Inteligência Artificial

Automação com propósito: o que os 10 anos da Pipefy revelam sobre o futuro das operações inteligentes

Em meio à corrida global da IA, a Pipefy chega aos 10 anos apostando em operações mais inteligentes e humanas.
Alessio Alionço, founder e CEO da Pipefy.
Alessio Alionço, founder e CEO da Pipefy. | Imagem: Divulgação.

Diana Lopes

Cofundadora e Editora Chefe The.beatstrap

Em 2015, quando o termo no-code ainda era uma aposta ousada, uma startup nascida em Curitiba acreditou que automatizar processos empresariais não precisava ser sinônimo de complexidade.

Inscrição confirmada!  Agora você faz parte do ritmo.

Dez anos depois, a Pipefy comprova essa tese e expande o conceito. O que começou como uma plataforma de automação de fluxos se tornou um ecossistema de inteligência artificial aplicada à operação de negócios, adotado por milhares de empresas em mais de 100 países.

A trajetória da empresa reflete uma mudança mais ampla no mercado: a transição de um modelo baseado em eficiência operacional para outro orientado à tomada de decisão inteligente, no qual tecnologia e pessoas compartilham responsabilidades sobre como o trabalho acontece.

LEIA TAMBÉM:

A era das inteligências artificiais

Principalmente nos últimos dois anos, o mundo corporativo passou a enxergar a inteligência artificial não mais como ferramenta, mas como infraestrutura.

A corrida para dominar o próximo salto tecnológico se intensificou, reunindo gigantes como OpenAI, Google, Meta, Oracle e Anthropic em uma disputa que vai muito além de modelos de linguagem ou algoritmos mais potentes.

A nova fronteira está na capacidade de aplicar inteligência em escala, ao integrar dados, treinar agentes e fazer com que a IA opere dentro de sistemas críticos de empresas com segurança, contexto e precisão.

É por isso que a batalha global de hoje é tanto técnica quanto humana. As maiores companhias de tecnologia competem por talentos especializados em IA generativa, machine learning e engenharia de agentes autônomos, um movimento que vem redefinindo o próprio mercado de trabalho em tecnologia.

Para o ecossistema de startups, esse cenário traz um desafio e uma oportunidade. De um lado, o custo e a velocidade de inovação aumentam. De outro, surgem plataformas que tornam o uso da IA mais acessível, pragmático e operacional.

Enquanto as big techs investem bilhões na corrida pela superinteligência, empresas como a Pipefy constroem o elo e facilitam o acesso à tecnologia. Nesse caso, uma camada de orquestração que permite que qualquer organização use IA de forma aplicada ao dia a dia, sem depender de infraestrutura própria ou times altamente técnicos.

Da automação no-code à orquestração de IA

Fundada por Alessio Alionço em 2015, a Pipefy surgiu para resolver um desafio que parecia técnico, mas era principalmente cultural: como permitir que qualquer pessoa, e não apenas o time de TI, pudesse automatizar tarefas e fluxos de trabalho?

O que o no-code fez com a automação, a IA está fazendo com a decisão

Alessio Alionço, founder e CEO da Pipefy.

Em um mercado até então dominado por soluções rígidas, caras e dependentes de longos projetos de integração, a Pipefy apostou na autonomia do usuário. Templates prontos, suporte próximo e resultados rápidos ajudaram a mostrar que era possível transformar processos manuais em automações funcionais sem escrever uma linha sequer de código.

O movimento abriu espaço para um novo tipo de operação: descentralizada, ágil e orientada a valor. E, agora, o mesmo princípio se aplica à IA.

Com os AI Agents do Pipefy, áreas como financeiro, seguros e RH automatizam tarefas, integram dados e tomam decisões com apoio de IA, mas ainda mantendo o humano no centro da operação.

“O que o no-code fez com a automação, a IA está fazendo com a decisão”, resume Alionço.

A proposta é menos sobre substituir pessoas e mais sobre dar escala ao raciocínio humano dentro das operações. Ao aprender com exceções e regras de negócio, os agentes ampliam a capacidade das equipes de resolver problemas de forma rápida, consistente e previsível.

A nova geração de agentes inteligentes

O conceito de AI Agents vem ganhando força à medida que a inteligência artificial deixa de ser uma ferramenta isolada e passa a operar ativamente dentro das empresas.

Esses agentes são sistemas capazes de executar tarefas, aprender com resultados e interagir com outros sistemas e pessoas de forma autônoma, criando um ciclo contínuo de ação e aprimoramento.

Para isso, eles são capazes de acessar dados, identificar padrões, apoiar na tomada de decisões e coordenar fluxos complexos sem intervenção constante de um humano.

O desafio, porém, está em orquestrar esses agentes com segurança, contexto e governança. E é nesse ponto que o Pipefy se diferencia.

Os AI Agents do Pipefy foram desenvolvidos para operar dentro de fluxos críticos de negócio com autonomia controlada e governança embutida. Eles conectam dados, regras e contextos de cada empresa, garantindo que o fluxo avance de forma automatizada, mas dentro de limites definidos pelo humano.

O resultado é uma automação que não apenas executa, mas pensa junto com a operação. Os agentes atuam em processos repetitivos e de alto volume, aprendem com exceções e ampliam a capacidade das equipes de entregar resultados consistentes e rápidos.

No setor financeiro, por exemplo, podem automatizar toda a esteira de crédito, da análise de dados ao combate à fraude, reduzindo em até 90% o tempo de processamento das solicitações.

A lógica por trás dessa nova geração de automação é simples: não se trata de executar por você, mas de evoluir com você um modelo em que a IA se torna parceira de operação, e não substituta.

“Traga seu próprio LLM”: a personalização sem limites

A nova fronteira da IA corporativa combina flexibilidade e controle. É o que a funcionalidade “Bring Your Own LLM” (Traga seu próprio LLM) do Pipefy propõe.

Nos próximos 10 anos, o diferencial não vai ser quem tem IA, mas quem consegue orquestrar IA de forma segura, ética e escalável.

Alessio Alionço, founder e CEO da Pipefy.

O recurso permite que empresas integrem à plataforma seus próprios modelos de linguagem (LLMs), desenvolvidos internamente ou adquiridos de provedores externos. Assim, os agentes passam a operar com base em informações e terminologias específicas de cada organização, sem depender exclusivamente dos modelos nativos da ferramenta.

Isso significa respostas mais contextuais, seguras e aderentes à realidade do negócio. Além de ampliar o poder de personalização, o recurso ajuda a prevenir riscos de exposição de dados, um ponto crítico para setores altamente regulados.

Ao abrir espaço para múltiplos modelos e camadas de integração, o Pipefy assume o papel de orquestrador de ecossistemas de IA, conectando dados, fluxos e agentes em uma estrutura unificada de governança, produtividade e decisão.

Nos próximos anos, a inteligência artificial deve deixar de ser vista como ferramenta de suporte para se tornar o eixo central das operações empresariais. E isso exige maturidade, não apenas tecnologia.

A Pipefy aposta nesse equilíbrio. A empresa vê o futuro da automação como um sistema vivo de processos autônomos supervisionados, em que agentes aprendem, se adaptam e evoluem junto com as pessoas e as estratégias do negócio.

“Nos próximos 10 anos, o diferencial não vai ser quem tem IA, mas quem consegue orquestrar IA de forma segura, ética e escalável”, afirma Alionço. “O futuro é de processos autônomos, mas com a supervisão humana no centro da tomada de decisão.”

Depois de democratizar a automação, a Pipefy quer democratizar a inteligência aplicada à operação, tornando acessível o uso de IA de maneira prática, transparente e orientada a resultados.

Se os últimos dez anos mostraram que simplificar é o caminho mais eficiente para escalar, os próximos devem consolidar um novo paradigma: governar bem a inteligência artificial será o verdadeiro diferencial competitivo.

Diana Lopes

Cofundadora e Editora Chefe The.beatstrap

Mais de 5 anos de experiência em estratégias de geração de demanda para startups com foco em conteúdo SEO e gestão de mídias patrocinadas.

.beats Relacionados

Compartilhe este conteúdo e suas ideias na sua rede social:

.beats de Categorias