de risco nas faixas mais altas já não é ditado apenas por fundos de venture tradicionais.

O padrão se repete em todos os mercados

O fenômeno não é exclusivo dos Estados Unidos (que concentraram 83% do capital global, com US$247 bilhões e crescimento de 190% ano a ano em dólares investidos, mesmo com o deal count caindo 26%). O mesmo padrão aparece na Europa, onde o venture atingiu €20,2 bilhões com um número de deals 6,3% menor, elevando o ticket médio em cerca de 17%. Mega-rounds, Reino Unido e IA dominaram as alocações.

Na África, a concentração é ainda mais acentuada. Março de 2026 registrou apenas 22 startups anunciando captação, o menor número mensal desde 2021. O funding early-stage abaixo de US$500 mil atingiu o patamar mais baixo em cinco anos.

No mercado de crypto VC, o padrão se confirma com clareza: o número de deals caiu 48,9% ano a ano (de 358 para 183 no Q1), enquanto o ticket médio subiu 76%, alcançando US$35,9 milhões por rodada.

Quando mercados tão distintos apresentam a mesma dinâmica (capital estável ou crescente com volume de deals em queda), não é coincidência. É o comportamento de um ecossistema que passou a filtrar com mais rigor antes de assinar o cheque.

O que está atraindo capital

Amias Gerety, sócio da QED Investors nos EUA, confirmou que o fundo está investindo num ritmo ligeiramente mais lento em 2026, mas por seletividade, não por retração. A tese da QED permanece firme em dois eixos: IA aplicada a serviços financeiros e stablecoins.

As verticais que estão capturando capital de forma desproporcional incluem infraestrutura de pagamentos com stablecoins, pagamentos agênticos (transações iniciadas por agentes de IA autônomos), ferramentas de IA nativas para o setor financeiro e compliance automatizado. São teses que combinam internacionalização, eficiência operacional e aplicação concreta de IA, três critérios que se tornaram pré-requisitos para atrair interesse de investidores de primeira linha.

No horizonte de liquidez, o mercado observa possíveis IPOs de fintechs como Plaid, Revolut, Monzo e Airwallex ao longo de 2026, mas condicionados ao desempenho dos mega IPOs de IA (SpaceX, OpenAI, Anthropic). Se essas aberturas frustrarem, o restante do pipeline pode optar por permanecer privado.

O que isso significa na prática

O filtro mais apertado não está acontecendo apenas no late-stage. No seed, o deal count global caiu 31% ano a ano (para 3.700 rodadas), mesmo com o volume em dólares subindo 30% (para US$12 bilhões). Cheques maiores para menos startups, já no estágio mais inicial. Para quem está no ecossistema early-stage ou se preparando para uma rodada anjo, o cenário global reforça o que o Brasil já sinaliza: tração, unit economics claros e caminho demonstrável para rentabilidade deixaram de ser diferenciais e se tornaram pré-requisitos.

O mercado não está dizendo “não” para startups. Está dizendo “não” para startups que ainda não provaram que merecem um “sim” mais caro. Quem chega preparado está captando rodadas maiores. Quem chega com tese, mas sem dados, está encontrando portas fechadas.

E há uma camada adicional que vale acompanhar: enquanto o capital entra em volume recorde pela porta da frente, a porta de saída não acompanhou. A atividade de exits caiu 15% no trimestre, com IPOs reduzidos pela metade e saídas via M&A em queda. O capital está mais concentrado na entrada, e mais escasso na saída. Ou seja, uma indicação de que os ciclos estão potencialmente mais longos entre captação e liquidez.

O que se instalou no lugar da era de “cheque fácil” é um filtro mais apertado, com capital disponível para quem demonstra que sabe o que fazer com ele. Não é necessariamente um sinal de mercado ruim, mas sim de um que amadureceu. E, se os investidores estão mais maduros, as startups precisam acompanhar.

The post O VC global bateu recorde no Q1 e mesmo assim menos startups captaram appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/analise-venture-capital-no-q1-2026/feed/ 0
Nubank assume o estádio do Palmeiras, mas o plano vai muito além https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/nubank-compra-direitos-de-nome-allianz-parque/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/nubank-compra-direitos-de-nome-allianz-parque/#respond Fri, 10 Apr 2026 11:08:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3593 Nubank assume o nome do estádio do Palmeiras por R$50 mi/ano e soma três naming rights em 4 meses. O branding é alavanca de crescimento.

The post Nubank assume o estádio do Palmeiras, mas o plano vai muito além appeared first on The beatstrap.

]]>
O Nubank oficializou em 10 de abril a compra dos naming rights do estádio do Palmeiras, encerrando 12 anos de parceria entre a arena e a seguradora alemã Allianz. O acordo, fechado com a WTorre (administradora do estádio), prevê US$10 milhões por ano (cerca de R$50 milhões), praticamente o dobro do que a Allianz pagava, com vigência até 2044.

O nome definitivo será escolhido por votação popular aberta a qualquer pessoa, não apenas clientes ou torcedores. As opções são Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank, com resultado previsto para 4 de maio. Na primeira ativação após a troca, os nomes dos votantes serão exibidos na fachada do estádio no momento da virada de marca.

Mais do que um estádio

Isolado, o acordo seria apenas um contrato de naming rights. Dentro do contexto recente, é outra coisa. Em março, o Nubank fechou o naming rights do estádio do Inter Miami (o time de Messi na MLS), batizado de Nu Stadium. Em janeiro, entrou como patrocinador oficial da escuderia Mercedes-AMG na Fórmula 1. Anunciou também patrocínio ao Coala Festival 2026.

Em menos de quatro meses, a fintech que nasceu num escritório em São Paulo colocou sua marca em três dos maiores palcos esportivos e culturais do mundo. O CEO David Vélez confirmou em conferência com analistas, em fevereiro, que o banco vem aumentando consistentemente os investimentos em marketing. A CEO no Brasil, Livia Chanes, reforçou que a arena é uma retribuição à cidade onde tudo começou.

O desafio que vem junto

O Allianz Parque é referência continental: recebeu 33 shows em 2025 com 1,3 milhão de público e projeta mais de 40 em 2026. É considerada a maior casa de eventos da América do Sul. Mas “Allianz Parque” virou nome espontâneo na boca do torcedor e do público geral, construído ao longo de mais de uma década.

Especialistas em marketing esportivo apontam que contratos de naming rights precisam de pelo menos cinco anos de ativação consistente para que a troca se consolide na memória do público. O acordo prevê experiências exclusivas para clientes (espaço Ultravioleta para convidados, acesso dedicado com experiência diferenciada) e o Palmeiras tem direito a 15% dos valores. O Nubank estaria arcando também com a multa rescisória do contrato entre Allianz e WTorre.

O padrão que se desenha aqui vai além do Nubank. Quem está comprando presença em arenas e propriedades esportivas de grande escala não são mais seguradoras e bancos tradicionais: são fintechs e empresas de tecnologia. O naming rights deixou de ser exercício de branding puro e virou infraestrutura de crescimento, um ativo que conecta marca a audiências massivas, gera dados de comportamento e abre portas para mercados internacionais.

Existe um ponto na trajetória de uma empresa em que investimento pesado em marca deixa de ser gasto e se torna alavanca. O Nubank parece ter chegado nesse ponto e está apostando que esportes e entretenimento são o veículo certo para ocupar esse espaço em escala global.

The post Nubank assume o estádio do Palmeiras, mas o plano vai muito além appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/nubank-compra-direitos-de-nome-allianz-parque/feed/ 0
40 minutos e US$10 bilhões em risco: o vazamento de dados que abalou a Mercor https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/vazamento-de-dados-mercor/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/vazamento-de-dados-mercor/#respond Thu, 09 Apr 2026 11:01:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3591 Startup de US$10 bi sofre vazamento via supply chain e põe em risco dados de treinamento da OpenAI, Meta e Anthropic.

The post 40 minutos e US$10 bilhões em risco: o vazamento de dados que abalou a Mercor appeared first on The beatstrap.

]]>
A Mercor, startup americana de recrutamento e treinamento de dados para modelos de IA, confirmou em 31 de março de 2026 que foi alvo de um vazamento massivo de dados. A empresa, que apenas seis meses antes havia levantado US$350 milhões em uma Série C liderada pela Felicis Ventures (atingindo valuation de US$10 bilhões), viu o que era um incidente de segurança se transformar em uma crise que ameaça contratos, receita e a confiança de clientes como OpenAI, Anthropic e Meta.

O caso é relevante não apenas pelo tamanho da empresa, mas pelo que revela sobre a fragilidade da cadeia de fornecimento no ecossistema de IA.

O que a Mercor faz (e por que isso importa)

A Mercor opera na interseção entre recrutamento e infraestrutura de IA, contratando especialistas (médicos, advogados, cientistas, engenheiros) para gerar e rotular dados que alimentam o treinamento de grandes modelos de linguagem. Na prática, a empresa tem acesso direto a alguns dos ativos mais sensíveis de seus clientes: datasets proprietários, protocolos de RLHF (aprendizado por reforço com feedback humano) e metodologias de treinamento.

Isso significa que um vazamento na Mercor não expõe apenas dados de candidatos. Expõe potencialmente a lógica interna de como empresas como Meta e OpenAI constroem seus modelos.

40 minutos, 4 terabytes

O ataque não começou na Mercor. Veio através do LiteLLM, uma biblioteca open source usada para conectar aplicações a serviços de IA, com milhões de downloads diários. Durante uma janela de aproximadamente 40 minutos, o LiteLLM conteve um código malicioso capaz de capturar credenciais de acesso. Essas credenciais abriram portas para outros sistemas, que abriram portas para outros, numa reação em cadeia típica de ataques à cadeia de suprimentos de software.

O grupo hacker Lapsus$ reivindicou a autoria e declarou ter obtido 4TB de dados: perfis de candidatos, informações pessoais identificáveis, dados de empregadores, código-fonte e chaves de API. A Mercor não confirmou a autenticidade dos dados, limitando-se a dizer que segue investigando.

O grupo TeamPCP, vinculado ao ataque original ao LiteLLM, declarou publicamente a intenção de se associar a operações de ransomware para atingir outras empresas afetadas em escala, num padrão que lembra o ataque MOVEit/Cl0p de 2023, que impactou quase 100 milhões de pessoas.

As consequências já são concretas

A Meta pausou contratos com a Mercor por tempo indeterminado, segundo reportagem do Wired. A OpenAI disse estar investigando sua exposição, mas não encerrou a relação até o momento. Outros grandes clientes estariam reavaliando seus contratos. Cinco prestadores de serviço da Mercor já entraram com ações judiciais por exposição de dados pessoais.

Garry Tan, CEO da Y Combinator, classificou o incidente como uma questão que envolve bilhões em valor e dimensão de segurança nacional, destacando que dados de treinamento de ponta agora podem estar acessíveis a competidores, incluindo operações na China.

Antes do vazamento, a Mercor caminhava para ultrapassar US$1 bilhão em receita anualizada.

O detalhe técnico mais revelador do incidente é também o mais prático. Organizações que utilizavam lockfiles com versões fixadas e hashes criptográficos (como poetry.lock ou uv.lock) ficaram completamente protegidas do pacote malicioso do LiteLLM. Quem dependia de versões mutáveis herdou toda a cadeia de ataque.

É o tipo de decisão de infraestrutura que parece menor no dia a dia, mas que separa quem absorve o impacto de quem passa ileso. A Mercor, avaliada em US$10 bilhões e com clientes que representam o topo da indústria de IA, foi vulnerável porque um elo da sua cadeia de dependências foi comprometido por menos de uma hora.

No ecossistema de IA, velocidade de crescimento e volume de capital captado não substituem governança de segurança. Em empresas que lidam com clientes enterprise e dados sensíveis, uma única brecha na cadeia de fornecimento pode colocar em risco contratos, receita e valuation em semanas. Crescer rápido sem construir essa fundação não é apenas imprudente, é um risco multiplicador.

The post 40 minutos e US$10 bilhões em risco: o vazamento de dados que abalou a Mercor appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/vazamento-de-dados-mercor/feed/ 0
Uma frustração durante a pandemia virou uma healthtech que acaba de captar R$5 milhões https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/healthtech-lauduz-capta-5-milhoes/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/healthtech-lauduz-capta-5-milhoes/#respond Wed, 08 Apr 2026 10:58:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3589 Lauduz capta R$5 mi do Fundo Soberano do ES para escalar o Telekit, maleta que transforma qualquer ponto em consultório remoto.

The post Uma frustração durante a pandemia virou uma healthtech que acaba de captar R$5 milhões appeared first on The beatstrap.

]]>
A Lauduz, healthtech capixaba especializada em telemedicina avançada, acaba de receber um aporte de R$5 milhões do FUNSES 1, o Fundo Soberano do Estado do Espírito Santo, com gestão da Quartzo Capital. O capital vai para a ampliação da operação do Telekit (a principal tecnologia da empresa), expansão da equipe e fortalecimento da infraestrutura. Até aqui, uma captação como tantas outras no ecossistema. O que torna o caso da Lauduz interessante é como a empresa chegou até esse ponto.

Da teleconsulta voluntária ao produto

Em março de 2020, o médico Wilson Baldin Zatt colocou no ar a Plataforma Lauduz Covid-19 em Santa Maria (RS), uma das primeiras iniciativas de telemedicina ativa contra a pandemia no país. Com mais de 300 profissionais de saúde voluntários, o projeto realizou mais de 5 mil teleconsultas gratuitas, distribuiu 900 cestas básicas e 70 mil EPIs.

A operação funcionou, mas escancarou uma limitação que qualquer médico reconhece: por vídeo, dá para conversar com o paciente, não para examiná-lo. Medir pressão, auscultar pulmão, inspecionar garganta e ouvido, tudo isso ficava de fora. Foi dessa frustração prática que nasceu o conceito por trás do Telekit.

Desenvolvido a partir de 2021, o Telekit é uma maleta portátil que reúne dispositivos médicos conectados por Bluetooth (estetoscópio digital, eletrocardiograma, otoscópio, medidores de pressão, glicemia, saturação, temperatura e bioimpedância), integrados a uma tela com câmera e internet. Na prática, transforma qualquer ponto de atendimento em um consultório remoto completo, com suporte de especialista em tempo real.

A solução já soma mais de 100 unidades em operação e ultrapassou 20 mil atendimentos nos últimos dois anos. A empresa está presente em mais de 10 estados brasileiros e negocia expansão para Portugal.

O caminho até o capital

Antes do aporte da Quartzo, a trajetória da Lauduz passou por etapas que ilustram bem o percurso de uma healthtech fora do eixo Rio-São Paulo. Foram R$200 mil em fomento do Findeslab (Desafio de Saúde Domiciliar Digital), R$100 mil do programa SEED-ES do governo estadual, acelerações pela Vibee Unimed, BRDE LABs e Hospital de Amor (Barretos), autorização de funcionamento pela Anvisa em 2022 e uma rodada anjo em 2023 com valuation de R$10 milhões. Cada passo construindo credencial para o seguinte.

O FUNSES 1, que agora investiu na Lauduz, é um dos maiores FIPs do país, com aporte total de R$250 milhões, criado a partir de recursos da exploração de petróleo e gás no Espírito Santo. A Quartzo Capital (resultado da fusão entre TM3 Capital e CTM Investimentos) gere o fundo e administra cerca de R$1,4 bilhão, com portfólio de aproximadamente 60 startups investidas.

O padrão que vale observar

Os fundadores da Lauduz são médicos. Wilson Zatt é formado pela UFSM, com pós em Medicina de Emergência pelo Albert Einstein e certificações por Stanford e Johns Hopkins. Carolina Paim Fernandes Zatt, cofundadora e diretora médica, é especialista em Medicina de Família e Comunidade.

Esse perfil importa porque há um padrão recorrente no ecossistema: quando quem empreende vem do campo de atuação e viveu a dor na prática (não apenas a pesquisou), a solução tende a ser mais precisa e o product-market fit mais rápido. O voluntariado durante a pandemia funcionou como validação involuntária, a limitação identificada no dia a dia virou tese de produto e o produto acabou atraindo capital institucional.

A Lauduz mira se tornar a maior empresa de telemedicina voltada à saúde pública do Brasil. É uma ambição grande para uma empresa em estágio inicial, mas a combinação de tecnologia proprietária com aplicação direta em problemas estruturais do SUS coloca a tese num território onde escala e impacto andam juntos.

The post Uma frustração durante a pandemia virou uma healthtech que acaba de captar R$5 milhões appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/healthtech-lauduz-capta-5-milhoes/feed/ 0
Deconve usa IA para prevenir fraudes no varejo físico e projeta até R$8 milhões em 2026 https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/deconve-prevencao-fraudes-no-varejo/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/deconve-prevencao-fraudes-no-varejo/#respond Wed, 08 Apr 2026 10:54:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3587 Deconve usa biometria facial para prevenir fraudes no varejo físico. Com a Havan como cliente-âncora, vem dobrando o faturamento ano a ano.

The post Deconve usa IA para prevenir fraudes no varejo físico e projeta até R$8 milhões em 2026 appeared first on The beatstrap.

]]>
Toda vez que uma tecnologia nova avança, ela abre duas portas ao mesmo tempo: uma para quem quer resolver problemas e outra para quem quer explorar brechas. Com a inteligência artificial não foi diferente. Os mesmos avanços que permitem deepfakes cada vez mais convincentes e ataques sofisticados de falsificação biométrica também são a base de sistemas capazes de detectar fraudes em frações de segundo. E foi dentro deste cenário que a Deconve construiu seu negócio.

Fundada em 2016 a partir de pesquisas em inteligência artificial na UFSC, a startup catarinense desenvolveu soluções de biometria facial voltadas ao varejo físico. O posicionamento que o CEO Rodrigo Tessari escolheu diz muito sobre o foco da empresa: “Não vendemos reconhecimento facial. Vendemos prevenção de perdas com foco na segurança e na experiência de compra.”

A Havan como virada de jogo

Em 2021, a Deconve fechou parceria com a Havan para implementar o sistema FaceMatch em toda a rede varejista, voltado à autenticação de pagamentos com o cartão próprio da loja. O resultado, anos depois, é expressivo: apenas 5,89% das transações com o cartão da rede ainda dependem de cartão físico e senha. O restante já acontece por biometria facial, com cerca de 98% das autenticações concluídas em menos de um segundo. Em termos de prevenção de perdas, a empresa reporta redução de 17% nos furtos e economia superior a R$25 milhões para o cliente.

O sistema funciona comparando a imagem capturada no momento da compra com a foto cadastrada pelo cliente. A tecnologia também atua na prevenção de fraudes no crediário, identificando tentativas de cadastro com identidades falsas antes que o dano aconteça. Porém, em nenhum momento o sistema toma decisões automáticas. Os alertas servem de apoio à atuação humana, sem a substituírem.

Ter a Havan no portfólio mudou a trajetória da Deconve. “Crescemos muito na indicação dos clientes, muito puxado pela Havan“, afirma Tessari. É o efeito que um único grande cliente pode ter quando o produto entrega o que promete: ele vira porta de entrada para outros.

9 pessoas, faturamento dobrando, mercado em disputa

A Deconve tem hoje 9 funcionários, vem dobrando o faturamento ano a ano e projeta encerrar 2026 entre R$4 milhões e R$8 milhões em receita. Os números são pequenos em relação ao tamanho do mercado em que atua, mas o ritmo de crescimento conta outra história.

O contexto ajuda a entender a oportunidade. O varejo brasileiro registrou mais de 195 mil tentativas de fraude entre janeiro e setembro de 2025, segundo a Serasa Experian, um cenário que se agrava à medida que deepfakes e técnicas de injeção de imagens falsas ficam mais acessíveis.

O reconhecimento facial já atingiu 40% da população brasileira em 2025, segundo relatório do CESeC/DPU, e o segmento atrai players de diferentes portes: Payface, Unico e Bry também atuam na área. A Deconve, porém, aposta em um recorte específico de varejo físico e prevenção de perdas, em vez de competir de frente com plataformas de autenticação de uso mais amplo.

Num segmento que lida diretamente com dados biométricos, a abordagem regulatória é parte do produto. A Deconve adota o conceito de Privacy by Design: preferência por templates biométricos em vez de imagens brutas, prazos definidos de retenção e descarte seguro dos dados. A ideia é que a conformidade com a LGPD não seja um processo paralelo, mas uma escolha de arquitetura desde o início.

Essa trajetória mostra que uma empresa pequena, nascida dentro de uma universidade, pode construir crescimento consistente a partir de um único cliente estratégico bem atendido, usando essa âncora para expandir.

The post Deconve usa IA para prevenir fraudes no varejo físico e projeta até R$8 milhões em 2026 appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/deconve-prevencao-fraudes-no-varejo/feed/ 0
A startup de US$1,8 bilhão com dois funcionários https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/empresa-1-bilhao-de-1-funcionario/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/empresa-1-bilhao-de-1-funcionario/#respond Tue, 07 Apr 2026 10:49:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3585 MEDVi projeta US$1,8 bi com dois funcionários e virou símbolo da IA nos negócios. Mas FDA, deepfakes e ações judiciais contam outra história.

The post A startup de US$1,8 bilhão com dois funcionários appeared first on The beatstrap.

]]>
Sam Altman disse em 2024 que veríamos, em breve, uma empresa bilionária construída e operada por uma única pessoa. Em abril de 2026, o New York Times trouxe o que parecia ser a concretização desta visão: um perfil extenso sobre Matthew Gallagher, empreendedor de 41 anos em Los Angeles, que tirou do papel uma startup de telemedicina voltada a medicamentos GLP-1 para emagrecimento usando pouco mais de US$20 mil e uma pilha de ferramentas de IA.

Os resultados chamam atenção: a MEDVi registrou US$401 milhões em vendas no primeiro ano completo de operação e projeta alcançar US$1,8 bilhão em 2026. Tudo isso com apenas duas pessoas na folha, Gallagher e seu irmão. Altman declarou publicamente que havia vencido a aposta e manifestou interesse em conhecer o fundador.

A narrativa se espalhou como a prova definitiva de que a era do empreendedor solo bilionário havia chegado. Até que o ecossistema decidiu olhar além da manchete.

O outro lado da moeda

Cerca de seis semanas antes da publicação do New York Times, a FDA, agência federal do Departamento de Saúde dos EUA (equivalente à ANVISA no Brasil), já havia notificado a MEDVi formalmente. A agência reguladora apontou que o site da empresa induzia consumidores a acreditar que ela própria fabricava os compostos de semaglutida e tirzepatida comercializados, o que não corresponde à realidade. Também questionou alegações que sugeriam, sem base, uma equivalência com medicamentos aprovados pela agência.

Reportagens do Business Insider identificaram milhares de anúncios ativos na plataforma da Meta associados à MEDVi, boa parte veiculada sob perfis de profissionais de saúde que aparentavam ser fictícios, criados com auxílio de IA generativa. O Futurism já havia documentado, ainda em 2025, que imagens comparativas de pacientes exibidas no site eram fabricações digitais. Soma-se a isso uma ação judicial coletiva envolvendo um dos parceiros operacionais da startup.

O próprio Times revisou a matéria posteriormente, reconhecendo que as informações sobre os problemas regulatórios e jurídicos deveriam ter constado desde o início. A Forrester dedicou uma análise ao episódio, concluindo que o caso não resiste a um escrutínio mais atento.

Como a operação realmente funciona

Gallagher recorreu a um arsenal de ferramentas generativas (entre elas ChatGPT, Claude, Grok, MidJourney e Runway) para desenvolver o produto, produzir peças publicitárias, operar o atendimento ao cliente e monitorar métricas. Toda a parte clínica, farmacêutica, regulatória e logística ficou nas mãos de parceiros terceirizados, como CareValidate e OpenLoop Health.

O que a MEDVi opera, na essência, é uma máquina de aquisição de clientes apoiada em infraestrutura alheia (e esse arranjo não é inédito em telemedicina). O que distorce a leitura é empacotar essa estrutura como se a inteligência artificial tivesse substituído toda uma cadeia de saúde.

E o cenário para o futuro?

A IA reduziu drasticamente o tempo entre ideia e lançamento e tornou viável operar com um quadro mínimo. Isso tem valor. Mas funcionou como acelerador de execução, não como substituto de estratégia. A escolha de mercado é que sustentou o crescimento: um segmento com ticket médio superior a US$1.600 por cliente, demanda explosiva e uma brecha regulatória que pode se fechar a qualquer momento.

O case da MEDVi é problemático, mas a tendência que ele ilustra, não. Os Estados Unidos já contam com quase 30 milhões de negócios operados sem nenhum funcionário, movimentando mais de US$1,7 trilhão por ano. Ferramentas de IA estão expandindo, de forma concreta, a capacidade de execução de operações enxutas: da criação de conteúdo à automação de atendimento, da análise de dados à gestão de processos inteiros.


Essa lógica de “fazer mais com menos” encontra eco direto no cenário brasileiro de investimento early-stage: capital seletivo, pressão por eficiência, founders operando com times reduzidos e cobrança por resultados antes da próxima rodada. A pergunta que importa não é se dá para construir um negócio bilionário sozinho, é como usar IA para multiplicar a capacidade de entrega de um time que já existe.

The post A startup de US$1,8 bilhão com dois funcionários appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/empresa-1-bilhao-de-1-funcionario/feed/ 0
Founder da Tallos cria holding para replicar o modelo que levou ao exit com a RD Station https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/arthur-frota-tallos-exit-afpar-holding/ https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/arthur-frota-tallos-exit-afpar-holding/#respond Tue, 07 Apr 2026 10:31:00 +0000 https://the.beatstrap.com.br/?p=3576 Após vender a Tallos por R$140 mi para a RD Station, Arthur Frota lança a AFPAR com R$25 mi para criar e investir em startups.

The post Founder da Tallos cria holding para replicar o modelo que levou ao exit com a RD Station appeared first on The beatstrap.

]]>
O que um founder faz depois de vender sua startup por nove dígitos? A resposta mais comum é descansar, investir como anjo ou virar mentor. Arthur Frota escolheu outra coisa: montar uma holding com R$25 milhões de capital próprio para construir e adquirir novas empresas de tecnologia.

Frota fundou a Tallos em 2017 com R$75 mil de investimento-anjo, numa garagem em Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza. A startup de atendimento digital cresceu, foi acelerada no Porto Digital (Recife), selecionada pelo Cubo Itaú, integrou o Scale-Up Endeavor e, em 2022, foi adquirida pela RD Station, do grupo TOTVS, numa transação que chegou a cerca de R$140 milhões. O retorno aos investidores-anjo foi de aproximadamente R$14 milhões.

Agora, com a AFPAR (Frota Participações), ele quer replicar o modelo que funcionou na Tallos.

A tese por trás da AFPAR

A holding nasce com a premissa de criar e investir em negócios de uso diário, inseridos em mercados grandes, com recorrência e operação eficiente, voltados a pequenas e médias empresas. SaaS e fintechs para PMEs, com IA como camada de produtividade. É a mesma lógica que sustentou a Tallos, agora aplicada como método.

A AFPAR atua de duas formas. A primeira é como sócia ativa em empresas existentes, reorganizando processos, gestão e tecnologia. A segunda é criando operações do zero via venture building, através do Grupo OmniSoft, venture builder controlada pela holding.

A decisão de começar com capital próprio, sem captar externamente, não é acidental. É uma postura de validação antes de escalar, coerente com o discurso do próprio Método ESCALE (Estratégia, Sistema, Cultura, Aquisição, Liderança, Execução), que Frota sistematizou no livro “Enquanto uns falam, outros escalam”, com mais de 5.000 cópias vendidas.

O modelo que está ganhando tração

Frota não é o único founder que, após um exit, decidiu usar capital próprio e experiência operacional para construir novas empresas. O modelo de venture building com holding de participações vem ganhando espaço no Brasil, especialmente entre empreendedores que já passaram pelo ciclo completo de fundação, escala e venda.

O diferencial em relação ao VC tradicional é que o capital vem de quem já operou, não de quem só investiu. A experiência de construir, errar, ajustar e escalar dentro de uma startup se torna o ativo principal, não apenas o dinheiro.

Em paralelo, Frota foi nomeado embaixador do BR Angels no Ceará, fortalecendo a ponte entre founders nordestinos e uma rede com cerca de 400 C-Levels e mais de 30 startups investidas. O movimento reforça algo que o ecossistema early-stage brasileiro precisa cada vez mais: capital inteligente com proximidade regional.

A tese de negócios de uso diário para PMEs dialoga com um mercado que segue subatendido por tecnologia no Brasil. Se a AFPAR vai conseguir “imprimir novas Tallos”, como Frota descreve, ainda é cedo para dizer. Mas a estrutura está montada, o capital está na mesa e o founder já provou que sabe fazer pelo menos uma vez.

No ecossistema de startups, quem já fez um exit e volta para construir com capital e método próprio está ocupando um espaço que, até pouco tempo, simplesmente não existia.

The post Founder da Tallos cria holding para replicar o modelo que levou ao exit com a RD Station appeared first on The beatstrap.

]]>
https://the.beatstrap.com.br/noticias-atualidades/arthur-frota-tallos-exit-afpar-holding/feed/ 0